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Laura: Renascida das Cinzas

Capítulo 4 

Palavras: 877    |    Lançado em: 03/07/2025

do atencioso, ele me trazia café na cama, ajeitava meus travess

r?" ele perguntava, beijando minha testa.

o celular, na televisão, em qualquer lugar, menos em mim, era uma perfo

va pelo meu quarto como um anjo arrependido, me oferecend

vel, Laura, se eu pude

frontá-la, a bota ortopédica era um lembret

nos, ele usou um relógio que eu lhe dei no nosso primeiro aniversário juntos, um

ra uma peça de platina ostensiva, cravejada de pequenos diamantes, b

har. "Um presente para mim mesmo, para

desapareceu silenciosamente, assim com

s nas sombras, ela começou a usar minhas coisas, um roupão de seda, meus p

encontrei lá, vestindo um dos meus vestidos de verão favoritos,

, uma risada alta e genuína q

lado da linha. "Ele cuida de mim como se eu fosse de por

rmou instantaneamente, a risada morreu em sua gar

ela gaguejou, puxando o vestido para baixo, co

, minha voz peri

q

eu vestid

seu lábio inferior tremeu. "Eu

sentia muito," eu insist

ento, Marcos en

rguntou, seu olhar indo de mim para C

, correndo para o lado dele. "Eu só peguei um vestid

ura decepção, como se

"É só um vestido! Olhe para ela, você a está aterroriza

arcos!" eu explodi, a injustiça queimando em minh

eocupada com um pedaço de pano?" ele cuspiu as palavras. "Às vezes,

s enquanto ela chorava em seu peito, ele me olhava p

m eu sacrifiquei tudo, estava me acusando de ser mesquinha enquan

o sonhador do nosso pequeno apartamento, mas para o estranho que ele

coou na minha ment

ava a memória de que

e colocar Clara para "descansar", sua raiva

ar minha mão. "Estamos todos sob estresse, seu tornozelo,

ei min

," eu disse, minh

deixei ele pensar que tinha

ura como um diamante estava se forma

estava na hora de encontrar a mulher q

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Laura: Renascida das Cinzas
Laura: Renascida das Cinzas
“O cheiro de tinta a óleo agora era só uma lembrança distante, afinal, fazia cinco anos que eu, Laura, a pintora promissora, trocara meus pincéis pela sombra do sucesso de Marcos, meu então namorado. Ele, um arquiteto ambicioso, retornava sempre tarde para nossa mansão, sua voz, antes melodia, agora apenas um ruído de fundo na minha cozinha, onde eu preparava jantares que ele mal notava. Naquela noite, meu mundo virou de cabeça para baixo quando vi o camafeu de safira da minha avó, minha única herança de valor, não no meu peito, mas pendurado no pescoço de Clara, a "amiga" órfã que ele acolhera em nossa casa. Marcos admitiu ter recomprado e dado o colar a ela, alegando que Clara, em sua fragilidade, o lembrava de mim em nossos tempos difíceis, e que por ela, ele conseguia fazer o que não fez por mim no passado. A dor e a humilhação me dilaceraram quando ele, ao ver meu tornozelo quebrado por um tombo "acidental" causado por Clara, se preocupou mais com o bolo de quinhentos reais do que comigo, e me levou a um pronto-socorro barato, reclamando do custo da bota ortopédica, tudo isso enquanto gastava uma fortuna em joias para ela. Eu não era mais sua parceira, eu era seu alicerce, enterrada, esquecida e substituída, e a cruel verdade me atingiu: para ele, eu não tinha valor algum. Mas aquela noite, enquanto Marcos e Clara riam e tramavam minha remoção, uma decisão se formou em mim, fria e dura como um diamante: ele não me reconhecia mais? Bom. Porque eu também não me reconhecia, e estava na hora de encontrar a mulher que ele e Clara haviam tentado enterrar.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 1921 Capítulo 2022 Capítulo 2123 Capítulo 2224 Capítulo 2325 Capítulo 2426 Capítulo 2527 Capítulo 2628 Capítulo 2729 Capítulo 2830 Capítulo 29