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Quando o Perdão Liberta

Capítulo 1 

Palavras: 1471    |    Lançado em: 04/07/2025

ana. O cheiro dele ainda estava por toda parte, no tecido do sofá, nos livros da estante, e isso tornava tudo mais difícil. E

a tampa. Eu nunca a tinha visto antes. Meu coração acelerou um pouco, uma mistura de curiosidade e um mau pressentimento. Abri. Dentro, havia um único álbu

fotos, todas de Sofia. Sofia na praia, Sofia no seu aniversário de dezoito anos, Sofia dormindo no sofá, com uma expressão de anjo. Em cada foto, Pedro capturou um olhar, um sorriso, um momento que revelava uma profundidade de s

os a ele, a cuidar da casa, a organizar jantares de negócios, a ser a esposa perfeita. Abandonei meu sonho de ser chef, minha paixão pela culinária, por

sua vasta fortuna, suas ações, suas propriedades, tudo para Sofia. Para mim, ele deixou a casa em que morávamos e uma pensão modesta, o suficiente para "manter meu estilo de vida", como dizia o testamento. Era uma

a sua fortuna, foi atingida por um escândalo. Um dos seus medicamentos mais vendidos causou efeitos colaterais fatais

ina! Cú

nas janelas, pichavam os muros da nossa casa. A polícia tentava contê-los, mas a raiva era grande demais. Eu estava presa, uma prisioneira na casa que agora parecia um ma

o. Meu coração batia descontrolado, o pânico subindo pela minha garganta. Corri para o quarto e tranquei a porta, mas sa

raçada! Você vai pagar

ina. "Minha filha morreu por causa do seu remédio imundo!" ela gritou. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, uma dor aguda e queimante atravessou meu abdômen. Olhei para baixo e vi o cabo de uma faca. O mundo começou a girar, as cor

cante. E ent

zinha. Sentei-me na cama, confusa. Minhas mãos, meu corpo... sem ferimentos. Olhei para o calendário na parede. A data me fez congelar. Era uma seman

. Ele usava um terno impecável e seu sorriso era charmoso, mas seus olh

contrar meus pais para o almoço", ele disse, o tom de v

iada cruel. Eu era apenas um guia, um acessório para iluminar o caminho dele, enquanto a verdadeira estrela do seu céu

se formando dentro de

cisamos cancela

, como se eu tivesse contado uma piada sem graça. "Não seja boba. Mi

s eram apenas um inconveniente. Naquele momento, todo o amor que eu um dia senti p

ou me casar com você", eu disse, minh

do em seu rosto. "O que deu em você? É por causa da

a. Ele era cego, completamente cego. Ou talve

Sofia", menti. "Tem a ver comig

ver. Agora ande logo, estamos atrasados." Ele se virou e saiu do q

u celular. Meus dedos tremeram um pouco, mas não de medo. Era de excitação. Rolei pelos contatos até encontra

ntes que ela atendesse, a voz

Estrela", minha voz sa

O que aconteceu com você, menina? P

as eram lágrimas de alívio, de esperança. "Chef, aquela compet

em sete dias. A competição começava em oito. A urgência

manhã ao meio-dia", disse a C

ndi, secando as l

. E meu primeiro passo se

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Quando o Perdão Liberta
Quando o Perdão Liberta
“A chuva fina batia na janela do escritório, e eu, viúva há uma semana, tentava juntar os caquinhos da minha vida. No fundo do armário do Pedro, encontrei uma caixa de madeira escura com um entalhe delicado. Dentro, um álbum de fotos com a caligrafia dele: "Para minha Alma Gêmea". Um sorriso fraco surgiu, mas o choque veio ao ver que a primeira foto não era minha, e sim da Sofia, a afilhada dele. Dezenas de fotos dela se seguiram: Sofia na praia, no aniversário, dormindo com ares de anjo; cada imagem transbordava um sentimento que ele nunca me demonstrou nos nossos cinco anos de casamento. Ele a chamava de "Alma Gêmea", e eu? Eu era só a "Estrela Guia", um nome formal, cheio de dever, nunca de paixão. Fechei o álbum com um baque surdo, uma dor oca e vazia se instalando no meu peito. Cinco anos e eu tinha abandonado meu sonho de ser chef por ele, por ser a esposa perfeita. Dois dias depois, veio a humilhação final: Pedro deixou toda a sua vasta fortuna para Sofia e para mim, apenas uma pensão modesta para "manter meu estilo de vida". A esmola gelada era a prova de que minha dedicação e amor haviam sido apagados, reduzidos a nada. Na semana seguinte, o inferno abriu as portas, e eu me tornei o alvo da fúria pública quando o escândalo dos medicamentos de Pedro explodiu. "Assassina! Cúmplice!" Gritos e pedras quebraram o silêncio da casa, que virou uma prisão, um mausoléu da minha vida fracassada. Os pais dele me abandonaram, preocupados com a reputação da empresa, e eu estava sozinha. A noite caiu, a multidão invadiu, e o pânico me dominou enquanto eu me trancava no quarto. "Abra a porta, sua desgraçada! Você vai pagar pelo que seu marido fez!" A porta cedeu, e em meio à fúria e dor daquela gente, uma faca atravessou meu abdômen. Caí, o sangue se espalhando, e meu último pensamento foi um lamento amargo: que se eu pudesse voltar, eu viveria apenas para mim. Uma luz ofuscante, e então, escuridão. Abri os olhos, ofegante, no meu antigo quarto. O calendário marcava a semana anterior ao casamento com Pedro. Eu havia renascido. A decisão solidificou-se dentro de mim, inabalável, quando Pedro, frio e charmoso como sempre, entrou no quarto e me chamou de "Estrela Guia". "Pedro, precisamos cancelar o casamento."”
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