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Ele Não É Mais Seu Capacho

Capítulo 4 

Palavras: 769    |    Lançado em: 04/07/2025

çou a clarear o céu, a febre havia cedido um pouco. A dor no meu braço ainda

silencioso. Sofia e Gabriel deviam estar d

a

um plano que eu vinha montando há meses. As roupas, os poucos objetos pessoais que eu valorizava, meus docume

a não fazer barulho. Meu corpo ainda estava fraco,

uvi o som da respiração profunda de Sofia. Por um momento, hesitei. Três anos. Uma vida inteira resumida em uma mala

ainda estava lá: taças vazias, controles de videogame no chão,

e saí para o corredor do andar. O ar fresco da

? Vai v

na casa dos sessenta anos, que sempre me cumprimentava com um sorriso caloroso, apesar

, forçando um sorriso. "Sim, vou

depois para o meu rosto. Sua

eu filho? Você pa

er, a porta do meu apartamen

isola de seda. Seu cabelo estava uma bagunça, e

i com essa mala?", ela

afaela, e uma máscara de irrit

lhando?", ela rosn

ou um passo. "Eu... eu s

tenção total para mim. Ela agarrou meu braço - o machucado - e me p

ei, a dor me faz

la sala e bateu a

do, Heitor? Tentando fugir co

Eu estou indo embora", eu di

bora? Você não vai a lugar nenhum.

era amor, não era preocupação. Era o sentimento d

amento aca

eu digo que acabou. Você tem alguma ideia do que as p

espessa que eu

cheia de um cansaço infinito. "É

é! Nossa im

a estar vendo algo diferente, algo que a deixou des

co mais baixa, quase curiosa. "Desde ontem à noite, você

ou, tentando t

ão dócil. O

m. O Heitor que ela conhecia, o capacho que ela pisava, tinha morrido na noite anterior, em alg

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Ele Não É Mais Seu Capacho
Ele Não É Mais Seu Capacho
“A risada de Sofia ecoou, misturando-se à chuva lá fora, enquanto eu, Heitor, observava da estante, um fantasma na minha própria casa. Ela estava nos braços de Gabriel, e a voz de Sofia, outrora melosa, transformou-se em uma ordem humilhante: "Heitor, por que você não vai lavá-lo para mim?". Fui compelido a lavar o carro dela sob uma chuva torrencial, de joelhos, meus dedos congelados e dormentes, observando Sofia e Gabriel rirem abertamente através da janela, brindando à minha humilhação, como se eu fosse um cão molhado. A dor de ser tratado como um objeto se intensificou quando, febril e doente, desmaiei, apenas para ser "socorrido" por Gabriel com uma seringa cheia de um líquido desconhecido, enquanto Sofia assistia, mais preocupada com o pulso dele do que com minha agonia. Mas, ao ver minha rejeição no espelho, ela finalmente perguntou: "O que aconteceu com você?". Eu não respondi, mas o Heitor que ela conhecia, o capacho que ela pisava, havia acabado.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10