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O Preço da Indiferença

Capítulo 4 

Palavras: 584    |    Lançado em: 23/06/2025

o atravessar um nevoeiro. As ruas, as

eal era a dor o

inha mãe estava à m

e nada. Apen

raço, eu d

pelo meu casamento desfeito, pe

o, fez-me um chá e sent

, Helena," disse ela suavemente,

mãe. Mas

dor do mundo. E ter um marido que não te

tinha-nos deixado quando eu era pequena. Ela c

nuou ela. "Elas sugaram a vida do Leo. E

vertido, tinha desaparecido há muito tempo, substituído

faço ago

teu corpo e a tua alma. E

ideia parecia assus

vel vibrou s

Leo. I

novo. Um

está furiosa contigo por teres preocupado

estava bem. A sua única preoc

mensagem à

nou a cabeça

Deixa-o ir, filha. Pela

outra vez. Desta

elemóvel e atendeu, co

o teu marido num momento de necessidade! A So

ra estrident

voz calma mas firme. "A Helena está

ncio chocado

encorajar este absurdo? Ela é uma e

respeitada. Coisa que não acontece

ho é um bom homem! Ela é qu

de ela perder o bebé para ir procurar um gato, Clara. Se isso é s

sem palavras p

é verdade. O Leo

E agora a Helena vai ficar aqui. Nã

ha mãe

a, admirada c

m sorriso cansad

minha filha. Não enq

e ia ficar bem. Podia dem

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O Preço da Indiferença
O Preço da Indiferença
“Saí do hospital com a certidão de óbito do meu filho na mão. Um pedaço de papel que pesava uma tonelada, contrastando cruelmente com o sol lá fora. Liguei para o meu marido, Leo, para lhe dizer que o nosso bebé, Lucas, já não existia. Mas em vez de compaixão, ouvi música alta e a voz irritada dele ao fundo. "Helena? O que foi? Estou ocupado. A Sofia está com um ataque de pânico, o gato dela fugiu." Sofia. A minha cunhada. O gato dela era mais importante que a nossa perda. "Leo, o nosso filho morreu", eu disse, seca, sem lágrimas. Houve um silêncio, mas não de choque, e sim de incómodo. "Que brincadeira de mau gosto é essa? A Sofia é sensível. Não posso falar agora. Depois falamos." Ele desligou. Assim, sem mais. O meu marido escolheu consolar a irmã porque o gato dela fugiu, em vez de estar ao meu lado depois de perdermos o nosso filho. A dor era física. E então, uma mensagem da minha sogra: "Helena, o Leo disse que estás a fazer drama. Pára de ser egoísta. A Sofia está abalada. Sê uma boa esposa e compreende as prioridades." Prioridades. O gato. A minha dor, um drama. Naquele instante, a dor deu lugar a uma clareza fria como gelo. Não havia mais nada para salvar. O nosso casamento, tal como o nosso filho, estava morto. Levantei-me. Eu queria o divórcio. E ele não me ia impedir.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10