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O Contrato - Uma simples assinatura pode mudar tudo!

O Contrato - Uma simples assinatura pode mudar tudo!

Nalva Martins

5.0
Comentário(s)
1.1M
Leituras
97
Capítulo

Kalel Stanford é um mega empresário do ramo de direito e contabilidade. Jovem, bonito e intolerante, que não acredita na existência do amor. É claro que ele tem os seus motivos, mas isso é algo que ele não revela, nem mesmo para o seu melhor amigo. Luna Fontenelle é uma jovem recém formada em contabilidade. O mundo dos números é algo fascinate para ela e a garota sonha em um dia trabalhar em uma empresa renomada e conquistar o seu lugar ao sol. Um testamento, uma exigência, um contrato tende a mudar completamente a vida desses dois. Kalel deseja ter em suas mãos tudo que um dia pertenceu ao seu pai, mas para isso, ele terá que se casar e conviver com uma estranha por longos doze meses. Será que ele conseguirá conviver sem se apaixonar? Não pensem que essa é mais uma história onde o homem domina uma mulher com pulsos fortes. O livro O Contrato trás algo extraordinário para vocês. Então leia a história e veja o amor nascer mutualmente entre dois estranhos de vidas completamente opostas

Capítulo 1
1

Capítulo 1

— Nome, por favor!

— Luna Fontenelle.

— Certo, Luna. Temos uma vaga disponível para copa, está bem longe do que o seu currículo nos oferece, mas… — Respiro fundo.

Já andei tanto, espalhei currículos por todos os lugares dessa cidade e nada. A verdade, é que não posso esperar mais, preciso de um emprego e preciso para ontem!

— Tudo bem, eu fico com este.

— Tem certeza?

— Infelizmente não tenho muita escolha. Eu preciso de um emprego e de um salário com urgência. — Forço um sorriso para a moça do outro lado do balcão da agência de empregos.

— Tudo bem! Anotarei o endereço e ligarei para a Stanford, avisando que ocupará essa vaga.

— Obrigada, Dany! — Aguardo a moça fazer as anotações e assim que saio do prédio, sigo direto para a Stanford Corporation.

Um emprego em uma das maiores empresas de administração do país seria uma oportunidade única, se fosse em minha área. Servir cafezinho e limpar balcões, e mesas não era o que eu tinha em mente, porém, para hoje serve e muito.

A minha vida não tem sido muito fácil desde que Lucca Fontenelle, meu pai, faleceu em um acidente de carro. É como se ele fosse o eixo que mantinha tudo em seu devido lugar. Desde então, Alex Fontenelle, meu irmão mais velho, saiu de casa em busca de suas aventuras e minha mãe, Blanca Fontenelle, não tem tido muita vontade de viver ultimamente. Depois, vieram as dívidas que quase nos deixaram sem um teto, ou sem comida, ou sem os dois. Enfim, servir cafezinho é o que vai nos manter da melhor maneira possível por um tempo.

Com uma respiração profunda, ergo a cabeça e fito o arranha-céu suntuoso, forçando-me a entrar nele em seguida. Inevitavelmente observo o luxo por todo o hall e caminho para o enorme balcão, de um mármore negro e lustroso, e me apresento para a jovem atrás dele.

— Bom dia, me chamo Luna Fontenelle, a agência de empregos me enviou para a vaga na copa. — Estendo-lhe o papel e ela o ler em silêncio, abrindo um sorriso profissional em seguida.

— Avisarei que está aqui, senhorita Fontenelle. — Apenas aceno um sim para a moça, enquanto ela pega o telefone e fala com alguém. — Pronto, siga para o elevador dos empregados e aperte a tecla do terceiro andar. Alguém estará aguardando.

— Obrigada!

Não me imaginei entrando em lugar como este pela área de serviços, afinal, estudei tanto e me dediquei por anos a fio. Esperava pelo menos entrar pela porta da frente e ocupar uma sala só minha.

Sonhos, não dá para acreditar neles!

O tim do elevador avisa que cheguei no meu andar e assim que as portas se abrirem, um homem de aproximadamente trinta anos e usando um terno barato me abre um sorriso espalhafatoso.

— Você deve ser a Luna. Me chamo Calebe Davis, e sou o encarregado desse setor.

— Prazer, senhor Davis! — Estendo uma mão, acompanhado de um sorriso cordial para o homem que provavelmente será o meu chefe de agora em diante, enquanto saio do elevador.

— Por favor, me chame apenas de Calebe. Agora, venha por aqui. — Ele pede, levando-me para um corredor largo e comprido e seguimos para a última porta. Na copa, tem algumas moças usando um uniforme azul-escuro, com aventais e toucas brancas, com a logo de uma empresa que não conheço. Provavelmente a Stanford terceirize esse tipo de serviço. — Vista isso, preciso que fique pronta para começarmos.

— Ah! Tipo, agora?! — Fui pega de surpresa, pois não imaginava que começaria o meu primeiro dia hoje, tão pouco agora. Quer dizer, não avisei nada a ninguém e mamãe ficou sozinha em casa. Droga!

— Algum problema, senhorita?

— Ah! Não, tudo bem! Onde posso me trocar?

— Tem um banheiro para empregados, voltando no corredor, a terceira porta. — Seguro o fardamento e saio da copa para me trocar, e quando volto à cozinha, Calebe me apresenta as dezenas de funcionários, que estão em fileira e em pé diante dele. Não demora e descubro que a minha primeira tarefa do dia é organizar um breakfast em uma das salas de reuniões, do vigésimo sexto andar. Tudo parece ser muito rápido e pragmático por aqui, e em um piscar de olhos, tenho um carrinho prateado na minha frente, contendo algumas bandejas com torradas, biscoitos, croissants, uma garrafa de café e outra com água, um bule com chá, algumas xícaras e copos, e uma jarra de suco.

A sala de reuniões está completamente vazia e isso me deixa mais à vontade para deixar tudo organizado em um canto de parede, próximo a uma enorme janela, que tem a mais bela vista da cidade New York. Assim que termino, saio, deixando as portas duplas fechadas, e imediatamente volto para o meu setor, para seguir as próximas ordens.

— O que está achando do seu primeiro dia? — Anne, uma das funcionárias pergunta, sentando-se ao meu lado, no horário de almoço. Ela abre uma vasilha plástica e o cheiro de comida caseira se espalha pelo ar no mesmo instante. Dou de ombros para a sua pergunta.

— Nada mal — falo, abrindo a embalagem de uma barrinha de cereal que tinha na minha bolsa.

— Aqui não é tão ruim. Temos um salário, plano de saúde, cartão alimentação e ganhamos alguns extras caso precise passar do horário.

— Passar do horário? — Ela meneia a cabeça, fazendo um sim e leva uma garfada da comida a boca.

— Às vezes chego a fazer quase dois mil por mês, só de horas extras.

— Uau! — digo com desdém.

Não estou desdenhando, mas dois mil por mês não dá nem para começar a quitar as dívidas que meu pai deixou. Sem falar no aluguel e as contas do cotidiano. Bufo mentalmente. E ainda tem a minha mãe, que não pode ficar sozinha. Terei que pensar onde a deixá-la durante o dia enquanto estiver trabalhando.

— Você só trouxe isso para o almoço? — Anne pergunta me despertando.

— Na verdade, não sabia que começaria hoje.

— Entendi. Se quiser, posso dividir com você.

— Não precisa, Anne, obrigada! Não tenho muita fome, no momento.

No segundo turno, foi difícil manter minha concentração. Eu estava preocupada com dona Blanca, com o fato de estar sozinha em casa e nem sequer pude telefonar para Mila, nossa vizinha, para pedir que a olhasse até eu voltar. Contudo, pude me distanciar dos problemas que tiram o meu sono todas as noites, desde que tudo virou de cabeça para baixo; os credores que batem em minha porta querendo receber o dinheiro que meu pai lhes devia, ou na última carta do banco, que me deu um ultimato para quitar a hipoteca. Como não pude pagar nada, fomos despejadas e confiscaram tudo que tinha de valor. Menos as minhas economias, que já está quase no fim.

— Uau, você está maravilhosa! — sibilo admirada para Emma, que surgiu no meu campo de visão, usando em um vestido negro colado ao seu corpo de uma forma sensual e uma maquiagem que realçava os olhos negros e puxados. Ela leva as mãos por baixo dos cabelos volumosos e cacheados e sacude os fios.

— Ela está indo para a boate Tecno's Kiss. Emma é dançarina à noite. — Anne explica, enquanto a morena passa um batom vermelho-púrpura na boca.

— Ah! — E tudo que consigo dizer.

— Pois é, não dá para viver apenas com um salário de copeira. — Emma resmunga e ajeita uma bolsa a tiracolo brilhosa em seu ombro.

Eu só penso que ela está certíssima, entretanto, eu não fazia ideia. Durante toda a minha adolescência e mocidade sempre tive tudo em minhas mãos e a minha família era feliz, então eu estava satisfeita com isso.

Como tudo mudou do dia para noite? Essa é uma pergunta que me faço todos os dias.

— Estou indo — aviso, após trocar de roupa e as meninas acenam um tchau de dedos para mim.

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