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Vingança e um Berço Vazio

Capítulo 3 

Palavras: 1083    |    Lançado em: 04/07/2025

avam pelas frestas da parede de madeira, João Carlos sentia o frio do chão de terra subi

pela manhã, conseguiu convencer um dos seguranças mais novos, um rapaz com um pingo de c

te e o levou para o posto de saúde da cidade vizinha, o único

mado Dr. Alves, examinou João Ca

são, múltiplos hematomas, q

enda", mentiu Marcos, c

las de João Carlos, limpou e suturou o corte na testa e lhe deu uma injeção para a dor e a febre,

, disse o médico. "Mas o hospital regional... ouvi dizer que

itora era Ma

s do posto de saúde, sua cabeça doía, seu corpo inteiro era um mapa de dor, memórias fragmentadas o assaltavam, o ro

rta de terra, ele a limpou, a alimentou, a protegeu, ele acreditou em

de ódio e uma tristeza tão profunda que parecia um buraco negro em sua alma,

bater, acompanhada por sua secretária, Lívia, que carre

deitado na cama estreita, com

rlos, tudo isso por um capr

a encarou, o ódio queima

estivesse lidando co

de voz mudando para algo mais sério. "O pajé acha que há uma energia n

ironia era tão absurda

até o local onde a casa está sendo construída e rezar por ele, pe

nte, tão cruel, que ele sen

ferno", ele c

e Maria Eduar

sar, Lívia, chame os seguranças,

va no corredor,

condições, o médico disse que e

os braços, levantando-o da cama, uma dor aguda atravessou seu corpo, fazendo-o of

rro dela, o sol forte feriu seus olhos, a viagem de

astada, o chão estava coberto de serragem e valas para a fundação, no centro, Pedro Henrique estava se

s a se ajoelhar na terra vermel

todos os trabalhadores ouvissem. "Peça perdão, reze p

a tudo, viu a fraqueza em seus olhos, a mesquinhez, e sentiu pena, não p

sos de seus pais, de seus avós, ele se lembrou da promessa que fizera a

uma boa nora, ele se lembrou de vender parte do gado para pagar uma dívida de jogo dela, que ela jurou ser a

a gesto de amor, ago

esmagador, ele não rezou por Pedro Henrique, e

atenção, um brilho metálico perto dos escombros de

la usava todos os dias, que continha uma mecha do ca

rar ali? Ela fora

ormar em sua mente, um pensamento tão

o teria

rosto frio de Maria

ous

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Vingança e um Berço Vazio
Vingança e um Berço Vazio
“O cheiro da fazenda, que antes trazia paz a João Carlos, agora pesava em seus pulmões, lembrando-o do dia em que salvou Maria Eduarda, uma mulher da cidade grande, e a amou contra o bom senso. Ele a ajudou a forjar a própria morte para que ela pudesse se vingar no Rio, e ela conseguiu, voltando triunfante, casando-se com ele, mas a paz durou pouco. O silêncio na casa era a prova de seu erro: o berço vazio no quarto do bebê era um eco da dor. Seu filho, sacrificado, pois Maria Eduarda usou o órgão do bebê para salvar Pedro Henrique, seu amor de infância, que adoeceu supostamente porque João Carlos a "impediu" de voltar a tempo. Ele segurava um pequeno sapato de lã, presente de sua mãe, Dona Clara, ele não chorava, as lágrimas haviam secado. Maria Eduarda, elegante e sem remorso, o encontrou no chão. "Você vai ficar aí se lamentando para sempre, João Carlos? Levante-se, temos coisas a resolver." Quando ela ordenou que a "floresta sagrada" de sua família, o cemitério de seus ancestrais, fosse desmatada para Pedro Henrique, algo em João Carlos finalmente quebrou, uma fúria que ele não sabia que tinha. "Você não vai tocar na floresta!" Mas Maria Eduarda mostrou sua jogada: a vida de Dona Clara dependia da cooperação de João Carlos. Ele cedeu, a fúria se esvaziou, substituída por um desespero gelado. No dia seguinte, os tratores rugiram, derrubando as árvores. Quando Marcos, seu capataz, veio chorando para dizer que sua mãe havia sofrido um "acidente" fatal, João Carlos soube. "Foi você! Você a matou!" Ele a atacou, mas foi contido e espancado pelos seguranças, derrubado no chão, ferido e impotente, ela ordenou que o trancassem no galpão, sem comida nem água. "Ele é um homem do campo, é forte, um pouco de dor só vai ajudá-lo a pensar melhor." Dias depois, Maria Eduarda o arrastou para a floresta devastada, forçando-o a se ajoelhar diante de Pedro Henrique, o homem por quem ela sacrificou tudo. Lá, entre serragem e valas, ele viu o relicário de sua mãe no entulho. Isso não era mais sobre um casamento fracassado ou amor perdido. Era sobre profanação e a traição final. A dor física desapareceu, substituída por uma agonia espiritual, ele se levantou cambaleando, os olhos fixos no relicário. "Você desenterrou meus pais, sua monstra, você jogou os ossos deles no lixo como se fossem nada!" Quando ela, com desprezo, arremessou o relicário em um barranco, João Carlos correu, lançando-se no abismo, consciente apenas da necessidade desesperada de recuperar o último vestígio de sua família. Ele caiu, sentiu uma dor aguda e tudo escureceu. Maria Eduarda, indiferente, o deixou para trás, focada nos gemidos histéricos de Pedro Henrique, que jurava ver os mortos querendo seus ossos de volta. Horas depois, Lívia, a secretária, ligou: "Senhora... ele está morto, o pescoço quebrou na queda." O corpo foi coberto por um lençol sujo, Maria Eduarda se aproximou, mas algo estava errado, o rosto era irreconhecível, a ausência de uma cicatriz, a pinta no queixo. Não era ele. João Carlos estava vivo. Ele fugiu para cumprir seu dever, para levar os restos de seus ancestrais. A busca agora tinha uma direção. A fúria de Maria Eduarda se intensificou, a cada minuto, a obsessão de encontrá-lo crescia, ele a humilhou e a enganou, e ela o encontraria. Mas uma nova revelação se seguiu, quando Pedro Henrique confessou que a doença era uma farsa e que ele apenas a manipulava. A culpa e a raiva de Maria Eduarda, antes direcionadas a João Carlos, agora se voltaram para Pedro Henrique. Ela se sentia suja, contaminada por anos de mentiras e obsessão, ele foi apenas o primeiro a receber a maldição. Longe do caos, João Carlos se curava à sombra das montanhas. Ele reconstruía sua vida, enquanto Maria Eduarda, cega pela sua obsessão, se afundava cada vez mais na própria escuridão. Ela o encontrou, mas o homem que ela conheceu havia morrido no barranco. João Carlos, agora livre e curado, encontrou a paz ao lado de Sofia, deixando o passado para trás. Será que Maria Eduarda e Pedro Henrique finalmente pagarão pela dor que causaram?”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10