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Entre o Abismo e o Novo Começo

Capítulo 1 

Palavras: 687    |    Lançado em: 01/07/2025

ersário de três

que Isabela mais gostava e dirigi

ai ocupava os últimos dez andares de um do

ador, vi uma figura fami

u

do um cartaz de papelão encharcado que d

pontada de

a minha esposa. Ele já tinha feito de tudo: serenatas desafinadas na porta da

s eu sabia que a segurança já tinha sido chamada

e entrei n

abela morreu, ela entrou em uma depressão profunda. Eu, na época apenas um colega de

ra, para mim

zarro: se o divórcio fosse motivado por uma traição dela,

ro da mãe, que traiu seu pai e o levou à morte por des

so para entrar na sua sala e dar-lhe uma

estav

u

bela, coberto apenas por uma canga de praia q

ume barato misturado ao aroma do couro italiano. O corpo flácid

abriu atr

Isab

empalideceu, mas sua reaçã

itos. Não ho

ta, olhou para mim com um pâ

e ajude a vesti-lo. Não pode

a doentia, e começou a tentar colocar as rou

, levanta. P

go revirado. A voz dela era de quem abaf

asa, o choque ai

tecido. Falava sobre o jantar, sobre u

da bolsa. A mesma canga que

jogasse no lixo com

la a

ndo as dobras, e a guardou n

imples foi o p

ue a nudez, mais do

algo estava funda

ganta. Corri para o banheiro e vomitei,

mpus, a decisã

io, abri o cofre e peg

ina cobria

nome na linh

i até a lista de contatos bloq

fi

faculdade. A maior riva

mensagem cu

ções. Quero 2 bilhões

eio em menos

cha

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Entre o Abismo e o Novo Começo
Entre o Abismo e o Novo Começo
“Era o nosso terceiro aniversário de casamento. Com rosas vermelhas, fui surpreender Isabela no seu escritório na Faria Lima, lembrando-me do inabalável pacto antenupcial: se ela traísse, perderia tudo. Mas ao entrar na sua sala, o que vi me paralisou. Luan, o entregador obcecado que tanto desprezávamos, estava lá. Nu. Confortavelmente deitado na sua poltrona caríssima, coberto apenas pela canga que eu lhe dera. O cheiro de suor misturado ao perfume dela, a visão daquele corpo vulgar no símbolo do seu poder. E então ela entrou. Não houve gritos. Com um pânico controlado, ela sussurrou: "Diogo, me ajude a vesti-lo. Ninguém pode ver isso." Fiquei ali, em choque, as rosas na mão. A voz dela era de quem abafa um escândalo, não de quem fora traída. Mais chocante ainda foi vê-la, horas depois, dobrar cuidadosamente aquela canga, não com nojo, mas com uma estranha reverência, guardando-a. Ali, senti que algo estava fundamentalmente podre. O choque e a repulsa só aumentavam ao vê-la priorizar Luan repetidas vezes: deixava-me ferido após um acidente para o salvar, e mais tarde, abandonava-me num incêndio, correndo para protegê-lo de uma viga em chamas. A cada escolha dela, o nojo virava um abismo. A mentira, a hipocrisia, a completa falta de consideração. Eu via as marcas do Luan nela, não apenas no pescoço, mas na mentira em seus olhos, na culpa em sua pele. Não havia mais dor, apenas uma náusea profunda. Quando o vídeo revelou Isabela e Luan na nossa cama, meu coração não se partiu. Ele se transformou em pedra. Vomitei a bile amarga, não de dor, mas de uma libertação repulsiva. Naquele momento final, a decisão estava selada. Abri o cofre, peguei o pacto antenupcial e, com cada traço da minha caneta, assinei meu nome na linha pontilhada. Imediatamente, procurei Sofia, a arqui-inimiga de Isabela, e, sem hesitar, ofereci a ela o controle da empresa. Minha vingança não seria barulhenta, mas precisa e devastadora. Eu iria limpá-la da minha vida, e ela não veria a queda chegar.”
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