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O Preço da Honra

Capítulo 1 

Palavras: 1274    |    Lançado em: 02/07/2025

servidão que pareciam não ter fim. Seu pai, um homem bom e honesto, morreu nos calabouços do Senhor, acusado de um roubo que não cometeu, um roubo do tesouro do patrão. A acusaç

cheiro de lixívia invadindo seus pulmões. Cada movimento

recisou levantar a cabeça para saber a quem pertenciam. A sombra do Senhor, o pa

rregada de um desprezo que cortava fundo. "A sujeira deste

uente em meio ao gelo do desespero. Ela continuou seu trabalho, movendo o pano em círculos furiosos

Seus irmãos, pequenos e assustados, agarraram-se às suas pernas, chorando. "Maria, não deixe ele te levar," soluçou o mais

ndo para um prato de restos de comida no chão. "Prove

s se misturando com a sujeira em seu rosto. Ela comeu os restos, cada bocado um gosto de cinzas e derrota. Su

eu escritório. Ele estava estranhamente

eu quero te dar uma chance. Havia um diário que pertencia ao seu pai. Ele confessou s

esperança, por menor que fosse, acendeu-se nela. E se o diário contivesse outra coisa? E se contiv

aligrafia de seu pai encheu as páginas, não com uma confissão, mas com a verdade. Ele descrevia como o Senhor o forçou a participar do roubo, como ele se recusou e como o patrão o incriminou para encobrir seus próprios rastros. E o mais

gas a havia vigiado. Eles a ar

rcido de raiva. Ele arrancou o diário de su

uas costas, golpe após golpe. Ela não gritou. Ela se recusou a dar-lhe essa satisfação. Sua mente se fechou, e a

ores silvestres. O sol aquecia seu rosto, e o mundo parecia cheio de promessas. "Você é a minha garota corajosa, Maria," ele dizia, a voz cheia de amor. "Nunca se es

compreendia na época. "Eu escondi a prova. O livro de registros. Está no escritório dele, atrás do retrato da esposa. Prometa que você vai buscar justiça, Maria. Prometa." Ela prometeu, sem

o havia comprado. O padre a olhou com olhos frios e a repreendeu por espalhar mentiras maliciosas sobre um homem tão "generoso". "Aceite seu lugar, criança. É a vontade de De

ndo-lhe a caixa de madeira com os pertences dele. Não houve corpo, não houve enterro, apenas um vazio que ecoava a injustiça. O Senhor a visitou naquela noite, não para oferecer condolênc

eus irmãos, a memória de seu pai, tudo. Ela fugiria para um lugar onde ninguém a conhecesse, onde o nome de sua família não fosse uma maldição. Ela se tornaria uma ninguém. Ser uma ninguém era melhor do que ser a filha

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O Preço da Honra
O Preço da Honra
“A umidade fria do chão de pedra subia pelos meus joelhos, um tormento constante, mais uma marca na vida de uma dívida que não acabava. Meu pai, um homem honesto, morreu nos calabouços do Senhor, acusado de um roubo que nunca cometeu. Nossa família foi destruída. Sem pai, eu e meus irmãos éramos órfãos, marcados pela desonra e presos a uma dívida cruel, que crescia como uma praga a cada ano. Eu esfregava o chão com minhas mãos em carne viva, o cheiro de lixívia invadindo meus pulmões, cada movimento um lembrete vívido da injustiça. A voz gélida do Senhor, o homem que arruinou minha família, cortou o ar: "A sujeira deste lugar é como a desonra do seu pai, nunca sai por completo." Naquela noite, fui arrastada para o pátio lamacento, forçada a comer restos de comida como um cachorro, sob os olhos amedrontados dos meus irmãos famintos. A humilhação me paralisou, mas o choro deles me quebrou, me forçando a engolir a própria derrota. Quando a consciência se esvaía sob o chicote, uma memória dolorosa me assaltou: meu pai me sussurrando sobre uma prova escondida, seu último desejo por justiça. Por que eu não agi antes? Por que a verdade, mesmo ao meu alcance, foi obscurecida pelo medo? A solidão me envolveu quando o padre, de olhos frios, fechou a porta na minha cara, confirmando que a verdade não valia nada para os homens poderosos. Então, mais uma memória: a caixa de madeira sem corpo, a morte do meu pai não o fim do nosso tormento, mas o começo do meu. Presa ao poste, sangrando, uma decisão egoísta e desesperada surgiu em minha mente: fugir. Abandonar tudo e todos. Ser uma ninguém. Uma ninguém, sem a maldição de ser filha de um ladrão. Uma esperança distorcida, mas a única que me mantinha viva. Mas a fuga física não era uma opção; havia apenas uma saída. Lendas sussurravam sobre um pacto, uma forma de deixar este mundo para trás, de renascer. Eu invocaria as sombras do poço. Mesmo que significasse uma vida de sofrimento ainda pior do que aquela, eu aceitaria. A liberdade, mesmo que custasse minha alma, era tudo o que eu queria.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 1921 Capítulo 2022 Capítulo 2123 Capítulo 2224 Capítulo 23