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Entre a Morte e a Mentira

Capítulo 1 

Palavras: 378    |    Lançado em: 24/06/2025

ue me roubava o fôlego. Eu estava presa no meu carro, no meio de um túnel inund

or cento de bateria. Liguei para o

de c

está a subir. Estou com dores, ach

. O barulho de fundo era de vento e chuv

u no meio de um caos." A vo

. A água não para de subir. Preciso d

oz feminina ao fundo, abafa

a. A sua "m

tá um inferno e a Helena torceu o pé a fugir de uma árvore que caiu. O cão d

Um cão. Eu estava grávida de oito meses, presa nu

rédula. "Tiago, eu acho que

o 112. Eles são pagos para isso. Tenho

desl

da terminada. A bateria em oito por cen

por uma fresta. A dor no meu ventre era a única coisa real

es de desmaiar foi a luz de uma lanterna a brilhar através do

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Entre a Morte e a Mentira
Entre a Morte e a Mentira
“A água gelada subia pelas minhas pernas. Grávida de oito meses, em trabalho de parto, eu estava presa num túnel inundado em Lisboa, no meio da pior tempestade do século. Desespero era pouco. Pela décima vez, liguei para o meu marido, Tiago. Ele finalmente atendeu, mas ouvi uma voz feminina ao fundo e a sua voz era fria, irritada. "Não consigo chegar aí agora", disse ele, "a Helena (#minhamelhoramiga) torceu o pé, e o cão, coitado, quase se afogou." Ele estava a levá-los ao veterinário de urgência. Ele desligou na minha cara, mandando-me ligar para o 112. Desmaiei ali mesmo. Quando acordei no hospital, a minha barriga estava vazia. O nosso filho tinha morrido. Tiago continuou a agir como vítima, preocupado com a "pobre" Helena e o cão dela. Chegou a chamar-me egoísta por querer o divórcio, enquanto a minha sogra me culpava pelo sofrimento do filho. Mas a verdade era ainda mais cruel. Descobri evidências da traição dele na nossa própria casa: o lenço da Helena na mesa de cabeceira, o champô dela na nossa casa de banho, o chá favorito dela no nosso armário. Ele estava com ela enquanto me deixava morrer. Como ele pôde? Como pôde mentir tanto, culpar-me e falar de "nossa" perda, quando ele estava com outra? A dor transformou-se em aço frio. Não ia ser mais uma vítima na sua narrativa. Na mediação, decidi desmascará-lo. Eu tinha as provas, o apoio da minha mãe e uma advogada implacável. Estava na hora de lutar, não só pelo meu divórcio, mas pela minha sanidade e pela memória do filho que ele abandonou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10