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Abandonada no Asfalto Molhado

Capítulo 4 

Palavras: 568    |    Lançado em: 24/06/2025

depois, de

o buscar-me. M

uas que antes me pareciam familiares, agora pareciam e

da funciona

silenciosa e impecável

sua obsessão por limpeza. Provavelme

uarto. Abri o meu lado do armá

nte. T-shirts, calças, camisolas. Cada peça e

na caixa no fundo da ga

meiros sapatinhos de bebé q

minha mão. Era

acidente, as lágrimas vier

uro que me foi roubado. Pela so

hos. Guardei os sapatinhos de vo

coisa que me

artilhávamos para procu

cheia de papéis. Normalmente,

, algo m

tratos bancários. A c

mais

va, preto

rência. Cin

rio: Sofi

"Ajuda pa

ses, nos últimos seis meses, havia uma trans

cou rar

empre de como a vida era difícil, de como o s

a. Eu encorajava o

dar" significava pagar

tava em cima da sec

enha. Dizia que precisávamo

a sempre a mesma coisa. A dat

ei.

gens. Ao cha

ial. Mas ao recuar alg

stá a ameaçar despejar-m

to disso. A Lara não precisa de s

ut

stido lindo, mas

de um ves

esente de aniversário adia

dela era dali

or de

gravidez adiante? Pensei que tinh

de estar. É complicado, Sof. Gosta

emóvel, as m

eiro. Era a traiç

a apenas a aj

ela com ela, financiada pelo nosso di

eu peito e

cários, dobrei-os e met

mala de

nada para mim

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Abandonada no Asfalto Molhado
Abandonada no Asfalto Molhado
“O som de metal a rasgar foi a última coisa que ouvi com clareza. Grávida e cheia de esperança, o meu mundo era o Miguel e o nosso bebé. O nosso carro girou na estrada molhada, o meu corpo atirado contra o cinto, que se cravou na minha barriga de grávida. Depois, o silêncio. Cheirava a queimado. O Miguel, o meu marido, mexia-se ao meu lado. Não olhou para mim. Não perguntou se eu estava bem. Pegou no telemóvel, os dedos a tremer, a marcar um número. "Sofia? Estás bem? Onde estás?" Sofia. A melhor amiga dele. Uma dor aguda, que nada tinha a ver com o acidente, atravessou-me. Eu estava presa no carro, a sangrar, a perder o nosso filho, e a primeira pessoa em quem ele pensou foi nela. As sirenes começaram a ouvir-se. Ele correu para ela, sem um olhar para trás. No hospital foi ainda pior. O nosso bebé não sobreviveu. A minha barriga vazia. A minha sogra, Helena, culpou-me pelo acidente. O Miguel, com a Sofia ao lado, acusou-me de esconder a gravidez. As lágrimas de crocodilo dela, a sua preocupação encenada, a encenação de "herói" dele – tudo uma farsa. Como pôde ele abandonar-me assim? Como pôde ser tão frio? O nosso amor, o nosso filho, valia tão pouco? O meu coração doía de luto e raiva. Mas a profundidade da sua traição, a crueldade casual, era ainda incompreensível. Até que cheguei a casa. Extratos bancários escondidos revelaram anos de pagamentos secretos à Sofia: renda, presentes, uma vida paralela financiada pelo nosso dinheiro. E depois, as mensagens dele para ela: "Ela está mesmo a levar a gravidez adiante? Pensei que tinhas dito que não estavas preparado." O meu mundo desmoronou-se, para se solidificar em seguida. A dor transformou-se numa resolução fria. A minha decisão era clara: Acabou. Peguei nos extratos e na mala, pronta para destruir a fachada que ele construíra.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10