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2.2K
Leituras
7
Capítulo

Os assuntos abordados de modo individual foram escritos por Eduardo Mota, tudo criado por si, e alguns relatos de jovens viciados, e no final depoimento de jovens que conseguiram se livrar do mesmo. Os relatos também foram apoiados por muitas pesquisas feitas, baseando-se em depoimentos, e diversos meios de comunicação. A expiração de ter feito este livro, ganhei de Mateus Eduardo, pelas suas criatividades e exigência que ganho, vendo o seu rigor na sua formação. O livro prisão do vício, transmite, verdades e capacidades de impressionar, os casos fingidos para ser uma boa pessoa aos olhos de outros, a capacidade de certas pessoas de entrarem em certos vícios, que transformam as vidas de jovens em um filme de terror. As cenas desse filme de realidade, passam diante de olhos de muitos, cada momento e instantes, como se o leitor embarcasse com Eduardo Mota, para reviver cada momento e instante, e cada episódio, um mais emocionante que o outro. O início de toda solidão, a vontade de tirar a sua própria vida, a falta de apoio dos pais, a escravidão do vício. Prepara-se para um retrato vivido, que seja ser o terror de muitos dependentes dos vícios. Obs. os trechos bíblicos citados nesse livro foram retirados na tradução do novo mundo da bíblia sagrada. ***** Tudo começa aos meus 14 anos de idade quando a minha mãe morre por ter contraído cancro da mama, eu perdi a melhor parte de mim. E daí em diante tenho vivido com o meu pai e meu irmão mais velho. A morte da minha mãe foi algo muito frustrante para mim, porque ela era a pessoa que mais me dava atenção, ela se importava comigo, e com tudo que eu fazia. Sem esquecer os conselhos que ela sempre dava para mim. Ela era a senhora da minha vida inteira, que me fazia forte a cada novo dia enquanto viva. Ela me abraçava a cada novo dia, me embalou quando ao mundo cheguei, entendia todos os meus medos e vibrava comigo a cada conquista. Eu era um jovem sem nenhum controlo do meu pai, eu saí e chegava a hora que me apetecia, porque o meu pai nunca ficava em casa, a vida dele era trabalho, o meu irmão não estava nem aí para o que eu fazia. O início para uma vida aval assadora começou no meu aniversário de 18 anos, tudo aconteceu sem me aperceber, estava com os meus amigos e algumas garotas que nem eu conhecia, apenas tinham entrado em minha casa porque eram as convidadas dos meus amigos. Esta festa aconteceu na ausência do meu pai, tinha muita bebida e muita mulher. Na madrugada foi quando os meus amigos pediram para beber uma só, até porque era o meu aniversário, eu disse para eles que não consumo álcool, eles continuaram a insistir, dizendo é só hoje não vai acontecer nada de mais, disse os meus amigos, eu queria recusar, mas a pressão para ceder ou melhor consumir álcool é mais forte do que eu pensava. além disso os meus amigos são boa gente. Se eles estão bebendo, então qual é o problema? É só um divertimento. "Disse eu a mi mesmo". Começou como uma simples diversão, eu queria me sentir bem e me divertir apenas, até porque eu já tinha jurado a mim mesmo, que não irei de consumir álcool outra vez. Quando experimentei pela primeira vez, achei que estava tudo bem e era um super-homem. Eu sabia que aquilo não ia acabar bem, eu ia para o fundo do poço. Ninguém pensa nisso quando vai usar pela primeira vez, mas é o que realmente acontece! Em um determinado momento me sentia muito feliz, porque estava a fazer aquilo que os meus amigos fazem, não quero que eles me vejam como um chato, por recusar uma simples bebida. Comecei a ir as discotecas com os meus amigos, eles gostavam muito de dançar. Eu era muito tímido e logo consumi algumas bebidas alcoólicas, depois de estar embriagado, me envolvi com pessoas que tinham maus hábitos. Comecei a experimentar drogas, depois comecei a usar cocaína. No começo usar drogas me dava prazer, eu conseguia esquecer todos os problemas da vida. Eu sentia que o álcool e outras drogas eram as melhores companhias que eu nunca tive. Eu sentia que gostava muito de usar droga e consumir álcool, mais muitas das vezes eu também achava que já era dependente do mesmo. Eu achei que fosse um mal pensamento meu, logo isso passa, disse o meu intuito. Mas depois comecei a ter alucinações, porque já não conseguia ficar, um só dia sem usar drogas. Quando os efeitos das drogas passavam eu tinha pensamentos suicidas. Eu queria apenas, esquecer tudo que tinha feito e largar as drogas, mas não tinha força de vontade. Naquele mesmo instante eu tinha sempre medo de tudo. Eu estou preso em um ciclo vicioso, e não sei se existe uma maneira de quebra-lo, ao mesmo tempo eu sabia que deixar de usar droga, é tão difícil quanto ao ressuscitar os mortos. Para mim, parecia ser somente mais um viciado, nos faróis da vida que ficava perturbando as pessoas em busca de moedas para utilizar drogas.

Capítulo 1
Solidão aterrorizante

Nos meus piores momentos eu estava sozinho(...).

Quando eu mais precisei, só não culpo ninguém por tudo que aconteceu em minha vida, afinal eu não fui ajudado por nenhum dos meus amigos, que me influenciaram a usar droga na época. Eu só um óptimo actor para fingir que tudo estava a mil maravilhas, sendo que não estava.

Um vazio imenso tomou conta de mim, uma dor que não parava nunca, e eu aguentado tudo isso porque já estava a me acostumando com a dor.

A minha mentalidade girava em volta de mim, dizendo, eu sou um escravo do vício, ele mi tirou tudo que eu amo.

O pesadelo da minha vida deu início, desde o momento que me senti escravo dos meus vícios. Eu não conseguia abandonar alguns hábitos errados que não agradavam a Deus. Porque já me sinto um viciado, é aí onde o desejo de terminar com a vida aumenta, porque estou acorrentado na prisão do vício(...).

Sempre mim questionava, porquê não acabo logo com todo esse sofrimento e dor?

Sentei-me ao lado da morte, e como sempre meus olhos transbordavam solidão, alguns viam um homem incrivelmente atraente, outros um senhor horrivelmente cruel, mas quem eu era na verdade? Ao meu lado a todo instante a depressão esteve comigo por muitos anos, e agora parecia não me notar era como se eu não estivesse ali, o que eu via? Um jovem de longos cabelos grisalhos, pele clara, e os seus olhos vermelhos como sangue, mais escuros que as noites sem estrelas mais pareciam um céu tempestuoso, pois deles choviam a todo instante. E talvez você se pergunte o motivo pelo qual sentei-me ao lado da solidão, fiz dela minha melhor ouvinte por muito tempo e nos piores momentos ela se fez minha melhor companhia, sem nunca ter me cobrado nada. Ela finalmente se levantou e ainda sem olhar para o lado ela sorriu, haverá um dia em que eu não me sentirei mais só, e talvez quando esse dia chegar você sinta falta da vida que tanto despreza, não se esqueça que é inevitável deixarei de ser parte de você para ser inteiramente eu e nesse dia você não existirá mais.

Não faço as regras eu apenas a sigo, entendi que tirar a própria vida é cometer um assassinato, afinal de contas, assim como eu, a vida é algo real, caso cometa esse crime eu não irei interceder por você. Quando for a hora, eu virei te buscar.

E lá se foi ela sorrindo, me deixando ali sentado no chão do banheiro coberto pelo sangue que deveria estar dentro de mim, agora eu podia ver a criança sentada ao meu lado que chorava desesperadamente, e segurava minha mão me pedindo para ficar com ela, quem era o jovem? Uns chamavam de tormento outros de pesadelo, mas seu verdadeiro nome era Vida.

O que me levou as drogas? O que elA fez por mim?

Eu já conhecia as drogas, mas era muito contra. Eu tinha se encontrado com a droga muito fácil através de amigos. Mas eu falava não, eu nunca vou colo

car isso em minha boca, isso não faz parte de mim.

Até um dia que resolvi experimentar. Eu já tinha dado entrada no álcool, em algumas festas, eu bebia, mas ainda não era uma coisa compulsiva.

Aí acabou que experimentei as drogas, e foi se tornando cada vez mais progressiva a minha doença. Durante um tempo, foi uma doença estacionada, eu não usava tanto, mais de 1 ano para a frente ou 8 meses para a frente, acabou que comecei a usar droga todo dia e me perdi no vício.

Muitas das vezes eu dormia fora de casa, vendia as minhas coisas para poder satisfazer as minhas necessidades. Eu tratava o meu pai muito mal, foi aí que percebi que não estava dando mais estar dentro do vício das drogas.

Não estava me reconhecendo, mas eu me conhecia como um menino doce, como um menino que ajudava em casa, que tratava bem a família e de repente me transformei em um bicho de 7 cabeças.

Já não me cuidava mais, eu sempre gostei de me cuidar, de me arrumar bem, e aí eu não me arrumava mais, eu saía de casa com o cabelo bagunçado, não tinha mais vaidade comigo mesmo.

Consequentemente se eu não me amava, não poderia amar o próximo, eu perdi amor por mim e perdi o amor pela minha família.

Quando percebi que tinha contacto fácil com as drogas, muitas das vezes acabava, por não consumir a minha droga preferida, que era a cocaína, e entrava no álcool.

Nas minhas crises de loucuras, eu acabava bebendo, bebendo, bebendo, por não ter a minha droga e queria uma saída.

Quando se olha para uma população de dependentes químicos, o que se observa é que quanto mais adversidades na infância, maior o risco de dependência.

Então, o vício não está sempre relacionado ao trauma e às adversidades na infância — o que não significa que todas as pessoas traumatizadas se tornarão dependentes, mas que todos os dependentes passaram por traumas.

Uma das principais causas de eu ter entrado no vicio das drogas foi a depressão constante que eu vivia com ele no momento, ver a minha mãe dentro de um caixão, parecia mais uma imaginação minha, mas era a realidade que estava a enfrentar naquele instante.

Eu morri quando me disseram que ela se foi, quando percebi que ela não estaria mais ali, do meu lado, nos piores e nos melhores dias. Lembrar do seu sorriso e não o ter em minha vida para sorrirmos juntos.

Quando me dei conta que a vida não era assim, tão maravilhosa como eu imaginava.

Quando lhe vi ali, sem respirar, naquele caixão, tudo o que eu mais queria era ir com ela...

A minha vida se tornou sem graça, sem alegria dela, meus dias se tornaram escuros sem o brilho dos seus olhos, sem o sorriso irradiante.

As boas vindas no mundo das drogas são bem aplaudidas, mas a retirada é decisiva, é mais difícil de se tomar. É mais fácil, pegar uma corda e enforcar-se do que largar as drogas.

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