icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Entre a Vida e a Dor

Capítulo 2 

Palavras: 554    |    Lançado em: 03/07/2025

z quando a van partiu, deixando Patríci

virar p

ndo meu rosto com um tapa esta

la raiva e pela frustração. "Você e sua má sorte! De

e me arrastou para dentro,

ira! E nem pense

os lamentos de Patrícia na sala. O senhor Silva a tinha ca

o dinheiro? Por que eles t

Fernandes não eram tolos. Eles usaram Patrícia

a me insultar da outra sala

lixo, nascida do lixo. Deveríamos

inuei meu trabalho, meus movimentos mecânicos. Minha mente, no entanto, estava a mil por ho

sua raiva em Patrícia, voltou suas

io. "Eles vão voltar. Eles precisam da nossa filha. Da verdadeir

Patrícia. A ganância a cegava para a realidade. El

om de um motor potente

ram dois car

janela, um sorriso triunfant

quarto! E você", ela se virou para mim, "fique fora de vista

eles batessem, o sorriso mais fa

ável! Sabíamos que voltariam. Nossa Pa

ntiras sobre como Patrícia estava doente de saudades, como

, tentando preencher o silêncio te

u rosto era uma máscara de gelo. Ela usava óculos escuros que escondia

quase um minuto antes de levantar u

he

a de uma autoridade que fez a senh

qui por causa

Reclame seu bônus no App

Abrir
Entre a Vida e a Dor
Entre a Vida e a Dor
“Aos três anos, fui abandonada na porta dos Silva, um casal pobre que me criou. Ou, como eles preferiam dizer, me transformou na empregada não remunerada, no saco de pancadas de suas frustrações. Dezoito anos depois, um carro de luxo parou em nossa porta, e os ricos Fernandes me disseram que eu era a filha deles, roubada na maternidade. Meu coração, há muito anestesiado, pulsou com uma esperança avassaladora: uma família de verdade! Mas a mão cruel da senhora Silva apertou meu braço. "Fique quieta, sua imprestável", ela sibilou. Eles apresentaram Patrícia, a filha biológica deles, vestida com um luxuoso vestido branco que eu havia passado a manhã inteira a ferro. Assisti, paralisada e trancada na cozinha, enquanto Patrícia partia no carro que deveria ser meu. Naquela noite, a fúria dos meus 'pais' adotivos atingiu um novo nível, culminando em mais uma surra brutal. "Você quase estragou tudo, sua praga!" Minha alma estava dormente, mas a satisfação sombria de que a ganância deles os destruiria começou a crescer. E foi exatamente isso que aconteceu quando a van os trouxe de volta Patrícia, quase irreconhecível, o vestido branco manchado de sangue. A impostora havia sido descoberta. O jogo dos Silva, e dos Fernandes, tinha falhado. Então, eles voltaram, e eu revelei a verdade, provando minha identidade com uma pulseira de sol e uma marca de nascença de lua crescente. Livre dos Silva, fui para uma mansão luxuosa. Mas a troca de jaulas douradas veio com uma revelação chocante: eu não era a filha deles. Eu era uma doadora de medula, "concebida" para salvar Camila, minha irmã gêmea doente. "Ela precisa de um transplante que só você pode fornecer." Minha esperança se transformou em amargura; eu era apenas um objeto. À noite, ouvi o plano deles: me sedariam para a extração do osso, sem anestesia. Cuspi o "sedativo" em uma planta, fingindo ser a dócil Ana. Senti a agulha perfurar meu quadril, a dor excruciante, mas mordi a bochecha para não gritar. Lágrimas de fúria silenciosa escorreram enquanto minha medula era sugada. O transplante falhou, e a senhora Fernandes me espancou, gritando: "É sua culpa! Sua medula é podre, como você!" "Por que você está viva enquanto minha Camila está morrendo?" Mas eu tinha um plano. Escondi o ódio, fiz-me de vítima e me infiltrei no escritório dos Fernandes. Descobri diários de experimentos genéticos ilegais, um laboratório secreto embaixo do hospital, crianças "descartadas". Fotografei tudo e enviei anonimamente para a imprensa. No dia da segunda extração, a bomba explodiu: a imprensa expôs os crimes dos Fernandes, e o hospital confirmou que não tínhamos parentesco. "Outra fraude! A pulseira... a marca de nascença... Como?" O senhor Fernandes tentou me estrangular na frente das câmeras, e os poucos segundos de escuridão me mostraram que era a hora da cartada final. A polícia chegou, prendendo os Fernandes. Então, a notícia: "Camila Fernandes não resistiu. Faleceu." O pai, quebrado pela dor e ódio, gritou: "Você matou minha filha! Quem é você?" "Eu não sou a Ana," revelei. "A verdadeira Ana morreu há doze anos, por negligência. Minha mãe, que a roubou e depois me abandonou, me confessou antes de morrer de overdose." "Meu nome é Helena. E o homem que me espera... o promotor... é meu pai." Corri para seus braços, finalmente livre, não mais a Ana de reposição ou a órfã maltratada. Eu era Helena, em busca de justiça e de um novo começo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10