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Sangue na Calçada

Capítulo 1 

Palavras: 680    |    Lançado em: 01/07/2025

foi a primeira coisa que vi. O cheiro de desinfetante en

instintivamente sob

a. Complet

arreguei durante nove me

e as lágrimas que eu segurava começara

cama, de cabeça baixa, a olhar para o seu telem

anela, a falar ao telefone em voz baixa,

, ela está bem, só um aborto espontâneo, não é nada de mais

sas acontecem. O mais importante é que eu estou b

foram como faca

to espo

Foi uma escolha. Uma escolha

sitou. Ele empurrou-me com força para o lado, usando o meu corpo

ça, e a dor lancinante

ara de pânico de Pedro, não por mim, mas

rguntou, mas os seus olh

perna dói," ch

u-a ao colo e levou-a para o hospital, deixando-me para trás, a san

erdido o nosso filho, e a única preoc

rouca e frac

ed

o telemóvel, a sua expressão era u

aste. Como

o?" a minha voz tremeu.

e aproximou-se, com uma ex

elo menos eu estou segura. Se aquele carro me tiv

a minha voz a ganhar uma for

u chocada.

te para Pedro. "Foi por tua causa. Tu escolheste. Esc

a sua cara a cont

te! Eu tive de tomar uma decisão numa f

o teu filho!" gritei, as lágrimas a escorre

isseram que podes tentar ter outro

irmaram tudo. A sua e

e, extinguindo qualquer amo

ro," disse eu, a minha

to. Sofia ofegou. Pedro

lar a sério? Depois d

passar," corrigi. "Acabou.

, fechando os olhos. Já nã

na minha barriga e a certeza de que a mi

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Sangue na Calçada
Sangue na Calçada
“Quando abri os olhos, o teto estéril do hospital foi a primeira coisa que vi, e o cheiro a desinfetante confirmou a cruel realidade. A minha mão instintivamente pousou na minha barriga... estava lisa. Completamente lisa. O meu bebé, que carreguei por nove meses, tinha desaparecido. O meu marido, Pedro, estava ao lado da cama, de cabeça baixa, absorvido no telemóvel, sem sequer notar que eu tinha acordado. A sua irmã, Sofia, choramingava ao telefone: "Mãe, a Eva está bem, só um aborto espontâneo, não é nada demais." Aquelas palavras foram facadas no meu peito. Não foi um aborto espontâneo. Foi uma escolha. A escolha do meu marido. Quando o carro descontrolado veio na nossa direção, Pedro não hesitou. Ele empurrou-me com força para o lado, usando o meu corpo como escudo para proteger a irmã atrás de mim. Caí no chão, a dor lancinante começou. Lembro-me do sangue. Muito sangue. Lembro-me da cara de pânico de Pedro... mas não por mim, e sim por Sofia, que só tinha arranhado o joelho. Ele correu para ela, ignorando-me completamente, deixando-me a sangrar na calçada até um estranho chamar uma ambulância. E agora, a sua família tratava a minha perda com total indiferença. A minha sogra, a Sra. Helena, entrou no quarto e, depois de abraçar Sofia, virou-se para mim, a sua voz gélida: "Ouvi dizer que estás a causar problemas. E de quem é a culpa? Se fosses mais forte, talvez tivesses conseguido aguentar o bebé. Mulheres passam por coisas piores e não perdem os seus filhos. Talvez simplesmente não fosses feita para ser mãe." As suas palavras foram o golpe final. A dor deu lugar a uma fúria gelada. "Quero o divórcio, Pedro," disse, a minha voz calma e fria. Ele e a sua família riram, acreditando que uma órfã sem dinheiro como eu não conseguiria nada. Mas eles subestimaram a determinação de uma mulher que já não tinha nada a perder.”
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