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Sofia: A Escolha

Capítulo 2 

Palavras: 1032    |    Lançado em: 04/07/2025

o e Isabela. Não revisou a agenda de Lucas nem lembrou a ele de suas reuniões. Ela se levantou, tomou um banho,

uma xícara de café e uma torrada que magicamente apareciam na bancada da cozinha. As crianças e

apareceu quando Lucas desceu as escada

meu café?" ele grito

livro. "Não fiz café hoje, Luc

a, a testa franzida em confu

disse simplesmente, sem

zinha, batendo as portas dos armários. Alguns minutos depois, a babá desce

contrar a lancheira do Pedro," d

sempre," respondeu

onseguia encontrar as meias iguais de Isabela. Pedro reclamava que seu pão não tinha a crosta cortada

quedos espalhados pelo chão, uma sensação de desordem que não existia

a no mesmo lugar,

. "Por que a casa está assim? Por que as crianças jantaram san

uma calma em seus olhos que o desarmou. Não era a calma

rente desta casa, a babá, a cozinheira, a sua assistente pes

ças doentes para que ele pudesse dormir e estar descansado para o trabalho. As festas de negócios que ela organizou com perfeição para impressionar s

por

ou ela, a voz ainda baixa, mas carregada de uma dor antiga. "Eu sacrifiquei tudo por esta família. E em

assim. Ele sempre a viu como uma presença consta

ofia. Você sabe que

a se abriu com um estrondo. Pedro e Isabela en

mais cuidar da gente?" grito

s escorrendo por seu rostinho. "Nós queremos a tia Bia!

ais cruéis de todas. Em sua vida anterior, elas a teriam de

filhos, e depois para o marido. Um sorri

soando estranhamente leve.

imediata. "Sofia, o que você está dizendo

spondeu Sofia. "Eles estão apenas sendo honestos. E

arrumar suas coisas. O papai vai l

is, um olhar de triunfo substituiu as lágrimas. El

fia, você enlouqueceu? Você está r

as dando a todos o que eles sempre quiseram. Você, seus filhos, e a Beatriz. Ag

her à sua frente era uma estranh

estavam com suas pequenas mochilas prontas, e

r disso," ele disse, a

Eu já me arrependi de muitas coisas na minha v

primeira vez em muito tempo, ela não sentiu dor. Ela sentiu uma estranha e assustadora sensação de

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Sofia: A Escolha
Sofia: A Escolha
“Meus olhos se abriram. O cheiro de lavanda, o tique-taque do relógio. Tudo familiar, mas algo estava terrivelmente errado. Eu tinha 27 anos de novo, jovem e sem rugas, mas a memória da minha vida anterior me atingiu como uma onda avassaladora. Anos de dedicação cega a Lucas, meu marido 'magnata', e aos nossos filhos, Pedro e Isabela, que idealizavam Beatriz, o primeiro amor dele. Minha vida terminou sozinha, esquecida num asilo. Desta vez, não serei a tola. Liguei para Beatriz. "Vou me divorciar do Lucas. Entrego tudo: ele, as crianças, a casa." Ela tentou disfarçar, mas vi a ganância em seus olhos. O pesadelo se concretizou. Meus próprios filhos, Pedro e Isabela, que eu amava mais que tudo, gritavam: "Não queremos você! Queremos a Tia Bia! A mamãe é má!" E Lucas? Ele me tratava com frieza, sem sequer me olhar. A dor era insuportável. Mas o fundo do poço veio quando eles mesmos, manipulados por Beatriz, me forçaram a comer amendoim – eu, alérgica! Lucas me segurou enquanto Beatriz enfiou a pasta na minha boca. Eu desmaiei. E o pior: acordei ouvindo meus filhos desejarem minha morte. "Aí a tia Bia pode ser nossa mamãe para sempre." Naquele instante, a mãe em mim morreu. Eu estava quebrada, mas renascida. Na escuridão do poço do elevador, onde fui abandonada por Lucas para salvar Beatriz, eu entendi: não há nada a salvar, nada a lutar. E sozinha, com o corpo ferido, mas a alma livre, decidi. Eu sobreviveria. Por mim mesma.”