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Te amo. Mas me odeio por isso

Te amo. Mas me odeio por isso

Vitória Oliveira

5.0
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37
Capítulo

Lucas Menezes, de 20 anos, era um atendente de uma lanchonete pouco famosa em seu bairro e que vive pela fotografia, apaixonado por livros e amante de seu amado gato, Mint. Era feliz com o pouco que tinha, mas todos os dias sonhava com mais, como todo jovem sonhador. Agora, por outro lado da história, vivia-se Bruno Calandes, com 21 anos de idade. Um subestimado jovem de família rica, com um dos sobrenomes mais famosos da história dos milionários. Sua vida, sem esforço, era ganha todos os dias por seus pais, que, mal acostumado, jurava que o mundo girava ao redor de seu próprio nariz. Bonito, superestimado, galanteador e rico. Se tinha um desejo ao dormir, quando acordava, o tinha. E, com toda a certeza que tinha em si próprio, com Lucas nada disso será diferente.

Capítulo 1
Introdução

— Então, Lucas. Para começarmos bem está sessão, se apresente para mim. - Pediu meu psicólogo, concordei. Respirando fundo.

— Bom, eu Sou Lucas Menezes, mas prefiro quando me dão apelidos derivados do meu nome. Tenho vinte anos de idade e trabalho numa lanchonete no meu bairro que particularmente não é um dos meus trabalhos favoritos, mas é um ambiente legal de realizar mihhas tarefas, e fica até mais tranquilo pois tenho minha amiga, Gabriella, que trabalha comigo. E meu relacionamento com meu chefe é muito tranquilo. - Sorri fraco. - Nas horas vagas de meu dia ou noite, eu escrevo meu livro no notebook e espero conseguir, um dia, o publicar em alguma editora que admiro muito. Não sinto que sou tão bom para chegar neste nível, entretudo luto com força para melhorar minha escrita e meus personagens. - Olhei para o doutor, enquanto ele anotava algumas coisas em sua prancheta concordando com sua cabeça lentamente, aquilo me fez suar um pouco de nervoso. Ele escutava tudo o que eu dizia. - E também gosto muito de fotografias, paisagens, crianças num parque brincando, animais... Me recordo o quanto é gostoso viver, o quanto há numa vida, memórias boas para se recordar numa imagem. São as coisas que me motivam a continuar, além de Mint, meu gatinho malhado. Enfim, eu moro sozinho numa casinha pequena que eu mesmo decorei sozinho vendo ideias na internet, sempre sonhei em ter meu lugarzinho, é onde eu me sinto em meu lar de verdade, me sinto seguro e relaxado em minha casa. Voltando para o meu lado pessoal, a alguns anos passei por um relacionamento tóxico por um ano e meio e concordei por muito tempo que eu não era merecedor de amor, sofri muito e fiz terapia para tentar colocar minha cabeça no lugar. Mas logo depois eu fui diagnosticado com ansiedade a dois anos e tdah a um ano e meio, isso meio que abriu novos caminhos em minha vida que me deixam um tanto quanto confuso no meio da jornada, mas só tive coragem de os tratar agora, depois de anos. - Cocei meu braço, envergonhado. - Mas, atualmente, estou feliz e motivado. Quero tentar novamente a ser feliz e não ter medo de enfrentar as coisas. - Terminei, relaxando meus ombros.

— Uau, Lucas. - Ele sorriu, terminando de anotar, levantando seus olhos para me olhar. - Você é uma pessoa detalhista e apaixonada pela vida, gostei disso. - Sorri envergonhado, agradecendo. - Mas o que a ansiedade te afetou? E o tdah?

— Na minha autonomia, completamente. - Respondi, sem pensar duas vezes. - Sinto, por muitas vezes, que não sou capaz de algo sem mesmo tentar, e que antes eu tinha certeza que conseguiria fazer. Além de começar diversas atividades em conjunto, e nunca os terminar. E isso me frustra ainda mais, todos os dias. Parece que não consigo sair do mesmo lugar.

— Lucas, você tem uma rede de apoio próxima? Amigos, família?

— Tenho os meus pais. Porém, eles moram em Santa Catarina, enquanto moro aqui, em São Paulo. Vim a procura de emprego e novas experiências profissionais, mas minha bolha de segurança não me permite ultrapassar limites. Acabo sempre deixando oportunidades grandiosas por medo de errar. Ou seja, todas as vezes que penso que vim para cá com um objetivo, e cada segundo que se passa eu nem ao menos o aproveito, sinto que estou regredindo. Parece que não aguento meus próprios sonhos.

— Mas seu tdah não te dá, como eu sempre chamo em casos de tdah, "doses de rebeldia"? - Rimos, eu entendia bem do que ele estava falando. - Você não sente uma vontade avassaladora de ultrapassar limitações? De se sentir confiante?

— Sim, tenho. Pelo menos uma vez por semana. Mas é cortado pela minha ansiedade, ela age como aquela amiga que lhe traz de volta para a realidade, sabe?. - Deu de ombros. - E ela acaba comigo todas as vezes que tenho esse pico de energia, que quero tentar um curso, ou uma faculdade, oi trocar de trabalho. Eu não confio em mim mesmo.

— Já tentou redes de pessoas com os mesmos problemas que você? Para entender melhor, além da sua própria realidade, sobre seus próprios problemas?

— Já pensei, mas morro de pavor só de pensar em conversas com as pessoas, e é uma loucura. Hoje mesmo custei em vir, pensei e repensei diversas vezes. É doloroso, eu saboto as minhas próprias vontades sempre.

E aquilo continuou, aquela conversa profunda e necessária, me deixou feliz por finalmente colocar para fora tudo aquilo que me entalava, além de escrever. Nunca imaginei que conseguiria tão levemente. Que era a única forma que conseguia me ser sincero e verdadeiro. Estava determinado em tentar uma rede de pessoas que sofrem do mesmo que eu, nem que fosse virtualmente, para trocar experiências, entender como elas tratam sua ansiedade ou a agonia da confusão do tdah. Eu em sentia ansioso. Mas de forma boa. Muito, muito boa.

Quando terminei aquela consulta, sai da sala de meu psicólogo, me retirei aliviado e extremamente motivado. Eu não precisava ter medo, nem ser pessimista o tempo inteiro, eu só precisava ser eu, por um momento. Eu não precisava fugir. Apenas aquietar e seguir minha vida, tenho certeza que ter essas sessões foram muito necessárias e importantes para viver melhor.

Enfim eram três da tarde, avisei meu chefe que chegaria mais tarde pela consulta que teria pela manhã, ele aceitou numa boa. Agradeci aos céus por isso, mesmo sabendo que ele era muito gente boa e aceitaria sem problema algum. Eu já havia me arrumado para ambas ocasiões, para não precisar voltar para casa e me arrumar para mais um dia de trabalho, se fosse o caso, com certeza eu me atrasaria.

E lá estava eu, voltando para as mesmas pessoas, o mesmo cheiro de café e bolinhos doce no ar, como eu disse anteriorimente, não era um emprego dos sonhos, mas me sustentava e era um bom ambiente. Calmante eu fui andando mesmo até o local, hoje estava um dia calmo, coisa que geralmente quase nunca acontece.

Enquanto eu caminhava, sentia pequenos pingos de chuva batendo em meu corpo “merda!” murmurei, correndo o mais rápido possível ao estabelecimento. Não era longe do consultório, mas até eu chegar até lá, estaria encharcado da cabeça aos pés, já que aumentava gradativamente. Corri o mais rápido que pude até o local, sentindo, aos poucos, os pingos engrossarem sob minha cabeça. Avistei a lanchonete e impulsionei mais meu corpo, abrindo a porta e a fechando rapidamente atrás de mim, antes mesmo de me molhar. Cheguei, parcialmente seco. Sorri grandemente.

Até perceber que todos os clientes me olhavam, confusos. Engoli em seco, meu corpo ficou paralisado.

A chuva do lado de fora engrossou, caminhei como se nada tivesse ocorrido até o quartinho para funcionários o mais depressa possível, para colocar meu avental e começar a servir os clientes. Me vesti e me olhei no espelho para ter certeza que estava tudo em ordem, percebi que sim, então me dirigi para fora, com o rosto queimando de vergonha do que tivera acontecido minutos atrás, ficando balcão. Aguardando Gab, outra atendente, me passar os pedidos.

— Bela corrida, amigo. -Ela brincou, revirei os olhos. - O que houve?

— Consulta com o psicólogo, e quando sai, começou a chover. Nem notei a mudança de tempo. - Revirei os olhos, ela concordou.

— Posso te pedir para trocar contigo? Mal consigo pensar. - Concordei.

— Aconteceu algo? - Ela negou, enquanto tirava o avental de atendimento.

— Você sabe, terminei com Matthew ontem, foi um inferno, ele não aceita o fim e fica me enchendo o saco. Eu o amo, mas essa obsessão acaba com cada fio de com minha cabeça.

— Você acha que ele pode fazer algo com você? - Ela sorriu, negando. - Tome cuidado. Esses que não transparecem fazer algo contra nós, é o que mais fazem.

— Está tudo bem, amigo. Obrigada por se preocupar, prometo que ficará tudo bem.

— Se não se sentir segura em alguma de suas mensagens, chame a polícia. - Peguei seu bloco de notas e caneta, ela assentiu. Segui ao atendimento aos clientes.

Reparei um grupinho de garotos chegando no local pelo barulho do sino da porta, estranhei, numa chuva dessas as pessoas ainda tinham coragem de sair de casa? Céus. Dei de ombros, eles falavam sobre coisas aleatórias, nas quais eu não conseguia entender e nem ao menos me importei com tal, mas não quero dizer que eles estavam falando baixo, pelo contrário. Olhei para Gab, sugestivo. Ela balançou a cabeça no sentido dos mesmos, revirei os olhos. Óbvio que eu tinha que resolver aquilo.

Respirei fundo e me dirigi até o grupinho que já estavam sentados, eles perceberam minha aproximação e ficaram me encarando, fiz cara mais simpática possível para não receber reclamação ou parecer antipático.

— Com licença, perdão atrapalhar. Mas os senhores poderiam falar um pouco mais baixo? - Pedi, calmamente. Era um grupo de cinco garotos, quatro deles concordou, mas um deles fingiu não escutar. Ignorei. - Muito obrigado. - Sorri, me retirando para atender a mesa ao lado.

— Engraçado, eu pago pelo salário dessa bichinha, mas não posso falar da forma que eu quero? O cliente já teve razão alguma vez em estabelecimento público? - Brincou. Respirei fundo e me virei, sorrindo ainda maior.

— Pois não, senhor?

— Você ouviu? Ah, perdão. Não queria o incomodar. - Sorriu, falso. - Achei que esse chiqueiro era uma lanchonete pública, provavelmente me confundi. - Fingi surpresa, concordando com sua fala.

— Sinto muito, senhor. É que essa ambiente é fechado, pequeno. São para empresários que querem trabalhar num ambiente confortável e calmo, ou namorados que querem trocar algumas palavras antes do trabalho. Se o senhor prefere algo mais... Barulhento. - Sorri. - Te indigo uma pub que tem no fim da rua. Acho que gostaria de lá, já que esse "chiqueiro", não te beneficia. - Balancei a cabeça em concordância.

— Pouco me importa o que cacete vieram fazer essas pessoas. - Riu. - E você está falando demais para um garçom, não acha?

— E o senhor está perdendo tempo demais num lugar que não lhe cabe, não acha? - Devolvi a pergunta. Fingindo estar confuso. - Tenho um bom dia. Ah, e na próxima vez que tentar ofender alguém, tenta algo melhor do que "bichinha", capaz de ser até um elogio vindo do senhor. - Virei de costas novamente, seguindo para a mesa seguinte. Ouvindo seus amigos o caçoarem.

Continuei meu trabalho suavemente depois do ocorrido, atendi todas as mesas e repassei para Gab, que os passava para nossa chefe, quem fazia os pedidos (boatos que seu café era um dos melhores da região, e eu concordo). Porém todas as vezes que infelizmente cruzava a mesa daquele grupinho da quinta série, sentia os olhos do meteno me fuzilando, como se pudesse me atravessar, e é incrível como esse tipo de cliente me tiram do sério, se acham o rei da razão só porque estão pagando (ou apenas pelo motivo de estar sendo atendido, e não o empregado), pelo amor. É de cair o cu da bunda.

— Que houve, amigo? - Indagou Gab, confusa. - Você parece aborrecido.

— Aquele cliente imbecil da mesa quinze. Garotos imbecis. - Neguei com a cabeça, deixando a bandeja em cima do balcão. - Me tiram do sério. Odeio burgueses. - A mesma riu.

— Tenho somente inveja, queria eu poder falar mal de algum lugar e não ter quinze processos na minhas costas. - Pegou a anotação que tinha feito, passando para nossa chefe. - Tenho que fazer o caixa, de volta ao trabalho, revoltado. - Brincou, sorri fraco.

Os clientes estavam começando a sair do estabelecimento, e o mesmo que encontrava-se cheio no período da manhã, agora esvaziava. Enquanto não tinha novos pedidos ou uma nova mesa a se fazer, eu trocava algumas palavras com Gab, e assim percebi o quanto era sozinho nessa vida. Gabriella me dizia que estava deixando Matt para viver uma nova vida sozinha, já que, desde que se conhece por gente, eles namoravam. Ela estava cansada da vida monótona com seu namorado, além das diversas vezes que não dividiam sonhos. Matt, na visão de Gab, era vazio, sem um núcleo sonhador, e ela quem tinha por ambos. Aquilo sobrecarregava. Ela não queria sonhar por dois, queria dividir, multiplicar. Sonhar com alguém. Então, se não podia sonhar com ele, e não suportava sonhar por ele, pulou fora. Era insuportável só de pensar viver assim.

Me surpreende ela conseguir somente pensar em tentar novamente, pensar em namorar de novo, me assustava. O que um momento traumático, não faz com alguém.

— Lu, pode dar uma olhadinha no caixa? Estou naqueles dias, você sabe. Preciso dar uma checada. - Sorriu amarelo, concordei. Não havia nada a fazer de qualquer forma.

Mas parece que é o diabo me atentando.

Minutos depois que peguei o cargo de Gab, vi aquele homem de cabelos escuros se aproximando do balcão. Me segurei ao máximo para fingir que não vi, já que o revirar de olhos era impossível de suportar. Ele veio até o caixa, sorrindo debochado, me entregou o papel com os pedidos e esperou para eu contabilizasse.

— Nenhuma palavra ignorante dita para mim agora, senhor. - Indagou, me fitando. Enquanto eu ainda contabilizava o caixa.

— Se entendeu o que lhe disse naquele momento, não preciso mais ser indiferente. Agradeceria se o senhor fizesse o mesmo. - Ele estendeu o cartão, o peguei, mas ele continuou a segurar.

— Você deveria pensar bem antes de tratar qualquer um como me tratou. Você sabe quem eu sou, gracinha? - Me olhou sério, enquanto soltava o cartão.

— Claro, o senhor é presidente do Brasil, não é?! - Debochei, colocando seu cartão na máquina. - Crédito ou débito, senhor presidente?!

— Débito. - Citou, grosseiro. - Você deveria tratar melhor seus clientes, mas não é de se esperar muito, já que essa merda aqui logo será fechada por alguma vistoria. Comer em meio a ratos é meio anti higiênico, não concorda? - Revirei os olhos, retirando seu cartão e sua nota fiscal. - Talvez já esteja acostumado. - Riu.

— Acho que o senhor consegue ser mais sujo do que qualquer rato ralé de esgoto por aí. Você não é um Deus, não se esqueça. Ninguém se importa com sua presença ou falta de, pode abaixar essa guarda. - Sorri cínico. - Tenha um bom dia. - O entreguei seu cartão, junto a sua nota.

— Idem. - Ele puxou com força, sorri por conseguir o afetar. O mesmo se pôs para fora do estabelecimento.

— Que tensão foi essa? - Me assustei com Gab que estava atrás de mim.

— Esse cara é um completo otário. Você viu? "Você sabe quem eu sou?" Como se eu fosse perder meu rico tempo com um bocó que tem dinheiro. - Ela riu.

— Eu achei que você o conhecia.

— Felizmente não tive esse desprazer. Além de agora. Nunca o vi na vida.

— Que louco. Ele fala como se fosse o último pinto do universo.

— Quem vê, pensa. O dinheiro faz uma lavagem cerebral nas pessoas.

— Faz uma lavagem em quem não tem cérebro, você diz, né? - Concordei.

— Bom, deixando isso de lado... Você quer sair sexta-feira a noite? Abriu uma pub semana passada no centro da cidade. - Ela sorriu empolgada.

Gabbie: Okay, quer sair sexta a noite? Abriu uma balada super legal no centro da cidade. — ela sorriu, empolgada. - E sei que você não tem nada importante para se fazer.

— Claro. Não tenho nada a perder. Vamos. - Sorri, em concordância.

— Ok, meu escritor favorito. Nós vamos nos ver na sexta-feira. Ela assentiu e foi atender os outros clientes.

Eu quase nunca saio, na verdade, em dois anos, eu não saia com tanta frequência. Nenhum tipo de diversão, é sempre da casa para o trabalho, do trabalho para casa. Eu nunca fui de me divertir tanto, mas, senti que era necessário. Só desta vez, pelo menos. Eu mereço um tempo para beber e me divertir com minha amiga. Ficar com alguém nem se fala, meu último relacionamento durou um ano e meio, e ele nem me fazia feliz. Uma pena que percebi isso apenas anos depois. Depois de muita terapia (Irônico é, anos depois, eu voltar a fazer terapia). Um ano e meio preso um no outro. Conflitos, brigas, sem amigos... E até agressões. Um ano e meio jurando que nasci apenas para aguentar o amor, e não o ter como uma forma de escape. Acreditando fielmente que eu merecia e que ele era o grande amor da minha vida, quando, na verdade, ele era mais uma visão abominável do que era amor para mim. Era doloroso, frio. E talvez seja o motivo real de eu ter saído de Santa Catarina. Nunca mais consegui conversar com outro alguém amorosamente.

Por anos tive medo de sair de minha casa, a depressão me tomava, engolia meu ser. Tudo por conta de falta de amor de um ex namorado. Era loucura, eu sabia que era errado, mas eu o amava. Eu o amava com todo o meu ser, como se eu, Lucas, tivesse a missão de mostrar para aquele homem, o que era amor. E como eu, alguém que não tinha amor, e nem ao menos sabia o que era, poderia dar amor a alguém que nunca o tivesse?! Hoje sei que não merecia aquela dor toda, hoje sei. E hoje sei que quero tentar novamente. Aquilo era um inferno sem fim. Mas eu quero me fazer permitir, espero encontrar alguém legal. Apenas como um entretenimento, não sei se futuramente irei querer um relacionamento, até porque, vamos lá... Não sou de se jogar fora. Principalmente agora que finalmente comecei a me cuidar.

Enquanto sexta não chegava, eu já estava pensando que roupa usaria, essa sexta-feira não seria uma sexta qualquer, seria A sexta-feira!

...

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