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O Preço da Obsessão

Capítulo 5 

Palavras: 491    |    Lançado em: 02/07/2025

lar brilhante em seu pescoço. Eu dei um passo à frente

de alegria para pânico em um segundo. Ele inst

u com um sorriso triunfante, a mão ainda no cola

u, a voz áspera, como se eu fosse a intrusa. "

respondi calmamente. "

uação, me tratando como uma criança desobediente. "Uma boa esposa apoia o marido e a família em tempos difíceis. Você

e eu quase ri. Ele estava me dando uma lição de moral enquanto o pr

eu disse, abrindo minha pasta de trabalho. Retirei um envelope pardo

o envelo

Eu tinha digitado de propósito em letras grandes: "

se finalmente estivesse recebendo uma recompensa pela sua "paciência" comigo. Eles claramente pensaram que eu estava cedendo,

por seu rosto. "Finalmente você está sendo razoável,

pe da minha mão se

a gravata. "Não se preocupe com isso. Eu mesmo vou ao cartório regist

desejo de se livrar de mim o mais rápido possível para voltar para sua t

se, minha voz suave. "Iss

ndo o envelope que continha o fim do mundo deles. Eu não olhei para trás.

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O Preço da Obsessão
O Preço da Obsessão
“Eu estava na sala, celebrando mais uma conquista na minha carreira de arquitetura. Minha postagem orgulhosa foi saudada pelo toque estridente do telefone. Era Pedro, meu marido, com a voz carregada de uma raiva que eu conhecia bem. "Como você pode estar aí se exibindo enquanto a Juliana está passando por um inferno?" Ele gritou. Juliana, sempre Juliana, a sombra que pairou sobre sete anos do meu casamento. Ele me acusava de falta de empatia, de egoísmo, como se minha felicidade fosse um crime contra a dor dela. Lembrei do meu aborto espontâneo, de quando ele me deixou no hospital sozinha para consolar Juliana. Lembrei do funeral do meu pai, quando ele me abandonou para atender a um chamado "urgente" dela. A dor daquelas memórias se misturou com a raiva presente, mas, pela primeira vez, não havia lágrimas, apenas um vazio gelado. Pedro continuava despejando sua raiva, confiante na minha submissão. Mas o amor que eu sentia por ele havia se esvaído, gota a gota, a cada vez que ele escolhia Juliana. Naquele momento, enquanto ele falava, uma decisão clara e absoluta se formou em minha mente. Eu ia pedir o divórcio. Quando ele parou de falar, esperando minha habitual desculpa, eu apenas disse: "Tudo bem, Pedro." E desliguei. Olhei para a revista, para a foto da Ana Paula advogada, a mulher que eu era fora daquele casamento. E era hora de voltar a ser apenas ela.”
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