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A Ex-Esposa Que Voltou Mais Forte

Capítulo 1 

Palavras: 416    |    Lançado em: 24/06/2025

nha testa. O carro estava virado de lado, preso contra a barreira da autoestrada.

terrível e aguda no me

el. O ecrã estava estalado, mas ainda funci

nstinto, a minha

uando eu estava prestes a desistir, ele at

ia? Estou no mei

ro rouco. "Tivemos um acidente. Na A5. O

ificar-se. "Eu estou a sangra

choque. Era de aborrecimento. Depois, ouvi out

dói tanto! Jorge, ac

, a meia-ir

cheia de preocupação. "Calma, querida. O Pedro já

coraçã

s a misturarem-se com a chuva e o sangue

a descer as escadas por causa do raio da tempestade. Estou a tratar dela. Não posso si

erder o nosso filho!" gritei,

também está com dores! Pelo amor de Deus, sê um pouco

desl

a a chamada terminada. Tentei ligar

loque

o filho morria dentro de mim, o meu marido estava

tável, uma onda de agonia que me roub

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A Ex-Esposa Que Voltou Mais Forte
A Ex-Esposa Que Voltou Mais Forte
“A chuva forte batia contra o para-brisas partido. Grávida de oito meses, senti uma dor terrível e aguda no meu ventre, misturada com o sangue na minha testa. O carro estava virado de lado, e a minha mãe, inconsciente, jazia no banco do passageiro. A minha única esperança, o meu telemóvel na mão a tremer, para ligar a Pedro, o meu marido. Quando finalmente atendeu, a sua voz era irritada, impaciente. "Que queres, Sofia? Estou no meio de uma coisa." Implorei: "Pedro, tivemos um acidente grave, o carro capotou! Estou a sangrar, acho que é o bebé!". Houve um silêncio, seguido da voz de Clara, a sua meia-irmã, a queixar-se de um tornozelo torcido. "Sofia, pára com o drama," ele respondeu duramente. "A Clara está com dores! Liga para o 112 e para de me chatear!" Ele desligou. E depois, bloqueou-me. Sim, o meu próprio marido me bloqueou enquanto eu perdia o nosso filho na estrada. Acordei num hospital estéril, com a barriga vazia e um buraco negro no lugar da esperança. Horas depois, Pedro apareceu acompanhado da sua família, incluindo uma Clara que coxeava dramaticamente. "Que susto nos pregaste!", disse ele, sem um pingo de remorso. O meu sogro acusou-me de ingratidão. Não havia dor, apenas aborrecimento e preocupação por um tornozelo. Olhei para a ligadura ensanguentada na cabeça da minha mãe e para a ligadura imaculada no tornozelo da Clara. O sarcasmo pingava das minhas palavras, mas o vazio dentro de mim era imenso. Como podia a minha própria família ser tão cruel? O que havia por trás desta lealdade doentia por Clara? Por que é que o meu sofrimento era tão ignorado em detrimento de uma simples entorse? O choque e a dor eram insuportáveis. Nesse momento de calma estranha, a decisão final formou-se. "Pedro, quero o divórcio," declarei, olhando-o nos olhos. Ele ameaçou deixar-me sem um tostão, mas eu estava determinada. Dias depois, ao arrumar as minhas coisas no apartamento da minha mãe, encontrei uma fotografia antiga. Era Pedro e Clara, não como irmãos, mas num beijo apaixonado. Uma traição doentia, encoberta durante anos. A arma que me daria a minha liberdade.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10