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O Coração da Vinha: Um Amor Que Nunca Morre

Capítulo 1 

Palavras: 1281    |    Lançado em: 30/06/2025

ação anual a Fátima.

es para aliviar uma c

a, o cheiro a cera derretida e a

multidão de

a

ma, translúcida, a fl

s marcado por um cansaço

diretament

minha cabeça, não

ida, ouve c

paral

nge do D

nome que eu tinha en

que ai

ucinação, o cansaço

ara ir embora, para e

tou, mais fort

trá-lo. Lembra-te,

coração a bater d

so ec

no Douro, o sol bat

as uvas, a testa fra

u. Era um email da as

z alta par

anunciamos o regresso de um d

uer coisa sobre talentos

Napa Valley, regressa a Portugal, contratado

eu rosto não mostrava surpres

disse

de Fátima t

o

u sobre o v

ação era num hotel

ples, sentia-me desl

tão

go

s de ganga e mãos sujas

mente penteado, uns óculos de aros fi

viu. Ou fin

a associação s

ro! Sofia Almeida, a alma das nossas Quintas tradiciona

olhavam de mim para ele, sorr

meu rost

em sabe se não reacendemos

encheu

rofone. A sua voz

Mas devo esclarecer que

reu a sala e pousou numa mulher el

noiva, In

s sorriu, um sorriso

parou. Depoi

A confirm

estafeta entregou

emetente, m

ãos tremiam

avam todas as

tinha feito para ele c

o onde eu tinha escrito po

memória. Cada memó

o meu passado. A dizer-me

lemóvel. Abr

A sua fotografia de pe

viar uma

ao en

me apagado

ser chamada, nítida

anos

A melhor escola de enolo

e de uma vida

a ficar comigo, no Douro

mentor dele. "Ele está a desperdiçar o seu

am. Mas eu sabia

ra que o impe

sponsável pela recomendaçã

Diogo tinha mu

cobriu, a fúria de

reito! Era a minha

chorar. "Não podia ser

u ele. "É egoísmo.

nessa noite. E

ag

oou por to

io flo

remes, perto da

breviveram à filoxera. Sem irrigação mode

vocou uma reuniã

pai. Outros propri

epresentar a s

a. "Organizar voluntários, abrir um ac

a de emoção. "O vento está a mudar. A prioridade é a s

ala olhara

go que voltou

que não se importava com a

raiva a subir. "Aquilo é a vida

a vida humana," respond

ntei. Sa

segu

, agarrei-l

ntã

amisa cara, pend

de videira. O

ue ele us

minha voz tremeu. "Se me odeias

a o colar, de

a uma máscara

ra, ele agarr

com

o part

e olhou para o

o pela janela aberta, para

arecer na

o n

rei por

ha e conduzi em

judar, eu ia. Sozin

sado com fumo,

perto da vinha

do, a cortar mato desesperadam

o Di

fuligem, a suar, a res

amente aquilo que disse

udar. Não trocá

os machados e da noss

r era

barulho. Um

os de pedra, superaqu

começou a desaba

onge

ogo

-me com toda

ão, longe

eve a mes

caíram s

icóptero era a única

ava numa ma

ao lado dele, a

hamas ficav

elicóptero aban

ico. Um grit

rou-se ao

uri

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O Coração da Vinha: Um Amor Que Nunca Morre
O Coração da Vinha: Um Amor Que Nunca Morre
“Era a minha peregrinação anual a Fátima, seis anos de culpa acumulada que nenhuma confissão conseguia aliviar. Ajoelhada no chão de pedra fria, no meio da multidão, vi-a. Era eu, translúcida, a flutuar perto do altar. A sua voz ecoou na minha cabeça, não nos meus ouvidos: "Sofia Almeida, ouve com atenção. Fica longe do Diogo Vaz. Hoje vais reencontrá-lo." O nome do Diogo atingiu-me como um raio. Um nome que eu tinha enterrado há seis anos, mas que ainda doía. A confirmação chegou rápida e cruel: um e-mail anunciava o seu regresso triunfal, o nosso prodígio do Douro, de volta. Mas o Diogo que vi no jantar da associação não era o rapaz que amei. Era um estranho de fato caro, com um olhar frio, que me ignorou completamente. Pior, anunciou o seu noivado com outra mulher, a Inês Castro. O meu coração parou. Era o fim, a confirmação final da minha dor. No dia seguinte, uma caixa chegou à Quinta. Lá estavam todas as minhas coisas: o saca-rolhas que lhe fiz, o meu caderno de poemas. Ele estava a devolver-me o meu passado. Quis enviar uma mensagem, mas ele tinha-me apagado, eliminado da sua vida. A memória voltou: há seis anos, sacrifiquei o nosso amor para que ele pudesse seguir o seu sonho em Bordéus. Fui eu que retirei a recomendação para que ele não ficasse por minha causa. "Não é amor," gritou ele. "É egoísmo. Acabaste com tudo." E ele partiu, furioso. Eu fui a âncora que o impedia de navegar. Agora, ele estava de volta, e a sua frieza era uma facada ainda mais profunda. Porquê? Depois de todo o meu sacrifício, ele não só me esquecera, como anunciava um futuro com outra, devolvendo-me friamente tudo o que um dia nos ligou. Poderia uma culpa antiga e uma profecia enigmática ter-me levado a esta devastadora verdade? E o que faria eu agora, com o meu passado a regressar sob esta forma tão cruel?”
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