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CEO Fatal

Capítulo 5 Olhos castanhos

Palavras: 1370    |    Lançado em: 26/02/2025

nde ele dorme. Para que sirva isso? Por que meu pai faria isso? Meus lábios inferiores treme. Isso é horrível. Tenho que ajudá-lo. Mas como? O que posso fazer? Seu rosto volta para

esperançoso, como se eu realmente pudesse fazer alguma coisa, mas não sou nada. Nem para o meu pai. Nem para ninguém. - Meu pai não gosta muito de mim. Seus olhos se arregalam. - Mas você é filha dele. Dou de ombros. - Eu matei minha mãe, então ele me odeia. Ele franze a testa, mas continua mesmo assim. - Quando eu era bebê, minha mãe morreu ao me dar à luz. - Isso não é culpa sua. - Ele olha fixamente. Dou de ombros novamente, sem saber o que dizer. -Seu pai é um verdadeiro idiota. Quando eu sair daqui, vou levar você comigo. - Sério? - Respiro, com medo de que meu pai esteja ouvindo, com a porta ainda aberta. - Se você quiser, - ele sussurra. - Eu quero. - Deixo que um pequeno sorriso se alinhe em meus lábios e um chega à sua boca também. - Então está combinado. Quando eu encontrar uma saída, você virá comigo. - Eu vou. Capítulo 4 Aida Três dias depois Nos últimos três dias, sempre que levo comida para ele, ele fala comigo. Não passamos muito tempo juntos para que meu pai não me pegue e fique bravo por eu ter ficado muito tempo. Mas é o suficiente. Eu gostaria de pensar que agora somos amigos. Ele me contou sobre seus pais, sobre como sua mãe morreu há alguns anos e sobre o que aconteceu com ele no dia em que um dos meus tios matou seu pai. Acho que nunca percebi o quanto minha família era ruim até encontrá-lo acorrentado como se fosse um cachorro. Também contei a ele sobre minha vida. Como eu gostaria de conhecer minha mãe. Como eu queria que meu pai me acumulasse. Como eu queria ter amigos e ser normal. Não sei quantos dias ficaremos juntos, porque, conhecendo meu pai, ele pode mudar de ideia e não me deixar vir até aqui. Então, hoje, decido dar algo para Matteo quando levasse o almoço para ele. Com uma caneta e um pequeno bloco de notas no bolso, leve uma tigela de arroz e frango frito para ele. Assim que me vê, ele se senta mais ereto e dá o sorriso mais brilhante que já vi. Não consigo evitar e sorrir de volta. - Oi, - diz ele. - Oi. - Eu me sento ao lado dele, sem entender por que de repente fiquei tímida. - Obrigado, Aída. - Ele pega uma tigela de mim, colocando-a entre suas coxas para que você possa usar uma colher. Vê-lo comer enquanto e

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“TODO MUNDO MORRE Aida - Pegue uma porra da arma! - ele grita. Respirar. Inspirar. Expirar. Apenas respire. As batidas do coração ecoam na câmara do meu coração. Rápido. Apressado. Baque. Baque. Juro que vou me afogar em dor toda vez que inalar. Sua mão está sobre mim agora - aquele aperto, dói. - Eu não posso fazer isso. - Meu corpo se enrola com um estremecimento, cada centímetro de mim é uma bagunça fria e trêmula. - Pegue-a! - A maneira como ele diz isso faz com que o terror percorra minha espinha. - Não! - Meu grito rasga o ar, mas não faz nada para detê-lo, para impedir o que está prestes a acontecer. - Pegue uma porra da arma! - Por-Por favor, nn-não faça isso! - Minha voz se embarga com cada lágrima que escorre, uma onda de emoção que me invade. Mas ele não é importante. Ele gosta quando eu choro. Quando estou sofrendo. - Se você não atirar nele... - A arma em sua mão se ergue, nivelada com o homem que amo, acorrentado ao radiador. - Então eu mato ele e aquele outro infeliz. Escolha. Sei que ele vai fazer isso. Sua ira não tem limites. Seu ódio - aquele apodrecimento pútrido de sua alma - está lá desde que o conheço. - Covarde, - provoca Matteo. - Você sempre foi um maldito covarde. Mate-me você mesmo. - Seus lábios superiores se curvam. - Eu o desafio. Mas o homem o ignora. Será que Matteo realmente não tem medo de morrer? Eu o tenho com frequência. Toda vez que vou para a cama e toda vez que acordo. Como consegui chegar até aqui, nunca saberei. A risada forte do homem preenche o espaço ao nosso redor. - Você acha melhor do que eu, não é? Sabe, houve uma época em que seu querido pai também achou que era e veja onde isso o levou. Matteo corre para ele, puxando a corrente com um rosnado, tentando alcançá-lo, mas não estamos perto o suficiente. A atenção do homem está voltada para mim novamente. - Se você contar até três, então a morte de ambos recairá sobre sua cabeça. Minha respiração é irregular, meus dedos tremem enquanto olho para Matteo. Com medo por ele. Por mim. Não quero atirar em ninguém. Muito menos nele. – Hum. - Seu interesse pressiona o gatilho. Meu corpo treme com um frio glacial, meu pulso martela em meus ouvidos. - Por-Por favor, - gaguejo, voltando-me para seus olhos cheios de ira, esperando algum tipo de compaixão, mas não há nada neles. Eles são vazios, tão vazios quanto sua alma. – Dois. - Ele mantém meu olhar fixo, com a arma ainda apontada para o único homem que sempre se importou comigo. - Deixe-a em paz! - Matteo rosna, com sua voz ligada à força. Não sei onde ele encontra força em meio à magnitude de sua situação, mas, de alguma forma, ele consegue. Ele sempre consegue. - Eu já teria matado você, - diz o homem. - Mas tê-la fazendo isso, sabendo que posso obrigá-la... Bem, isso é muito melhor. - Ele me olha com um olhar fixo. - Seu tempo está quase acabando. - Está tudo bem. Eu te amo. - O olhar de Matteo me atrai para a beleza daqueles grandes olhos castanhos, seus lábios escorregando em um sorriso terno. - Eu nunca teria isso contra você. Faça-o. Estou pronto. - Sinto muito. - As lágrimas intermináveis ​​escorrem pelo meu rosto. - Nunca foi assim que deveria ser para nós dois. O homem ao meu lado ri de forma zombeteira. - Lembre-se de nós e da vida que juramos que tivemos, - diz Matteo, com suas emoções cruas gravadas e transbordando de seus olhos. - Viva isso. Por mim. - Não! Por favor! - Com lágrimas escorrendo mais rápido pelo meu rosto, imploro por mais um momento, mais um segundo, uma hora, qualquer coisa. - Não posso me despedir! - Não é um adeus. É: 'te vejo mais tarde'. - Jura de mindinho? - Eu choro com um suspiro após o outro, sem conseguir recuperar o fôlego. - Sempre. - Ele sorri largamente, seus próprios olhos brilhando.”