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Adeus, Meu Filho

Capítulo 4 

Palavras: 564    |    Lançado em: 03/07/2025

o se transformando em uma raiva defensi

m isso? Eu sou a mãe dele

alma. "Enquanto eu estava no hospital, esperando notícias, ouvindo u

pra ele!", ela se defendeu, como se isso fosse uma justificativa ra

a curta e sem humor. Uma

emais vivendo sua outra vida. A vida q

regalaram. Pânico brilh

a? Ricardo, você está delirando. A dor e

vez com uma falsa preocupação em sua vo

a profunda, vinda da alma. "Eu estou cansado de tudo. Cansado do

caminhou em dir

ção a e

s palavras. "Eu saio! Eu não sou obrigada a aguenta

força e saiu. O som do motor de seu carro – um modelo muito

focante. Sozinho na casa silenciosa, a dor por Felipe ainda era esmagadora, mas pelo

videogame. O livro que ele estava lendo. O violão velho encostad

sto duro. Ela passou pela sala, mas parou ao ver uma prateleira que não t

tica, olimpíadas de química, feiras de ciências. Ricardo

para eles

perguntou, a voz cheia de acusação. "Eu te falo todo dia que não

o coração se part

iação. Nunca tinha perguntado sobre os estudos dele. Para ela, aqueles eram os s

tava apenas quebrado. Estava morto e enterrado, junto c

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Adeus, Meu Filho
Adeus, Meu Filho
“O telefone tocou, cortando o silêncio pesado do corredor do hospital, trazendo a pior notícia: "Seu filho, Felipe, sofreu um acidente de moto. A situação é grave." Meu mundo desabou. Liguei para Sofia, minha esposa, a mãe de Felipe, mas só dava caixa postal. Quando finalmente consegui, o que ouvi não foi a voz dela preocupada, mas a de uma festa, cheia de risadas e música alta. Enquanto nosso filho lutava pela vida, ela celebrava a vitória de Lucas, o filho do ex-namorado dela. Pedi que viesse, implorei, mas ela respondeu com irritação, como se eu a estivesse incomodando: "Eu tô no meio de uma coisa importante aqui, Ricardo." Gritei que era grave, que o médico tinha dito, mas ela apenas suspirou, aborrecida: "Tá, tá bom. Eu vejo o que eu posso fazer. Me manda o endereço por mensagem." E desligou na minha cara. Pouco depois, o médico me deu a notícia final: "Nós perdemos o Felipe" . Meu filho, nosso brilhante Felipe, se foi. Voltei para casa, desolado, e então vi a foto no meu celular: Sofia radiante, sorrindo com o ex-namorado e Lucas, e a legenda: "Lucas é campeão! Noite inesquecível! Muito orgulho do nosso menino!". Naquele momento, não era só a dor de perder Felipe; era a dor da traição. O choro dela, vindo do telefone, embriagado, falando da comemoração de Lucas, e a risada em seguida, abafada, cochichando para o ex: "O Ricardo não suspeita de nada. Ele e o Felipe continuam achando que a gente vive com o salário mínimo. Mal sabem eles que o dinheiro que eles ralam pra ganhar mal paga a mensalidade da academia do Lucas." Como uma mãe poderia ser tão cruel? Como eu não percebi? Meu filho morreu por uma mentira, e de repente, não havia mais nada em mim além de uma fúria fria.”
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