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Destino Escrito em Chamas

Capítulo 1 

Palavras: 1059    |    Lançado em: 01/07/2025

a coisa que vi foi o rosto de Helena, encharc

da de violino, e seus olhos, que antes me olhavam co

dura, sem qualquer emoção.

de uma forma que parecia ensaiada. Eu conhecia aquela mulher, sua cap

está fazendo aqui?" perguntei, sent

as palavras saindo como pedras.

filha de Helena, uma menina do

eu disse, dando um passo em direção a

dela" , rosnou ele

Como assim, a culpa é mi

usação venenosa. "Eu vi seu carro. Você estava discutindo com alguém no tel

ia todo em casa, preparando o quarto do nosso beb

icardo, você não po

na, a culpa que ele sentia por tê-la deixado, tudo isso o cegou

consertar i

posso consertar a m

ho que se mexia dentro de mim. O olhar dele era

ele, apontando para o meu ven

ocê enlouqueceu? Es

ocê tirou a filha de Helena, vai dar a ela uma nova. Recuperamos células d

louco, ele estava sendo monstruoso. Helena, por trás d

ou para fora de casa, me empurrou para dentro do carro. A clínica dele era um lug

stesia começando a tomar conta do meu corpo, silenciando meus gritos, mas não meu desespero.

osso bebê..." , sussurrei, enq

e, impassível, enquanto ele entregava

u por oito meses tinha desaparecido. Eu levei a mão à minha barriga e só encontr

e. Eles colocaram o embrião de Isabela, a cópia de uma criança morta, dentro do meu útero violado. Meu corpo, q

cela. Ricardo me trancou no quarto de hóspedes. As janelas foram pregadas

ele, através da porta. "E para o bem d

izava. A raiva, a traição, a injustiça, tudo se misturava em um

um caco de vidro de um copo que tinha quebrado dias antes

omparada à dor que eu sentia na alma. Eu só queria que tudo acab

a ponta afiada contra a minha pele. Fechei o

va fazendo e se moveu com a rapidez de um predador. Ele arrancou o cac

ilha de Helena de novo?" ele gri

migo. Ele estava preocupado

ros e começou a limpar e suturar o corte de forma grosseira, se

rminou, ele olhou

vai mais

estava imobilizada, um corpo vivo em uma tumba, forçada a gerar uma vida que eu odiava, no lugar da

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Destino Escrito em Chamas
Destino Escrito em Chamas
“A porta se abriu com um estrondo, revelando Helena, ex-namorada do meu marido Ricardo, com o rosto ensopado em lágrimas falsas. Ricardo entrou logo atrás, tenso e frio, e a voz dele era uma lâmina cortante: "Precisamos conversar, Sofia. Isabela morreu. Foi um acidente de carro. E a culpa é sua." Minhas entranhas se contorceram. "O quê? Como assim, a culpa é minha? É uma mentira!" Helena, então, me acusou venenosamente: "Eu vi o seu carro! Você estava distraída, Sofia. Você matou a minha filha!" Com a minha barriga de oito meses comprovando que eu estava em casa o dia inteiro, eu sabia que era uma mentira absurda, mas Ricardo acreditou nela, ou fingiu acreditar. Ele apontou para o nosso filho em meu ventre: "Você vai tirar isso. Nós vamos tirar isso." O ar me faltou. "Você enlouqueceu? Este é o nosso filho!" Mas ele estava determinado em sua monstruosidade: "Você tirou a filha de Helena, vai dar a ela uma nova. Vamos clonar Isabela, e você será a barriga de aluguel." Naquela noite, fui amarrada à maca, sedada, sentindo a picada da agulha enquanto meu bebê chutava em desespero. A última coisa que vi foi o rosto impassível de Ricardo, dando o bisturi para seu assistente. Acordei com um vazio abissal e doloroso, meu filho havia sido roubado de mim. Dias depois, ainda dopada, o embrião anônimo de Isabela foi implantado em meu corpo violado, transformando-me em uma prisão para a cópia da filha da amante do meu marido. Eu era uma incubadora humana, trancada no quarto de hóspedes, monitorada dia e noite por câmeras. A dor e a raiva me consumiam. Em uma tentativa desesperada de escapar, peguei um caco de vidro, mas Ricardo me impediu, me amarrando à cama, transformando-me em uma tumba viva. A tortura da gravidez forçada, com Ricardo me tratando como um objeto, atingiu seu ápice quando ele me forçou a comer a papinha feita das roupinhas do meu filho. Em um dia chuvoso, Helena, a arquiteta da minha miséria, revelou sua confissão horripilante, com os olhos brilhando em triunfo: "Não foi um acidente. Fui eu. Sacrifiquei minha própria filha para ter Ricardo de volta." A raiva me impulsionou. Eu a ataquei, gritando toda a minha dor e fúria, mas uma pontada lancinante me atingiu. O bebê estava vindo, cedo demais. Ricardo estourou pela porta e Helena, a atriz consumada, encenou um show de choro e acusações, transformando-me na vilã. Ele acreditou nela mais uma vez. Na sala de cirurgia, com meu corpo já em colapso, Ricardo ordenou, com uma frieza cortante: "Conserve a criança, abandone o adulto." Ele nem esperou a anestesia. O primeiro corte do bisturi me rasgou, mas a dor se desvaneceu, minha consciência flutuando para fora do corpo. Eu estava morrendo, e senti um alívio terrível. Mas o horror daquele momento foi ver meu corpo se sentar na maca, com os olhos vazios, sem vida, uma marionete. Eu estava presa, uma alma sem corpo, forçada a assistir Ricardo me tratar como um brinquedo quebrado, cuidando de uma casca vazia. Helena, em um acesso de raiva e ciúme, sufocou o clone da filha e me incriminou, colocando o bebê morto em meus braços. Ricardo, para o meu terror, ia chamar a polícia, mas a semente da dúvida havia sido plantada. Ele percebeu a mentira. Ele me levou para um neurologista, que revelou a verdade: eu estava em estado vegetativo persistente, uma casca vazia. Helena confessou tudo, sua maldade revelada em cada palavra. Ela havia sacrificado a própria filha, e agora, ela estava desfigurada por Ricardo. Ele se deitou ao meu lado, as lágrimas escorrendo em seu rosto: "O que eu fiz com você?" Ele não chorava por mim, mas por ele mesmo, preso em sua própria dor. Ele decidiu nos levar para a morte, juntos. No fogo purificador, eu o segurei. A alma do nosso filho apareceu, nos unimos, e o fogo devorou tudo.”
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