icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Ódio e Paixão: Laços Quebrados

Capítulo 1 

Palavras: 1170    |    Lançado em: 03/07/2025

tinta branca brilhava sob o sol forte, e as janelas eram tão grandes que pareciam olhos gigantes observa

ia. Esta é a no

ômago. Um homem alto e de ombros largos desceu os degraus da varanda. Ele tinha cabelos grisalhos e um

eu um beijo em sua testa.

r a Sofia. Sej

o, com os mesmos cabelos escuros do pai, mas seus olhos eram diferentes. Eram duros, cheios de um desprezo que me atingiu como um soco. Ele n

mpurrou leveme

a o seu novo i

um riso baixo

o é minh

o lado de fora. O sorriso do Senhor Antônio v

á se acostumando.

egada nos levou para o meu quarto, um cômodo pequeno nos fundos da casa, perto da cozinha. A janela dava para um muro. Enquanto eu d

nte aqui. Elas tomaram

o, tentando acalmá-lo. Eu fechei a porta

. Pedro estava parado ali, com os olhos queimando de raiva. Ele caminhou até mim, pegou o livro mais antigo qu

ele perguntou, f

om a voz falhando. "P

o, aquele mesm

casa, nad

de cada lado, e me olhou, desafiador. Eu fiquei paralisada, olhando para as páginas destruídas do único bem que eu realmente valorizava. As l

são umas aproveitadoras. Mas você va

com goteiras no teto, e muitas noites fomos dormir com fome. Minha mãe dizia que este casamento era nossa única salvação, a única forma de eu ter um futuro, de poder estudar e ser alguém. Eu odiava nossa pobreza, odiava a fome e o frio, mas na

ma vez, viu meu rosto sério e fez um sinal discreto para que eu sorrisse. Eu tentei, mas meus lábios não obedeciam. Pedro não veio para o jantar. Eu podia ouvir o som da televisão alta vindo de seu quarto, um barulho que parecia uma barreira entre mim e o resto da casa. Minh

e um lugar onde eu pertencesse. De repente, ouvi uma batida leve na porta. Eu não respondi. A porta se abriu um pouco e uma mão colocou um prato de comida no chão, perto da porta. Era um prato simples, com arroz, feij

minha boca. Mais tarde, quando eu já estava deitada na cama, a porta se abriu novament

na minha mesin

e olhar nos olhos. "Ele tem um temperamento d

e olhou, e seu o

provoque meu filho. Não me dê problemas. Apenas seja gr

Um lembrete de que eu era uma intrusa, tolerada apenas enquanto fosse invisível e silenciosa. A esperança que a co

Reclame seu bônus no App

Abrir
Ódio e Paixão: Laços Quebrados
Ódio e Paixão: Laços Quebrados
“O carro parou em frente àquela mansão enorme, a tinta branca brilhando sob o sol. Minha mãe apertou minha mão, com os olhos marejados de uma mistura de esperança e medo pela nossa nova vida. Eu não sentia nada, só um vazio no estômago, enquanto meu novo padrasto, o Senhor Antônio, nos cumprimentava com um sorriso que não alcançava os olhos. Atrás dele, surgiu Pedro, seu filho, com o mesmo cabelo escuro do pai, mas um olhar duro, cheio de desprezo que me atingiu como um soco. Ele não disse nada, só me encarou de cima a baixo, e eu soube, naquele exato momento, que eu não era bem-vinda ali. Mais tarde, ele rasgou meu livro mais precioso, um presente do meu pai biológico, e jogou os pedaços no chão. "Sua mãe matou a minha. Vocês duas são aproveitadoras. Mas você vai se arrepender de ter pisado aqui." Aquelas palavras me marcaram mais que o tapa que o Senhor Antônio me deu depois. "Não provoque meu filho. Apenas seja grata pela oportunidade que sua mãe conseguiu para vocês." Minha mãe, a mulher que buscou luxo e poder, agora era um fardo, presa a uma cadeira de rodas e com a mente confusa. Ela me olhava com olhos cheios de raiva impotente, como se eu fosse a culpada pela sua desgraça. Minha única saída era o estudo, a universidade em São Paulo, e depois, a fuga. Mas a influência da família dele era longa, e as humilhações continuaram, mesmo na cidade grande. Um dia, fui encurralada numa rua escura. De repente, Pedro surgiu, não para me salvar, mas para assistir ao meu terror. Fui atrás dele, e no meu desespero, bati minha cabeça contra o muro. "Você é um monstro doente e patético, que se alimenta da dor dos outros porque não consegue lidar com a sua própria." No hospital, a médica me deu a última notícia que faltava para me destruir. "Sofia... você está grávida." Grávida. De Pedro. A vingança dele se completava. Ele tinha plantado sua semente em mim. Ele me acorrentou a ele para sempre, e eu não queria mais viver. Me joguei da janela. Mas Pedro me puxou de volta. Ele estava tremendo, o rosto desfeito em pânico e fúria. "Você ia se matar! Você ia matar o nosso filho!" Mas eu já estava quebrada demais para sentir qualquer coisa. Depois, na delegacia, a verdade veio à tona, mais dolorosa do que eu poderia imaginar. Minha mãe não havia sumido. Seu corpo havia sido encontrado. Ela se jogou da mesma ponte. E ela não foi a única no carro com a mãe de Pedro naquela noite. Meu pai, o Senhor Antônio. O homem que me salvou me destruiu. O amor, o ódio, e a dor se misturaram numa exaustão profunda. Eu aceitei a morte como uma amiga. Mas a vida insistiu. Eu decidi ter o bebê, e seguir em frente. Deixei Pedro, e com ele, o passado, para trás.”