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A Escolha de Isabel

Capítulo 1 

Palavras: 744    |    Lançado em: 26/06/2025

morrido, o mundo parou. Eu estava sentado na sala de

mina local, a Mina de Ouro Preto. Diziam: "Tragédia na Mina

forcei-me a levantar. Precisava de

redor, ao lado da cama do seu irmão,

soube. O nosso cas

va desligado. Caminhei até ao quarto e parei à porta.

. Eu estava tão preocupada. Quando s

eia de alívio. "Fizeste bem, Isabel. A família vem s

sabel encontraram os meus. Não hav

onso? Não vês que estamos a p

l," disse eu, a minha voz soou e

ra o irmão. "Foi um acidente terrível. Mas ago

assim que ela descrevia a

sse, as palavras a saírem an

o por um momento, depois

o quase morreu, e tu estás a falar em divórci

o? O Leo estava morto p

lma. "Ele ligou-te. Ele estava com febre alta. Eu es

reso na mina! Eu tive de o ir ajudar! O que querias que

m tornozelo torcido. O nosso filho, I

! Já me sinto suficientemente mal.

pai pôs uma mão no meu ombro, mas não

" disse ele, a sua voz baixa e ameaçador

meu bolso. Olhei para o ecrã. Uma foto do Le

tivesse vivo, eu nunca pensaria em divórcio. Eu faria q

A única coisa que nos manti

Miguel trabalhava ficava na direção oposta da nossa

hamadas? Quando o nosso filho de seis anos lh

a. Se se importasse, não teria escolhi

nino que esperámos

te consegui sair do trabalho. Lembro-me de o encontrar inc

ensamentos, o telemóvel do meu sogro

Ele está a ser um idiota. A falar em divórcio, consegues acreditar? Logo ago

para mim, os seus o

ender-te di

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A Escolha de Isabel
A Escolha de Isabel
“Quando o médico disse que o meu filho, Leo, tinha morrido, o meu mundo desabou. Eu estava no hospital, o chão frio sob os meus pés, enquanto as notícias da TV falavam de um colapso na mina. Forçando-me a levantar, fui procurar a minha esposa, Isabel. Encontrei-a no quarto do irmão, Miguel, ferido mas vivo. A voz dela era de alívio, a do meu sogro, de orgulho: "Fizeste bem, Isabel. A família vem sempre em primeiro lugar." Quando entrei, os olhos dela não tinham tristeza, apenas irritação. "O que estás a fazer aqui, Afonso?", perguntou. "O nosso filho está morto, Isabel," respondi, a minha voz estranha. A resposta dela foi um murro no estômago: "Eu sei. Foi um acidente terrível. Mas agora, o Miguel precisa de mim!" Um acidente terrível. Era assim que ela descrevia a morte do nosso único filho, por quem ela não esteve lá. "Onde estavas tu, Isabel?" "Ele ligou-te. Estava com febre alta." "O Miguel ligou-me primeiro! Ele estava preso na mina! Tive de o ir ajudar!" Ela escolheu o irmão, ferido com um tornozelo torcido, em vez do nosso filho de seis anos que pedia ajuda. O Leo não ia querer isto? O Leo não estava morto se ela não o tivesse abandonado. Ela atirou as coisas dele para o lixo, cuspiu que eu era fraco, que a culpa não era dela. O tapa dela queimava na minha bochecha. Como ela se atreveu a dizer isso? Decidi. Não tinha mais nada a perder. O divórcio estava à mesa e, desta vez, eu não desistiria até que ela perdesse tudo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10