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Do Século XXI a Um Tirano

Capítulo 5 

Palavras: 549    |    Lançado em: 07/07/2025

bela, a charmosa, a herdeira de todas as esperanças e sonhos de meus pais. Eu era apenas... Sofia. A quieta que

iatório, um presente de paz para o Imperador furioso. A escolha era óbvia. Enviar Beatriz

u era dis

ande honra, Sofia" , disse meu pai, sem conseguir

palavra para ser

ncubinas por tédio. Que ele se banhava no sangue de seus inimigos. Que ele era u

a fuga melhor do que uma vida inteira sendo a sombra de Beatriz. Pelo menos dessa

io, dias após o banquete. César me ordenou que o acompanhasse em um passeio. O

que eu pudesse processar o que estava acontecendo, uma fig

ssas

o a César. Meu cérebro não teve tempo para pensar em lealdade ou dever.

uramente reflexivo, eu me joguei para o lado, para longe do perigo. E

diretamente no caminho

presa no rosto de César. O brilho pratea

empurrei para a mo

o dano já estava feito. César caiu de joelhos, uma mão pressionando o lado do

me paralisando. As palavras ecoaram na minha cabeça, um

mperador na fre

ou m

o apenas falhei em protegê-lo, eu ativamente o coloquei em perigo. Minha vida nes

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Do Século XXI a Um Tirano
Do Século XXI a Um Tirano
“O ar no grande salão estava pesado, e meus joelhos tremiam sob o tecido barato do meu vestido. Fui empurrada para o centro, um sacrifício de meu pai, o Duque, para aplacar a fúria do Imperador César, o tirano que unificou o continente através do sangue. Minha família, tendo apoiado uma rebelião fracassada, me ofereceu como concubina, não minha irmã desejada, Beatriz, mas a mim, Sofia, a filha esquecida, jogada aos lobos para salvar suas próprias peles. Eu estava aqui para ser a concubina do Imperador, uma sentença de morte que todos assumiam. César me observou em silêncio, e o peso de seu olhar era físico, esmagador. Ele jogou uma uva no chão e ordenou a um servo que limpasse com a própria manga. Que idiota arrogante, pensei eu, furiosa. Ele vai me matar, eu pensei, ele pode ouvir meus pensamentos. Eu não disse nada, gaguejei. O toque dele me fez arrepiar, os fios de prata em seus cabelos negros, e ele disse: "Você pensou. Não minta para mim." Seu toque frio em meu rosto, seus olhos perfurando os meus, parando na pequena pinta abaixo do meu olho esquerdo. Uau, ele é realmente bonito, eu pensei, o tirano parece um deus caído. Um sorriso lento e enigmático se espalhou pelos lábios de César. "Ela fica" , ele anunciou. "Ela não será concubina. A partir de hoje, ela será minha provadora de comida pessoal." Eu estava atordoada demais para reagir. Eu não sabia então, mas minha vida estava prestes a se tornar infinitamente mais complicada e perigosa. Eu era Sofia, uma funcionária de escritório comum no século XXI, transportada para este corpo, neste mundo medieval, em um acidente de carro. Pegadinha: eu estava presa na gaiola dourada de um tirano que, por algum motivo bizarro, podia ouvir meus pensamentos.”