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Vingança: Um Casamento Cruel

Capítulo 4 

Palavras: 600    |    Lançado em: 07/07/2025

r um pequeno objeto ao lado de onde a tigela estava. Era um sapatinho de be

o pe

se desfez, substituída por u

ilou, segurando o sapatinh

Ela apenas continuou

eu ainda mais. Ele a agarrou pel

pois de tudo? Você vai fi

dela. Era um ato de dominação, de poder bruto. Ele rasgou o vestido

uma punição, um lembrete

ando um objeto inerte sob o dele. Ela nã

ro familiar invadiu suas narinas. Um per

ma ferida aberta. A humilhação era completa. Ela não era nem mesmo a princi

dor e degradação,

jardim. Ele se sentou ao lado dela, em silêncio. Depois de um longo tempo, ele falou sobre as estrelas, sobre as constelações qu

to o homem que ele poderia ter sido. Um

se agarra a um destroço. Ela tentou encontrar

lguma vez existiu? Ou

deia de salvá-lo, de curar

s, em momentos de silêncio, ela via um lampejo de algo m

os em um nó tão apertado qu

tra mulher em sua pele, a ver

amor. Nu

assava de uma ferramenta. Outra forma de tortura. Ele lhe dava um

uí-la. Ele não a amava. Ele a usa

ngiu com a força

todas. E ela tinha sido tola o

antou e se vestiu em silêncio. Antes de sa

s chamas consumirem o últ

ão ch

as já hav

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Vingança: Um Casamento Cruel
Vingança: Um Casamento Cruel
“A noite de núpcias de Sofia chegou, envolta em um silêncio opressor e o peso de um vestido vermelho que parecia uma gaiola, um presente de seu novo marido, o temido Ministro do Tesouro, Ricardo. Ela o desposou para salvar sua família da ruína e da prisão, agarrando-se a uma tênue chama de esperança de uma vida pacífica. Mas a porta do quarto se abriu revelando não um noivo, mas um predador, e suas primeiras palavras esmagaram toda a ilusão: "Você é apenas um peão, Sofia. Um instrumento para a minha vingança." Naquela noite, Sofia mergulhou no inferno, sendo humilhada e atormentada por Ricardo, que sussurrava veneno em seus ouvidos. Ao amanhecer, a tortura parecia ter um fim, mas um guarda anunciou um decreto real: sua família seria executada ao meio-dia por traição. Desesperada, Sofia implorou a Ricardo, que ela acreditava ter prometido salvá-los com o casamento. Ele a chutou e revelou a verdade brutal: seu pai, o herói de Sofia, havia destruído a família de Ricardo, matado seus entes queridos e o transformado em um eunuco. O casamento era uma farsa cruel, um meio para a vingança dele, deixando Sofia com a amarga constatação de que seu sacrifício tinha sido em vão. Cinco anos se passaram, e Sofia viveu isolada, sendo torturada física e psicologicamente por Ricardo, que a quebrava e remendava sem cessar. Sua única âncora era a promessa feita à sua mãe de sobreviver por cinco anos, até que uma nova esperança surgiu: ela estava grávida. Mas Isabel, a concubina ciumenta de Ricardo, revelou a gravidez, e ele, em um ato de crueldade indizível, forçou Sofia a abortar o filho que era seu único milagre. Destruída, Sofia subiu à Torre da Lua, pronta para saltar e escapar daquele tormento. Mas Ricardo surgiu, implorando para que ela não pulasse, ajoelhando-se em desespero diante dela. Ela o ignorou, sua alma já estava partida, e o desespero se transformou em uma calma fria. Quando Ricardo a confrontou por uma pequena tigela de cinzas do filho, ele a violentou novamente, trazendo consigo o perfume de Isabel, e Sofia finalmente percebeu: não havia amor, apenas ódio e humilhação. No dia seguinte, ele a forçou a beber uma sopa contraceptiva, e Sofia observou a indiferença das criadas e os cochichos sobre Ricardo e Isabel, aceitando sua solidão. A humilhação final veio quando Isabel ordenou que o único pedaço de terra sagrado de Sofia, onde ela guardava as cinzas da mãe, fosse destruído para um novo jardim. Sofia tentou impedir, mas Ricardo a deteve, e, em um momento de fúria e profanação, ordenou queimar o que restava de suas memórias. Caindo no chão, ela tossiu sangue, entregando-se à escuridão. Ao despertar, Ricardo estava ao seu lado, pálido e aterrorizado, mas negou ter queimado as cinzas da mãe, chamando de delírio o que ela tinha visto claramente. Ele se declarou seu dono, afirmando que ela morreria quando ele decidisse, e jogou a responsabilidade de seu ódio sobre ela. "Você não se cansa disso, Ricardo? Deste jogo sem fim? Desta tortura? Não te deixa exausto?" Ele respondeu com uma fúria selvagem, revelando a dívida de sangue entre suas famílias: "Isso só acaba quando um de nós estiver morto. Você e eu. Até que a morte nos separe." A dor e a raiva de Sofia deram lugar à compaixão, e ela soube o que fazer: dar a ele o fim que ele tanto desejava, mas em seus próprios termos. Ela escapou da mansão, caminhando entre a multidão em um Festival das Lanternas, indo em direção à ponte mais alta da cidade. Lá, Ricardo havia feito uma promessa vazia, e agora, com a vida se esvaindo, ela ouviu comentários sobre ele se livrar dela para se casar com Isabel. Com uma calma arrepiante, ela se jogou no vazio, buscando a liberdade. O impacto com a água trouxe dor, e Sofia se viu morrendo nos braços de Ricardo, que implorava para ela ficar, se arrependendo e confessando ter guardado as cinzas de sua mãe. Mas Isabel apareceu, e Ricardo, em um ataque de fúria cega, finalmente enxergou sua crueldade, expulsando-a, e se agarrou à mão de Sofia, que proferiu: "Você... as queimou. Eu vi. Eu vi as chamas." O diagnóstico do médico era fatal, e Ricardo ficou ao lado dela, chorando, pedindo perdão e confessando seu amor e seu ódio por ela. Na véspera do Ano Novo, com os primeiros flocos de neve caindo, Sofia o perdoou pela dor, mas não por tê-lo feito amá-la. "Na próxima vida... não nos encontrar... nunca mais." Sua mão fraquejou na dele, e o último suspiro de Sofia se dissipou no ar, deixando Ricardo sozinho em um mar de arrependimento.”
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