icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Melodia Quebrada, Coração Ferido

Capítulo 2 

Palavras: 624    |    Lançado em: 08/07/2025

o eu segurava o celular. A voz de Léo do outro lado da linha era u

Sussurros da Madrugada'. É a sua música, cara! A melodia

é o espelho do banheiro. O rosto que me encarava era o meu, mas mais jovem, sem as linhas de exaustão e desespero que a tra

s manchetes, os comentários de ódio, o rosto sem vida do meu pai no caixão, o olhar vazio

lular e lig

cela o la

gente precisa lançar! Temos que mostr

as coisas. Eles vão me acusar de plágio de

ado. Léo estava chocado. Ele

om você? A gente investiu tudo n

gravadora. Confia em mim,

de uma vida que só eu tinha vivido. Léo, apes

ra a gravadora. Mas você vai m

as a imagem de Pedro Costa sorrindo com meu troféu não saía da minha cabeça. Como ele

Ele falava com uma confiança irritante, descrevendo o processo criativo com detalhes que eram meus, q

Juliana Mendes, minha namorada na época. Uma semana depois, Pedro Costa lançou uma música idêntica. Na época, achei que fosse uma coinc

o. Sua reputação como gerente foi arranhada, e outros artistas começaram a se afastar dele. A gravadora me processou por quebra de contrato e danos

E eu ia usar isso para proteger a mim e àqueles que eu amava. O jogo havia mudado. Eu não ia mais jogar para ganh

Reclame seu bônus no App

Abrir
Melodia Quebrada, Coração Ferido
Melodia Quebrada, Coração Ferido
“A música parou, mas os aplausos para Pedro Costa, "Compositor do Ano", ressoavam no auditório, irônicos. O troféu deveria ser meu, e "Ecos da Meia-Noite", a canção vencedora, era minha. Cada nota nasceu em madrugadas insones no meu estúdio, mas Pedro a lançou um dia antes, como sempre. Por três anos, fui a sombra anônima de Pedro. Ele roubava minhas músicas, lançando-as 24 horas antes do meu agendado, e a indústria me destruiu. A internet me chamava de "ladrão" e "sem talento", e fãs de Pedro me xingavam na rua. Meu gerente, Léo, tentou me defender, mas não havia provas, minhas composições simplesmente surgiam no portfólio dele. A pressão se tornou insuportável. A gravadora me deu um ultimato, e minha família começou a sentir o peso. Meu pai, um empresário rígido, gastou uma fortuna para limpar meu nome. Ele moveu processos caros que só atraíram mais atenção da mídia, que então publicou histórias falsas sobre seus negócios. A investigação resultante paralisou suas empresas, e o estresse o consumiu. Uma noite, recebi a ligação do hospital: meu pai sofrera um infarto fulminante e não resistiu. O mundo desabou sobre mim. A culpa me esmagou; minha música, minha carreira, meu fracasso haviam matado meu pai. Minha mãe, antes vibrante, definhou em tristeza. Eu estava no fundo do poço, a música morta em mim. Numa noite chuvosa, olhei para os comprimidos. A dor era demais: o rosto desapontado do meu pai, a tristeza da minha mãe, a traição de Juliana, minha ex-namorada que me abandonou para se aliar a Pedro. Eu só queria que parasse. Engoli os comprimidos, buscando um alívio amargo. A escuridão me recebeu. Mas então, uma luz, uma sacudida violenta. Acordei ofegante na minha cama, no meu apartamento antigo. O sol da manhã entrava pela janela, e meu celular vibrava. Era Léo. "Ricardo! Acorda, cara! Você não vai acreditar no que o desgraçado do Pedro Costa fez de novo!" Meu sangue gelou. A data no celular: era o dia do lançamento de "Ecos da Meia-Noite", o dia do prêmio. Eu tinha voltado. Eu tinha recebido uma segunda chance.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10