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O Silêncio de Uma Morte Anunciada

Capítulo 1 

Palavras: 384    |    Lançado em: 26/06/2025

ilha, a pequena Sofia, estava morta, o

o para o hospita

sa da mãe dele, a cuidar dela por

e dezenas

atendeu

vel da minha filha na cama do hospital, se

-idade com olhos cansados,

. Almeida. Fizemos t

distantes, como se vie

vel e liguei novamente ao Pedro. Desta vez

a mãe precisa de mim? Ela não para de se qu

pera, sem um pin

saiu como um sussurro

re baixou? Dá-lhe o remédio que o médico

s alguma coisa, ouvi a voz da

-me um copo de água? E a minh

u ele, com uma suavidad

go escapou-m

ma assustadora que nem eu sabi

tro lado da linha. Duro

stás a brincar comigo, Ana? Q

ndo as lágrimas a escorrerem-me pelo r

e! Deves ter feito alguma coisa de

atingiu-me com a

agora uma mistura de pânico e raiva.

esl

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O Silêncio de Uma Morte Anunciada
O Silêncio de Uma Morte Anunciada
“Quando o médico me disse que a minha filha, a pequena Sofia, estava morta, o mundo à minha volta silenciou. Eu tinha-a levado para o hospital com febre alta, enquanto o meu marido, Pedro, estava em casa da mãe dele, a cuidar de um tornozelo torcido que, afinal, nem sequer estava inchado. Liguei-lhe dezenas de vezes. Nenhuma resposta. Quando finalmente atendeu, a sua voz transbordava irritação: "O que foi, Ana? Já não te disse que a minha mãe precisa de mim? Ela não para de se queixar das dores. Não posso sair daqui agora." Eu sussurrei: "Pedro, a Sofia..." Ele interrompeu com rispidez: "O que é que se passa com a Sofia? A febre baixou? Não faças um drama por tudo!" Mesmo depois de eu, com uma calma assustadora, lhe dizer que a nossa bebé tinha morrido, ele reagiu com uma piada de mau gosto. E a seguir veio a acusação que me atingiu como um soco: "Isso é impossível! Era só uma febre! Deves ter feito alguma coisa de errado. Tu nunca cuidaste bem dela!" Quando Pedro e a sua mãe, Clara, finalmente chegaram ao hospital, em vez de dor, recebi fúria e mais acusações. Clara, a coxear dramaticamente, atirou-me a palavra mais vil: "Assassina!" Como é que podiam culpar-me depois de me terem deixado sozinha? Como é que podiam ser tão cegos, tão egoístas, enquanto a minha filha lutava pela vida? Naquele corredor frio, com os olhares de estranhos a pesarem sobre mim, enquanto o homem que jurou amar-me me agarrava e a sua mãe me chamava de assassina, a minha dor transformou-se. Com o coração a sangrar, mas a mente mais límpida do que nunca, olhei para o Pedro e disse sem hesitação: "Quero o divórcio." E foi naquele momento, entre a tragédia e a libertação, que a minha verdadeira luta para me reerguer começou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10