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Peça-me oque Quiser

Peça-me oque Quiser

Gabriela.B

5.0
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Leituras
77
Capítulo

Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato. Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobre ela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo. Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes... Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderia ditar o princípio do fim de uma relação. Um romance atrevido, em que o mórbido e as fantasias sexuais estão na ordem do dia.

Capítulo 1
Gemidos

Que mala é minha chefe.

Sinceramente, no fim das contas vou ter que pensar igual à metade da empresa: que

ela e Miguel, meu colega que se acha o máximo, têm um caso. Mas não. Não quero ser

maliciosa e entrar na onda de todo mundo. O disse me disse das fofocas.

Desde janeiro eu trabalho na Müller, uma companhia farmacêutica alemã. Sou a

secretária da chefe das sucursais e, embora eu goste do meu emprego, muitas vezes me

sinto explorada. Sério... só falta minha chefe me amarrar na cadeira e enfiar um pedaço

de pão na minha boca em vez de me deixar almoçar.

Quando por fim termino a pilha de trabalho que minha querida chefe me encarregou

de concluir até o dia seguinte, deixo os relatórios na mesa dela e volto à minha. Pego

minha bolsa e vou embora sem olhar para trás. Preciso sair do escritório ou acabarei em

todos os jornais como assassina em série de chefes que se acham o centro do mundo.

São 23h20... Tarde pra caramba!

Na rua cai um dilúvio. Perfeito! Tempestade de verão. Chego à porta e, depois de

tomar coragem, corro até o estacionamento, onde me espera meu amado León. Entro

ensopada na garagem e, após apertar o botão de comando, Leonzinho pisca suas luzes

me dando as boas-vindas. É tão fofo...!

Logo me enfio no carro. Não sou medrosa, mas não gosto de estacionamentos, e

menos ainda quando ficam assim tão desertos a uma hora dessas. Automaticamente,

começo a me lembrar de filmes de terror em que uma mulher caminha por um desses

estacionamentos e um desalmado vestido de preto aparece e a apunhala até a morte.

Caraca, que situação!

Entro no carro, aciono as travas, abro a bolsa, tiro um lenço de papel e enxugo o rosto.

Estou encharcada! Mas, justo quando vou enfiar as chaves na ignição... putz!, elas caem.

Solto um palavrão no escuro e me abaixo para procurá-las.

Passo a mão pelo assoalho. À direita elas não estão. À esquerda também não. Droga...

encontro o pacote de chiclete que fiquei dias procurando. Ótimo! Continuo tateando o

chão do carro e por fim encontro as chaves. Então ouço umas risadas próximas e olho ao

redor com cuidado para que não me vejam.

Ai, meu Deus!

Entre risadas e carícias vejo se aproximarem minha chefe e Miguel. Parecem

entretidos. Isso me irrita. Eu me matando de trabalhar até as onze e tanto e eles na

farra. Que injustiça! Logo minha chefe e Miguel se apoiam na coluna lateral e se beijam.

Olha isso...!

Não acredito!

Semi agachada no interior do meu carro pra que não me vejam, contenho a respiração.

Por favor... por favor! Se eles descobrirem que estou aqui, vou morrer de vergonha. Não,

isso não pode acontecer. De repente, minha chefe larga a bolsa e sem a menor cerimônia

toca com determinação no meio das pernas de Miguel. Está tocando ele!!!

Minha nossa! Mas o que é que estou vendo?

Meu Deus! Agora é Miguel quem enfia a mão por baixo da saia de

la. Ele levanta minha

chefe, a empurra para cima contra a coluna e começa a se esfregar nela. Uau!

Ai, meu Deus! Que é que eu faço?

Quero dar o fora. Não quero ver o que estão fazendo, mas também não posso ir

embora daqui. Se eu arrancar, eles vão saber que eu estava espiando. Então, agachada e

sem me mexer, não posso deixar de ver o que eles fazem. Logo Miguel a obriga a virar

de costas. Ele a coloca sobre o capô do carro, abaixa a calcinha, primeiro com a boca e

em seguida com as mãos. Caraca, estou vendo a bunda da minha chefe! Que horror! E

nesse momento escuto Miguel perguntando:

— Diz, o que você quer que eu faça contigo?

Minha chefe, como uma gata no cio, murmura completamente entregue:

— O que você quiser... o que você quiser.

Uau, que isso, meu Deus, que isso! E eu na primeira fila. Só falta a pipoca.

Miguel volta a empurrá-la sobre o capô. Abre suas pernas e chupa ela. Ai, minha

nossa! Mas do que estou sendo testemunha? Minha chefe, dona Maníaca, solta um

gemido e eu tapo os olhos. Mas a curiosidade, a atração pelo proibido, ou seja lá como

isso se chame, me domina e eu os destapo. Sem piscar vejo como ele, após se deliciar,

se afasta dela uns centímetros e lhe enfia um dedo, logo dois, e, levantando-se, agarra

sua cabeleira escura e a puxa para si, enquanto mexe seus dedos a um ritmo que, por

que negar?, faria qualquer uma suspirar.

— Siiiiiiiiiiiim! — escuto minha chefe gemer.

Respiro com dificuldade.

Vou ter um troço.

Que calor!

Goste ou não, ver tudo isso está me dando um frenesi, e não é porque eu tenho

andado nervosa. Minha vida sexual é supermorna, beirando o previsível, então essa cena

ao vivo e em cores está me excitando.

Miguel abre a braguilha de sua calça cinza. Põe para fora um pênis mais que aceitável.

Ai, Miguel! E fico boquiaberta quando vejo que ele mete tudo de uma vez só. Assim eu

morro! Mas de prazer... E justo pelo que faz minha chefe gemer.

Meus mamilos estão duros, e logo me dou conta de que estou tocando neles. Mas em

que momento enfiei a mão por dentro da blusa? Depressa eu tiro a mão dali, mas meus

mamilos e o meu desejo protestam. Eles querem mais! Mas não. Assim não pode ser.

Não faço essas coisas. Minutos depois, após vários gemidos e sacolejos, Miguel e minha

chefe se recompõem. Uau! Já terminaram! Eles entram no carro e partem. Respiro

aliviada.

Quando por fim volto a ficar sozinha no estacionamento, saio do meu esconderijo e me

ajeito no banco do carro. Minhas mãos tremem. Os joelhos também. E percebo que

minha respiração está acelerada. Excitada pelo que acabo de presenciar, fecho os olhos

enquanto vou me acalmando e penso em como seria fazer sexo nessa intensidade.

Caliente!

Dez minutos depois, arranco com o carro e deixo o estacionamento. Vou beber cerveja

com meus amigos. Preciso me refrescar e refrescar minha... febre.

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