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O Rim da Traição

Capítulo 4 

Palavras: 934    |    Lançado em: 04/07/2025

icada e um pouco melancólica, enquanto por dentro, eu era um poço de gelo e fúria. Eu obser

va o porão, uma área da casa que Carlos raramente usava, encontrei uma c

da caixa de ferramentas para forçar a fe

joias ou dinheiro.

colares, informações sobre minhas finanças antes de conhecê-lo. Ele havia me investigado a fundo antes mesmo de se apresentar c

. No documento, Carlos concordava em pagar uma quantia substancial a Ricardo. Em troca, Ricardo se casaria com Sofia o mais rápido possí

mem que me traiu; ele o pago

stava na ter

o meu. Ao lado de cada relatório, havia notas escritas à mão por Carlos. "Incompatibilidade menor, pode ser usada

s. Mulheres. Como se fossem gado. Eram as "reservas" que Lucas havia menciona

io dela era recente. Ao lado, a nota de Carlos dizia: "Compatibilidade perfe

vo. Ele ia destruir outra vida, en

mentiroso e um ladrão. Ele era um predador, usando sua posição e seu conhecimen

a fria e calculista. Enviei tudo para meu e-mail seguro e para Clar

comecei a preparar o ter

que consegui. "Eu estive pensando. Talvez

se estreitando. "Divórcio? Que

aram... perdidos. Depois de tudo o que aconteceu." Era uma mentira, mas uma mentira pla

seus lábios. "Claro, meu amor. O que você precisar

nte. Eu tenho os papéis aqui. Vou impr

do?" Havia um tom de p

om a secretária dele. Quero que isso acabe, Ca

nou. Seu ego era s

disse. "Faça o

udo o que eu havia encontrado. O dossiê sobre mim, o contrato com Ricardo, os relatórios da

a trabalhava, Carlos

tá fazendo

papéis para o Ricardo,"

família está dando um jantar no próximo fim de semana. O aniversário da minha mãe. Eu sei q

. Onde Sofia, sem dúvida, estaria. E provavel

. hostis comigo," eu d

do meu pescoço. "É importante para mim que eles vejam co

o um troféu da sua suposta bene

rando o rosto para oferecer um sor

e não tinha ideia de que não estava me

seu próprio julgamento. E eu ser

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O Rim da Traição
O Rim da Traição
“A porta do quarto se abriu com um estrondo, revelando minha mãe pálida, os olhos fixos na cena que desfez meu mundo. Na cama que seria nosso ninho de amor, meu noivo, Ricardo, estava abraçado a Sofia, minha melhor amiga. O choque me paralisou, o ar pesado, enquanto minha mãe desabava, seu coração cedendo à dor da traição. No hospital, o diagnóstico: ataque cardíaco fulminante, transplante urgente. Decidi doar meu rim, mesmo sabendo dos riscos e dos custos astronômicos, mas Ricardo me negou ajuda com um sorriso frio: "Não é problema meu" . Duas semanas depois, com minha mãe lutando pela vida na UTI, recebi o convite de casamento de Ricardo e Sofia, para o mesmo dia do nosso. Eu estava no fundo do poço, a dor da perda e da traição me asfixiava, a solidão era palpável. Foi então que o Dr. Carlos, o anjo que se apresentou como meu salvador, surgiu, prometendo cuidar de todas as despesas e realizar a cirurgia. Casei-me com ele, dependente de uma máquina de diálise, acreditando que ele era minha rocha, meu porto seguro. Sete anos depois, uma conversa secreta entre Carlos e seu irmão, Lucas, quebrou minha alma em mil pedaços. Minha mãe não morreu de rejeição ao órgão. Carlos a forçou a assistir à remoção do meu rim, enquanto o implantava em Sofia, sua obsessão doentia. Ele a manteve acordada, a torturou psicologicamente, até que seu coração se rompeu de raiva e desespero. Ele me usou como um recipiente, me manteve viva, mas quebrada, presa a uma máquina e a ele. Carlos não era meu salvador; era um monstro, um predador que usava sua posição para caçar vítimas como eu, para sua amada Sofia. No jantar de aniversário da mãe de Carlos, Sofia se exibiu, com meu rim em seu corpo e Carlos a seus pés. Presenciei o beijo apaixonado de Carlos e Sofia nos bastidores, e ela confessou ter planejado tudo, rindo da morte da minha mãe. A fúria explodiu: arranquei meu rim artificial, lançando-o aos pés de Carlos, declarando minha libertação. Eu o deixei para trás, cambaleando, enquanto o alarme estridente da máquina soava, o som da minha vingança recém-nascida. Clara me resgatou e minha nova vida começou, com as provas da crueldade de Carlos, um escândalo que abalaria o país. A justiça foi feita: Carlos, Sofia e Ricardo pagaram por seus crimes. Carlos se suicidou na prisão, arrancando o próprio rim, em um ato final de loucura e perversão. Eu estava livre, reconstruindo minha vida do zero, com uma nova família encontrada e um futuro finalmente meu. Minha paz não veio do perdão, mas da certeza de que o inferno o esperava. A paz foi conquistada, me permitindo florescer em meu próprio jardim.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10