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Adeus Lisboa, Olá Paraíso: A Vingança da Ana

Capítulo 1 

Palavras: 519    |    Lançado em: 30/06/2025

ão Paulo confir

ciado. A partir de agora, para todos os efeitos legais, a senhora é exc

ra profissio

respondi, co

mesa. Apenas de ida. Lisboa para o Rio de Janeiro. A data es

apa, uma foto nossa. Eu e o Diogo, a sorrir. A manchete gritava

nto do vinho do Porto "Fado da Ana". A compra e restauro de

e éramos a prova de que o amor verdadeiro existi

outros, nunca a minha. O amor era uma tempestade que eu via de longe,

Alfama", uma plebeia. Ele trazia-me vinhos raros, ouvia os meus fados em silên

edi

a lealdade é a tua maior força, Ana. E eu serei sem

nho do Porto vintage, ricas e co

ra preciso, a minha mão não tremeu. Dobrei-os cuidadosamente e coloquei-os dentro de uma caixa de mad

a o cheiro de um perfume floral que não era o meu. Havia uma marca ténue no seu pescoço, qu

eijando-me a testa. "Tiv

ário de casamento.

es," menti. "Tenho

a. Ele sorriu, o sorriso carism

, Ana. O

guardamos. Mas promete-me uma cois

so mas divertido. "Duas se

em mim

te. "Confio sempre. T

pesada que me c

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Adeus Lisboa, Olá Paraíso: A Vingança da Ana
Adeus Lisboa, Olá Paraíso: A Vingança da Ana
“Fui Ana, a Rainha do Fado, casada com Diogo, o Barão do Vinho. Celebrados nas revistas de sociedade como "O Conto de Fadas Moderno" , eu era a sua musa, a alma de Lisboa unida ao poder do Douro. Ele prometeu-me lealdade eterna, que a sua vida "começava e acabava comigo". As suas palavras eram como um vinho do Porto vintage, ricas e complexas, um amor que eu, a fadista que cantava a dor dos outros, nunca pensei querer. Mas o aroma desse vinho tornou-se vinagre. O sorriso carismático de Diogo tornou-se uma máscara. Comecei a ver. Numa escapadela "romântica", os seus olhos fixos no telemóvel, um sorriso cúmplice para uma influenciadora digital, Sofia, que no Instagram bradava ter um "admirador secreto" com o username "VinhoAmor" - o perfil privado de Diogo. O cheiro do perfume dela, uma picada invisível no meu coração. A dor era física, uma nota de fado presa na garganta. Ele chamava-me "pálida" e "cansada", propondo que eu "descansasse dos fados", tentando silenciar a minha alma. Naquela noite, vi-o mentir novamente, a falsa "emergência na adega" levando-o direto para o aeroporto, para um voo para Faro, para Sofia. As lágrimas escorriam-me pelo rosto enquanto assistia ao seu olhar faminto e possessivo no vídeo que ela publicara. Mas o pior estava por vir. Ouvi-o gabar-se aos amigos, com uma gargalhada presunçosa, que a "paixão vibrante" dela era "bem mais divertida do que um fado triste". E depois, o golpe final: uma foto no meu telemóvel, enviada por ela, de um teste de gravidez com duas riscas. "Parabéns, papá. O nosso 'vinho do amor' deu frutos." Naquele abismo de humilhação e traição, a dor cessou. A Ana fadista morreu, e uma nova mulher nasceu. Numa chamada telefónica fria, um advogado confirmou a renúncia da minha cidadania portuguesa. Sobre a mesa, um bilhete de avião apenas de ida, Lisboa para o Rio de Janeiro. Não havia perdão, nem volta a dar. A sua lealdade quebrada e a minha dignidade pisada forjaram uma determinação inabalável para desaparecer, para o apagar da minha vida, e para o fazer pagar por cada mentira.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 9