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Não Mais Uma Mulher Negligenciada

Capítulo 3 

Palavras: 457    |    Lançado em: 25/06/2025

r, Ana?", ele disse, fechando

. Eu levantei-me, colocan

ia ter feito há muito te

som feio e

minha como tua! Ou esquece

o. O meu advogado vai en

u de raiva para uma

, não sejas ridícula. Estás grávida, desempregada e so

"Estou de licença de maternidade. E n

ara a Lia c

uenta em pé. Qu

Pedro." A minha voz

ste disparate. Pede desculpa e voltamos

e uma nova força, "Tu abandonas-me por outra

miga! Quantas vezes tenho de te dizer? A tua i

eção. Eu recuei, protegendo a

e apro

m o drama. Va

mão para me a

e. Era o meu vizinho do lado, o senhor Afonso,

a?", perguntou ele, com a s

ço imediatamente, a

uma discussão de casal", diss

o seu olhar fixo no Pedro. "Talvez seja melhor ires

ois para o senhor Afonso. E

sibilou ele, antes de se v

tar. O senhor Afonso fico

ncomodar-te, chama

hor Afonso. Mu

m a cabeça e

va para mi

um mo

contra as minhas costelas. Sim, ele era. E e

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Não Mais Uma Mulher Negligenciada
Não Mais Uma Mulher Negligenciada
“O cheiro de desinfetante no hospital era forte, e eu, grávida de nove meses, sentia o vazio daquelas cadeiras duras. Minha irmã acabara de sair de uma cirurgia de apendicite. O meu marido, Pedro, não estava lá. Ele atendia a um chamado mais urgente: a sua ex-namorada, Sofia, torcera o tornozelo. Ele a levava para casa. A minha irmã, operada, e eu, quase a dar à luz, não importávamos. Ouvi a voz chorosa de Sofia no fundo e o Pedro a tranquilizando-a, suavemente. Ali, agarrada ao telemóvel, só consegui dizer: "Vamos nos divorciar." Ele explodiu, chamou-me de louca, egoísta, insensível. Disse que o nosso filho não merecia uma mãe como eu. Então, ele desligou. E bloqueou o meu número. Uma lágrima quente escorreu. Ele tinha razão numa coisa: eu amava demais o nosso bebé. Por ele, eu tinha aguentado tudo: as "amizades" com a Sofia, as ausências, a indiferença. Mas agora, o que ele fez foi a gota d'água. Eu não seria menos importante que um tornozelo torcido. No dia seguinte, fui a um advogado. Ele me alertou que Pedro lutaria sujo. Mas eu tinha a prova: uma foto dele e da Sofia, sorrindo, com a legenda "Ele nunca te amou" – caligrafia delicada. Eu sorri. A guerra não tinha acabado, mas eu tinha uma arma. Era hora de lutar pela minha paz, pela minha dignidade e, acima de tudo, pelo meu filho.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10