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Um Dia, Duas Perdas

Capítulo 4 

Palavras: 465    |    Lançado em: 27/06/2025

oram um borrão de papelad

i dois f

er vibrante que amava jardinage

e Tiago no meu coração. Um funera

apareceu em

mãe. Nem

e texto dele no dia d

teve um ataque de pânic

ensagem sem

es vieram, ofereceram as suas condolências

agradecia, mas as suas p

olta numa bol

fui para a casa que p

anha, fria. Estava

os, com as suas paredes azuis e o berço de

minhas coisas. Meto

ucas recordações da m

gaveta da mesa de cabece

uma apólice de

a min

era substancial, o suficiente para eu começar de novo,

s olhos. Mesmo depois de morta, a mi

tocou. Era um nú

en

Sou eu,

era fraca,

em si

o pelo que aconteceu," disse ela. "Eu n

oca. "Lamentas que a minha mãe

estava com tanto medo, Clara.

a pensar direito? E a tua mãe, a dizer que a

ficou em

ela sussurrou finalmente. "E o Pedro... ele estava

ília," disse eu, a minha voz a endure

o muito. Há algo q

clara formou-se

"Há uma coisa q

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Um Dia, Duas Perdas
Um Dia, Duas Perdas
“Aqui estava eu, Clara, grávida de oito meses, no corredor frio de um hospital, a enfrentar a decisão mais terrível da minha vida. Minha mãe, Sofia, jazia inconsciente após um acidente de carro, a precisar desesperadamente de uma transfusão de sangue. Ao lado, pálida, estava a minha cunhada Laura, com apenas alguns arranhões. A enfermeira informou que só havia uma bolsa de sangue compatível. Meu marido, Pedro, o pai do meu filho ainda por nascer, virou-se para mim e para o médico. "Se só há uma bolsa, que seja para a Laura. A Laura só me tem a mim." Fiquei sem palavras. Ele me abandonou ali, à beira da vida ou da morte da minha mãe. Minha sogra então chegou, cuspindo veneno. "A culpa é tua! A tua mãe já viveu o suficiente! O sangue é para a Laura!" Ninguém me defendeu. Pedro permaneceu em silêncio, o seu silêncio uma concordância gélida. De repente, uma dor lancinante tomou conta de mim. O stresse, a humilhação, a traição do homem que amava... "O bebé... acho que algo está errado", sussurrei. Pedro, em vez de me ajudar, acusou-me de drama e voltou-se para a irmã, deixando-me ali, sozinha, a gritar por uma maca. Naquele dia, perdi tudo. Meu filho, Tiago, nasceu prematuro e não resistiu. Minha mãe morreu por não ter recebido o sangue de que precisava. Meu marido escolheu. E não fui eu. Nem o nosso filho. Eu não era família. Eu era uma estranha. A dor, a fúria e o vazio eram avassaladores. Como puderam fazer isso? Como pude ter sido tão cega? Eu sabia que não merecia aquilo. O divórcio era a única saída. Mas esta história estava longe de acabar. Eu iria desenterrar a terrível verdade por trás daquele acidente e da manipulação que destruiu a minha vida. E depois, eu construiria a minha própria vingança.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10