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Liberta das Chamas do Passado

Capítulo 1 

Palavras: 390    |    Lançado em: 25/06/2025

ordou. Um fumo denso e cinzento enchia o nosso apa

r-se. A minha barriga de nove meses tor

ei, mas a minha

uma hora para ajudar a sua amiga de inf

fez estremecer. Corri, o mais rápido que pude, para a porta da f

va p

mer e liguei para o Miguel. O meu único pe

de a ser atendida. O fumo fica

a voz dele s

? Estou mesmo no

! No nosso prédio! Esto

do, ouvi a voz de Sofia

ombeiros?", perguntou

rar! A porta está bloqueada, há fumo po

ionais, eles resolvem isso. A Sofia está a ter um ataque de pânico por

ar

sa de uma aranha, enquanto a sua mul

.", supliquei, a tos

ros não possam fazer melhor. Deixa de ser cr

esl

o, incrédula. O som do fogo a cons

arede mais fria que consegui enc

bé. O no

meu rosto. Naquele momento, no meio do f

mos so

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Liberta das Chamas do Passado
Liberta das Chamas do Passado
“Clara, grávida de nove meses, aguardava a chegada do nosso bebé, num lar aparentemente seguro. Mas o cheiro intenso a fumo e o alarme estridente rasgaram a normalidade. Presa no apartamento em chamas, liguei para Miguel, o meu marido e suposto porto seguro. Implorei por ajuda, enquanto o pânico me consumia. "Miguel, há um incêndio! Estou encurralada!" Do outro lado da linha, ouvi a voz risonha da Sofia. A sua resposta foi um eco vazio de indiferença: "Calma, não sejas tão dramática. A Sofia está traumatizada por causa de uma aranha, não a posso deixar agora." E ele desligou. Enquanto as chamas devoravam o nosso lar, perdi o nosso bebé. No hospital, vazia e destroçada, a pior traição ainda estava por vir. Miguel e o seu pai, Ricardo, não mostraram empatia, culpando-me. Congelaram as nossas contas, deixando-me na miséria. A Sofia, com um sorriso falso de pena, lançou uma campanha de ódio online, pintando-me como o monstro que abandonou o marido em tragédia. Amigos viraram-me as costas, sem questionar. Como podia a minha vida ter-se tornado este pesadelo vil? Fui esmagada pela dúvida, humilhação e uma dor insuportável. Seria eu a vilã, como diziam? Será que a minha dor era apenas uma dramatização? Mas a voz firme da minha mãe, Laura, rompeu a escuridão: "Tu sabes a verdade. Eu sei a verdade. Não deixes que as mentiras deles te destruam. Luta!" Nesse momento, a minha calma gélida transformou-se em fogo. Se eles queriam uma guerra, eu dar-lhes-ia a guerra mais verdadeira que já viram. Com a verdade, a minha única e implacável arma. Ninguém me pararia agora.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10