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O Rim da Traição

Capítulo 2 

Palavras: 1024    |    Lançado em: 04/07/2025

cinzas da minha antiga existência. Eu dependia de uma máquina de diálise portátil, o rim artificial que me

etor, sempre presente. Ele me lembrava consta

minava. Desci as escadas para beber um copo de água e ouvi vo

cas. A voz de Lucas estava alterada,

m isso! Já se passaram sete anos. O

rovida de qualquer emoção. "Eu salvei a vida da Sofia

fi

ofia, minha ex-melhor amiga, a mulher que se casou

o," Lucas insistiu, sua voz quase um soluço. "Você roubou o ri

chão. O som pareceu ecoar por toda a casa, mas eles não ouvi

u rim? Pa

terrorizante. "Eu sou o melhor cirurgião. Eu decido quem vive e quem morre. So

a uma pá de terra sendo jogada so

dela? Você me disse que

rta e cruel. Um som que e

velha era forte. O

i a respiração, o sangue

to eu pegava o rim da filha dela e o colocava no corpo da Sofia, que estava na sala de cirurgia ao lado. A velha gritou a

or puro. Minha mãe não morreu de rejeição. Ela foi assassinada. Tortura

trolavelmente. A bile subiu pela minha garganta. O homem com qu

transformou em uma prisioneira em minha própria vida, dependente de uma máquina, enq

ofia viva com "múltiplos doadores de rim de reserva" . Pessoas como eu? Víti

mentira, da vida que me foi roubada. A incapacidade de ter filhos, um fato que os médicos atribuíram ao trauma e ao rim

rto com uma bandeja de café da manhã, o

. Você não parecia

que antes me confortava, agora q

nsada," murmurei, lutando

e eu sabia. Mas eu escondi tudo atrás de uma máscara de normalidade.

naquele dia,

avançou tanto. Será que não existe uma chance de eu conseguir um transp

m uma esperança fabr

Ele se sentou na cama

arriscado. Seu corpo já passou por um trauma imenso. Outra

quina te mantém viva. Te mantém c

ocupação" era uma forma de controle. Ele nunca me

determinação nasceu dentro de mim. O desespero se tr

sorriso vazio que nã

Desculpe. Fui tola. Ter vo

atisfeito. Ele pensou

a expor a verdade. E eu faria Carlos pagar. Por minha mãe. Por mim. Por cada

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O Rim da Traição
O Rim da Traição
“A porta do quarto se abriu com um estrondo, revelando minha mãe pálida, os olhos fixos na cena que desfez meu mundo. Na cama que seria nosso ninho de amor, meu noivo, Ricardo, estava abraçado a Sofia, minha melhor amiga. O choque me paralisou, o ar pesado, enquanto minha mãe desabava, seu coração cedendo à dor da traição. No hospital, o diagnóstico: ataque cardíaco fulminante, transplante urgente. Decidi doar meu rim, mesmo sabendo dos riscos e dos custos astronômicos, mas Ricardo me negou ajuda com um sorriso frio: "Não é problema meu" . Duas semanas depois, com minha mãe lutando pela vida na UTI, recebi o convite de casamento de Ricardo e Sofia, para o mesmo dia do nosso. Eu estava no fundo do poço, a dor da perda e da traição me asfixiava, a solidão era palpável. Foi então que o Dr. Carlos, o anjo que se apresentou como meu salvador, surgiu, prometendo cuidar de todas as despesas e realizar a cirurgia. Casei-me com ele, dependente de uma máquina de diálise, acreditando que ele era minha rocha, meu porto seguro. Sete anos depois, uma conversa secreta entre Carlos e seu irmão, Lucas, quebrou minha alma em mil pedaços. Minha mãe não morreu de rejeição ao órgão. Carlos a forçou a assistir à remoção do meu rim, enquanto o implantava em Sofia, sua obsessão doentia. Ele a manteve acordada, a torturou psicologicamente, até que seu coração se rompeu de raiva e desespero. Ele me usou como um recipiente, me manteve viva, mas quebrada, presa a uma máquina e a ele. Carlos não era meu salvador; era um monstro, um predador que usava sua posição para caçar vítimas como eu, para sua amada Sofia. No jantar de aniversário da mãe de Carlos, Sofia se exibiu, com meu rim em seu corpo e Carlos a seus pés. Presenciei o beijo apaixonado de Carlos e Sofia nos bastidores, e ela confessou ter planejado tudo, rindo da morte da minha mãe. A fúria explodiu: arranquei meu rim artificial, lançando-o aos pés de Carlos, declarando minha libertação. Eu o deixei para trás, cambaleando, enquanto o alarme estridente da máquina soava, o som da minha vingança recém-nascida. Clara me resgatou e minha nova vida começou, com as provas da crueldade de Carlos, um escândalo que abalaria o país. A justiça foi feita: Carlos, Sofia e Ricardo pagaram por seus crimes. Carlos se suicidou na prisão, arrancando o próprio rim, em um ato final de loucura e perversão. Eu estava livre, reconstruindo minha vida do zero, com uma nova família encontrada e um futuro finalmente meu. Minha paz não veio do perdão, mas da certeza de que o inferno o esperava. A paz foi conquistada, me permitindo florescer em meu próprio jardim.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10