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Livro Maldito, Amor Bendito

Capítulo 2 

Palavras: 749    |    Lançado em: 04/07/2025

de seus pais eram para ela, em que os abraços de seu pai não pareciam um dever. Isabela, um bebê órfão de parentes distantes,

Antes de morrer, ele lhe deu sua mais preciosa posse: uma velha medalha de honra, pesada e gasta. "Para a minha campeã," ele dissera. Naquele mesmo dia, enquanto ela seg

tornou uma tortura diária. Ela não sabia como ou por que aquilo acontecia, só sabia

ada, ela ouviu a primeira menção

sou sua mãe, enquanto arrumava os cabelos de Isabela, que brincava no

ria? Era como ser julgada por um crime que não cometeu, em um tribunal que não existia.

uma leoa. Trazia-lhe lanches às escondidas quando a deixavam sem jantar como castigo por "responder mal" . Remendava suas roupas de t

ia as escadas, ansiosa para o treino, quando Pedro passou correndo por ela. Ele não a empurrou de v

egraus, uma dor aguda exp

cupação em seus rostos era falsa. Ana

om o tornozelo assim, el

are, a mente de sua mãe

xcruciante, mas a dor da negligência era pior. Encolhida na cama, olhando para o teto rachado, Ana Lúcia desejou, pela primeira vez,

ou, horas depois, pálida e

am?" Isabela gritou, c

girem. Eles apareceram na porta,

você descansasse," disse

iu o pensamento p

Ela não vê que estamos pr

Ana Lúcia sentiu uma familiar falta de ar, uma pontada no peito que vinha se tornando mais frequente. Ela tossiu discretamente na

izer ao médico que ela está instável, que precisa de repo

cia. Eles não iam apenas impedi

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Livro Maldito, Amor Bendito
Livro Maldito, Amor Bendito
“Ana Lúcia segurava o troféu de ouro, mas a vitória em campo contrastava com o ar pesado de sua casa. Ali, sua família e o rico Carlos Eduardo a confrontavam. "Case-se comigo", ele propôs, enquanto os pensamentos de sua mãe, pai e irmão invadiam sua mente: um casamento para tirá-la do futebol e "proteger" Isabela, sua irmã adotiva. Eles a viam como um obstáculo a ser controlado, uma vilã em uma história que só eles conheciam. A dor física em seu tornozelo engessado era imensa, mas a traição, as tentativas de sabotagem e a negligência eram piores. Enquanto a família delirava em sua paranoia doentia, Ana Lúcia descobriu o motivo: um "livro" que a pintava como uma ameaça ao futuro glorioso de Isabela. Mesmo assim, Isabela, sua única aliada, sempre a defendeu, um amor que a ajudava a suportar a insanidade que a cercava. Perto das seletivas, um "acidente" forjado a deixou com o tornozelo quebrado. Subornaram o médico para engessá-la e lhe deram sedativos. Eles queriam confiná-la. Mas Isabela, com a ajuda de Ricardo, a resgatou. Ana Lúcia entendeu que sua luta era pela verdade e por Isabela, que acreditava nela. Em meio à dor e aos remédios, ela cortou o gesso. No jogo, enquanto corria e driblava, canalizava toda a mágoa. Ela marcou o gol da vitória. Foi então que sua família apareceu, a humilhando e acusando de egoísmo. Pedro a empurrou. Ana Lúcia caiu, a cabeça batendo no chão. Sua visão escureceu. "Você precisa viver sua própria vida agora, Bela", sussurrou, entregando a ela a medalha de seu avô. "Seja a protagonista da sua história." Ana Lúcia se foi, mas Isabela viu a verdade: o corpo dela estava em seu limite. Os registros em sua bolsa revelaram a doença terminal que ela escondia. "Ela tinha uma doença terminal", Isabela confrontou a família, a voz fria. "E vocês? Vocês estavam preocupados com um maldito livro." A família se desfez em culpa, o pai batendo a cabeça, a mãe chorando. "Vocês não têm o direito de chorar por ela", Isabela cuspiu. "Agora, vocês vão me contar tudo. Sobre esse livro." Atormentados, eles revelaram a "profecia" de um livro antigo: Ana Lúcia, a vilã, destinada a destruir a heroína Isabela. Isabela sentiu raiva e repulsa. "Vocês leram uma história e acreditaram em palavras mortas em uma página em vez de confiar na filha que sangrava e sonhava bem na frente de vocês?" Ela se recusou a dar o corpo de Ana Lúcia para eles. Ana Lúcia foi enterrada em uma colina com vista para o mar, seu lugar favorito. Isabela gravou na lápide: "Ana Lúcia. Irmã Amada. Uma Estrela que Brilhou Demais." A carta da seleção nacional de futebol chegou tarde demais. Dias depois, no diário de Ana Lúcia, Isabela descobriu toda a verdade: a dor da doença, o sofrimento diário e o amor incondicional por ela. Isabela leu o diário em voz alta para a família. A mãe desabou aos prantos. Pedro vomitou. O pai, em um grito de angústia, correu para a morte. A família que destruiu Ana Lúcia se destruiu. Carlos Eduardo, atormentado, fundou um centro de futebol feminino em nome de Ana Lúcia. Isabela se tornou uma escritora aclamada, usando sua fortuna para criar um time de futebol feminino, as "Estrelas de Ana Lúcia". No leito de morte, Isabela revisitou um campo de futebol, onde Ana Lúcia a esperava. "Você viveu por nós duas. E foi lindo", disse Ana. Em uma nova vida, duas meninas nasceram. "Ana", disse uma mãe, olhando para sua filha. "Bem-vinda ao mundo, Isabela", disse uma enfermeira. As irmãs renasceram, com uma segunda chance.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10