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Abandonada no Asfalto Molhado

Capítulo 1 

Palavras: 424    |    Lançado em: 24/06/2025

ar foi a última coisa

u na estrada molha

to de segurança, que se cravou no me

, o si

tava turva, chei

iguel, o meu marido, esta

olhou

tou se eu

ele, os dedos a tremer e

aiu num suss

tás bem? O

melhor am

tinha nada a ver com o

gar o filho dele, e a primeira pe

meçaram a ouv

móvel, a voz dele cheia de uma pr

ter contigo. Não, não te pre

finalmente vi

dele, mas os olhos estav

ir. A Sofia viu tudo

ha voz era um

um segundo. Ap

estão a chegar.

tava encravada. Ele deu um murro

garam, partiram o

strada, na direção opos

o inclinou-s

egue ouvir-me?

quente a escorrer p

surrei, antes de a e

. A primeira coisa que fiz fo

is pequen

to, o rosto dela era uma másc

o está lá fora. E

e responder, a port

ogra. O rosto dela es

o meu estado, para os tu

la era u

estado do meu filho! Sempre soub

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Abandonada no Asfalto Molhado
Abandonada no Asfalto Molhado
“O som de metal a rasgar foi a última coisa que ouvi com clareza. Grávida e cheia de esperança, o meu mundo era o Miguel e o nosso bebé. O nosso carro girou na estrada molhada, o meu corpo atirado contra o cinto, que se cravou na minha barriga de grávida. Depois, o silêncio. Cheirava a queimado. O Miguel, o meu marido, mexia-se ao meu lado. Não olhou para mim. Não perguntou se eu estava bem. Pegou no telemóvel, os dedos a tremer, a marcar um número. "Sofia? Estás bem? Onde estás?" Sofia. A melhor amiga dele. Uma dor aguda, que nada tinha a ver com o acidente, atravessou-me. Eu estava presa no carro, a sangrar, a perder o nosso filho, e a primeira pessoa em quem ele pensou foi nela. As sirenes começaram a ouvir-se. Ele correu para ela, sem um olhar para trás. No hospital foi ainda pior. O nosso bebé não sobreviveu. A minha barriga vazia. A minha sogra, Helena, culpou-me pelo acidente. O Miguel, com a Sofia ao lado, acusou-me de esconder a gravidez. As lágrimas de crocodilo dela, a sua preocupação encenada, a encenação de "herói" dele – tudo uma farsa. Como pôde ele abandonar-me assim? Como pôde ser tão frio? O nosso amor, o nosso filho, valia tão pouco? O meu coração doía de luto e raiva. Mas a profundidade da sua traição, a crueldade casual, era ainda incompreensível. Até que cheguei a casa. Extratos bancários escondidos revelaram anos de pagamentos secretos à Sofia: renda, presentes, uma vida paralela financiada pelo nosso dinheiro. E depois, as mensagens dele para ela: "Ela está mesmo a levar a gravidez adiante? Pensei que tinhas dito que não estavas preparado." O meu mundo desmoronou-se, para se solidificar em seguida. A dor transformou-se numa resolução fria. A minha decisão era clara: Acabou. Peguei nos extratos e na mala, pronta para destruir a fachada que ele construíra.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10