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Amor e Ódio: O Recomeço

Capítulo 1 

Palavras: 686    |    Lançado em: 03/07/2025

do meu tio, trancada por ele, sufocando no meu pró

omem por quem eu sacrifiquei tudo, so

Minha mãe, sua irmã adotiva, morreu

r ele, um amor doe

tado por uma poção do amor, ele me pediu p

ão l

e me tornei a "cura" p

is, eu esta

deixar a batina

to, Sofia, que estava v

ular de João 199 vez

e casando comigo. Ele nã

chamadas perdidas, já era tar

ca me p

ho de parto, ele me arrastou p

spital, mas ele apenas ficou lá, observando do ou

im foram as que ecoaram na m

casar com você. Se eu não tivesse me casado com você, eu não teri

o, eu

te, abri os o

dele. O ar estava pesado, c

ren

Padre João foi drogad

ho, suando profusamente. Suas roupas de pa

us olhos nublados pela

gemeu, a voz ro

-lo assim. Eu teria corrido para o seu lado, feito qualqu

tia era um frio profundo, um

uel enquanto eu morria est

gante. "Ligue para a Sofia. O númer

u ignorei esse pedido. V

era a minh

e, minhas mãos tremendo um pouco, n

o celul

e "Sofia" n

r, disquei

vio e confusão em seu rosto febril. Ele provavelmen

amou uma, dua

uma voz femi

enas estendi o telefo

de um desejo desesperado que nunca fora dirig

para ele, que o agar

ar coisas para Sofia ao telefon

olhei p

a suavemente

ando foi o som mais lib

i-lo ainda falando, sua voz cheia de

e import

proibido. Ele era apenas o a

u escolheria

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Amor e Ódio: O Recomeço
Amor e Ódio: O Recomeço
“Na minha vida passada, a casa do meu tio era meu refúgio e minha prisão. Eu o amava, um amor doentio e unilateral por Padre João, o homem que me criou. Trancada no porão por ele, implorei por ajuda enquanto meu corpo se contorcia em agonia. Sufocando no meu próprio sangue, eu o ouvia rir do outro lado da porta. "Você merece morrer", foram suas últimas palavras, ecoando enquanto a escuridão me engolia. Minha única falha? Ter engravidado dele na noite em que ele me pediu para ligar para seu verdadeiro amor, Sofia. Ele me forçou a casar, e Sofia, sequestrada, morreu enquanto ele estava ocupado se casando comigo. Fui um sacrifício no altar do ego e da hipocrisia. Morri, levando comigo a dor de um parto inacabado e a crueldade do homem que eu idolatrava. Mas, de repente, abri os olhos novamente. O ar estava pesado com um cheiro doce e enjoativo, o cheiro de uma poção do amor. Eu renasci, de volta ao dia em que ele foi drogado. Desta vez, não haveria amor, apenas uma sede fria por justiça. "Duda...", ele gemeu, a voz rouca. "Me ajude." "Ligue para ela", ele implorou, ofegante. "Ligue para a Sofia." A Maria Eduarda ingênua havia morrido no porão. E a nova Maria Eduarda não hesitaria. Peguei o celular dele, com a memória da dor gravada na alma. Os olhares de Sofia me dizendo que meu lugar era no lixo. A humilhação pública no jantar de noivado deles. João me dizendo que meu amor era nojento. Os sacos de lixo com meus pertences na calçada. Eu não era mais a "sobrinha querida", mas uma mulher que havia sido obliterada. E a dor dele, a arrogância dele no meu renascimento, me empurrava para frente. A Maria Eduarda boba e apaixonada havia desaparecido para sempre. Eu não precisava mais do lixo daquela vida. Bloqueei seu número. "Eu te amo, Duda. Eu acho que sempre te amei", ele sussurrou, a voz quebrada. As palavras que eu sonhava em ouvir, soavam como veneno. "Isso não é amor, é obsessão! Você está me assediando!", eu gritei. O homem que já fora o centro do meu mundo se desmoronou. "A pessoa que te amava está morta. Você a matou." E então, eu desliguei. O som do choro dele desaparecendo foi o som mais libertador. Eu estava, finalmente, e para sempre, livre.”
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