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Um Dia, Duas Perdas

Capítulo 2 

Palavras: 375    |    Lançado em: 27/06/2025

interrompendo a expl

tomada. A paciente Sofia e

para o médico como

ra a minha filha! A Laura é jove

nha mãe com desprezo. "A ou

ei g

a sua voz era

er isso," gag

ela cuspiu. "Pedro, diz a

r para mim. "A minha mãe tem ra

ga a contrair-se. Uma

me apoiar, a minha resp

rrei. "Acho que a

os, uma centelha de preocupação nos seus olhos.

lara. Estás apenas a te

nte. Típico da parte dela.

cou-se. Dobrei-

ava viu o meu estado e

? Está a entrar em

consegui dizer

o Pedro. "Ela precisa

ra contorcida de dor para a sua ir

ixar a Laura soz

"A sua esposa está grávida e com dore

á assustada! Ela precisa do irmão del

rte. Eu estav

a, uma onda negra que

er foi o Pedro a segurar a mão da Laura, a dar-lhe a

arido e

o fu

nosso

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Um Dia, Duas Perdas
Um Dia, Duas Perdas
“Aqui estava eu, Clara, grávida de oito meses, no corredor frio de um hospital, a enfrentar a decisão mais terrível da minha vida. Minha mãe, Sofia, jazia inconsciente após um acidente de carro, a precisar desesperadamente de uma transfusão de sangue. Ao lado, pálida, estava a minha cunhada Laura, com apenas alguns arranhões. A enfermeira informou que só havia uma bolsa de sangue compatível. Meu marido, Pedro, o pai do meu filho ainda por nascer, virou-se para mim e para o médico. "Se só há uma bolsa, que seja para a Laura. A Laura só me tem a mim." Fiquei sem palavras. Ele me abandonou ali, à beira da vida ou da morte da minha mãe. Minha sogra então chegou, cuspindo veneno. "A culpa é tua! A tua mãe já viveu o suficiente! O sangue é para a Laura!" Ninguém me defendeu. Pedro permaneceu em silêncio, o seu silêncio uma concordância gélida. De repente, uma dor lancinante tomou conta de mim. O stresse, a humilhação, a traição do homem que amava... "O bebé... acho que algo está errado", sussurrei. Pedro, em vez de me ajudar, acusou-me de drama e voltou-se para a irmã, deixando-me ali, sozinha, a gritar por uma maca. Naquele dia, perdi tudo. Meu filho, Tiago, nasceu prematuro e não resistiu. Minha mãe morreu por não ter recebido o sangue de que precisava. Meu marido escolheu. E não fui eu. Nem o nosso filho. Eu não era família. Eu era uma estranha. A dor, a fúria e o vazio eram avassaladores. Como puderam fazer isso? Como pude ter sido tão cega? Eu sabia que não merecia aquilo. O divórcio era a única saída. Mas esta história estava longe de acabar. Eu iria desenterrar a terrível verdade por trás daquele acidente e da manipulação que destruiu a minha vida. E depois, eu construiria a minha própria vingança.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10