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Adeus, Meu Passado Amargo

Capítulo 2 

Palavras: 799    |    Lançado em: 08/07/2025

aviso. Era minha mãe. Ela entrou com a expressão de quem era dona do

caderno preto ainda aberto na minha fren

tom de voz carregado de desprezo. "Sofia, você já tem vinte e quat

enor da casa, o antigo quarto de empregada. As paredes eram brancas, a decoraç

te a minha privacidade invadida. "Ela está cansada da viag

olinho de baunilha com recheio de frutas vermelhas e uma cobertura de buttercream de rosas. Confeitaria era meu hobby, minha paixão secreta. Mi

u com a mão enquant

a aquele seu macarrão c

om um baque surdo. A cobertura cor-de-rosa se espatifou no piso de madeira. Antes qu

olhou para a sola do sapato com nojo. "Que sujeira. Er

ldado com tanto cuidado era agora uma mancha disforme no chão. Uma raiva fr

ada. Não grite

cadeira, com uma cal

vou fazer o macar

uma discussão, lágrimas, um drama. Minha

um pouco sem jeito. "Não d

to, fechando a p

Era mais do que um bolinho. Era meu tempo, meu cuidado, minha

lha, me ajoelhei e limpei a sujeira. Joguei o papel no lixo. Não h

gredientes para o macarrão. Camarão, alho, azeite, to

, ainda me observando com

zando os braços. "Está quieta demais. Normalmente vo

ombros, se

ou b

nsistiu. "Já te disse, sua irmã chegou. Família vem

micamente na tábua de corte. Cada batida era um eco da mi

ten

tendem a calma. Elas entendem gritos, choro, reações explosivas. O silêncio é um território descon

digo complexo. Por fim, desistiu e saiu da cozinha, balançando a ca

no fogão. Eu cozinharia o macarrão. Eu o servir

Não era mais para agradar. Era uma despedida. Cada gesto, cada ingrediente, era parte de

eu estava plane

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Adeus, Meu Passado Amargo
Adeus, Meu Passado Amargo
“O barulho na cozinha era ensurdecedor, os jurados sérios, mas eu só via as quatro cadeiras vazias na área dos convidados. Minha mãe, meu pai, Daniel, meu irmão, e Lucas, meu noivo, que me prometeram estar na primeira fila da final do "Jovem Talento Culinário". A humilhação ardeu em meu rosto quando, secretamente, abri o Instagram e vi a foto: minha família e Lucas, radiantes no aeroporto, recebendo Clara, minha irmã mais nova. "Finalmente em casa! Surpresa! Melhor recepção do mundo! Amo vocês!", dizia a legenda, postada há uma hora. Eles não esqueceram; ELES ESCOLHERAM. Eu, finalista de um concurso nacional, fui abandonada por todos. Voltei para casa com o troféu de terceiro lugar e encontrei uma festa para Clara, onde ninguém notou minha chegada. Minha mãe disse: "Não seja dramática. Tivemos uma emergência". Meu irmão: "É só um concurso de comida. A família é mais importante". E Lucas, com um suspiro impaciente: "Não estrague o clima". Mas a gota d'água veio no dia seguinte, quando Clara, "acidentalmente", derramou suco em mim, e Lucas me repreendeu. Minha mãe segurou meu braço: "Não até você parar com esse drama!" Naquele momento, algo estalou. Puxei meu braço, olhei para a marca vermelha e entendi: eles me viam como um acessório. Não mais. Lucas ligou, mas sua voz cheia de desculpas baratas e acusações de "ciúmes" apenas confirmou a traição. Quando ele ameaçou nosso noivado, uma calma gelada tomou conta de mim. Peguei a aliança, senti seu peso e percebi: era uma coleira. Eu a tirei. "Não existe mais 'nós', Lucas." Bloqueei a todos. Peguei minha mala, meu caderno preto, e quando minha mãe tentou me impedir na porta, eu disse: "Você perdeu o direito de me chamar de filha há muito tempo". Saí. Não olhei para trás. Para mim, eles não existiam mais.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10