icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Enquanto Meu Mundo Ardia: Onde Estava o Meu Marido?

Capítulo 1 

Palavras: 402    |    Lançado em: 23/06/2025

ncheu-me as narinas p

nto, normalmente silencioso à noite, est

u

assava por baixo

a barriga de nove meses dificultou o mo

de hóspedes desde que o seu problema de

emos de s

rta da frente, mas o calor que irradiava da mad

telemóvel. Apenas um número imp

, três vezes. A cada toque,

. A sua voz soava dista

passa? Estou um

a falhar por causa do fumo e do medo. "Estamos

feminina ao fundo, a rir. So

rme de alguém? Já ligaste para os bombeiros?" A su

es ainda não chegaram. Pedro,

u no apartamento dela. É muito perigoso. Tenho de a ajudar primeiro. Os bomb

no de

arar um talvez co

as as palavras morrer

do estiveres segura," diss

m que fez ao bater no chão foi abaf

e a mim, o seu corpo

u filho por nascer a mexer-se dentro de mim

tinha feito a

éram

Reclame seu bônus no App

Abrir
Enquanto Meu Mundo Ardia: Onde Estava o Meu Marido?
Enquanto Meu Mundo Ardia: Onde Estava o Meu Marido?
“Eu estava grávida de nove meses, a vida prestes a florescer dentro de mim. O nosso apartamento, o nosso ninho de amor, parecia o lugar mais seguro do mundo. Até que o cheiro acre do fumo me sufocou e o som crepitante do fogo encheu o ar. As chamas cercavam-nos. Gritei pelo Pedro, o meu marido, o pai do meu Lucas, implorando por ajuda. Mas do outro lado da linha, com música de fundo, ele inventou uma desculpa ridícula: um cano de gás rebentado na casa da sua "amiga" Sofia. Deixou-nos ali, a mim e à minha mãe, presas no inferno, enquanto o nosso Lucas lutava pela vida no meu ventre. Fomos resgatadas, mas era tarde demais para o nosso filho. O Lucas não sobreviveu. O mundo ruiu. A dor era um vazio abismal. Pensei que era apenas um homem fraco, incapaz de gerir uma emergência. Mas então vi as fotos. Enquanto o nosso apartamento ardia e o meu bebé morria, Pedro não estava a "salvar" ninguém. Estava na festa de aniversário da Sofia, noutra ponta da cidade, a rir e a brindar, completamente alheio ao nosso sofrimento. Ele nem sequer se deu ao trabalho de inventar uma mentira credível. Ele presumiu que eu era estúpida. Aquele riso na foto, o abraço na Sofia, incendiou algo novo em mim. Não era dor. Era raiva. Pura e gelada. Saí daquele hospital com um único propósito: despedaçar a vida que ele tanto protegia. E prometi a mim mesma que ele pagaria por cada segundo daquele riso, por cada brinde, enquanto o meu Lucas virava fumaça.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10