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A Sobrevivente e o Jogo Fatal

Capítulo 4 

Palavras: 562    |    Lançado em: 08/07/2025

a, e a silhueta de Pedro aparecia contra a luz do corredor. Ele não dizia nada. Apenas ficava ali, me observando por alguns minutos, como se eu fosse uma

ifícil do assistente de Miguel. Ele e

em?", sussur

", ele gemeu. "Acho

culpa. Aquele homem estav

za. A ferida na minha cabeça, do "acidente" de incêndio, que nunca cicatrizou direito, começou

do ouviu passos se aproximando da porta novamente. "Por favor.

endeu a luz. Seus olhos examinaram meu estado – o suor

ticismo cruel. "Ou só mais um

ou as costas da mão na minh

rou meu queixo com força, me forçando a olhá-lo nos olhos. "Você acha que pod

meu escritório pouco antes do fogo começar. Lembrei-me de Lucas me entregando um café, dizendo que eu

"salvar" heroicamente, para que pudesse me possuir através da gratidão

a morrer", consegui di

m momento, a máscara de calma cai

oana", ele sibilou. "Para que pu

teu na parede atrás de mim. A dor explodiu na mi

. Um som que não pertencia àquele lug

endireitou, o rosto tenso

so?", pergu

, seus olhos ainda fixos em

ova esperança, frágil e desesperada, brotou em meu peito. Talvez

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A Sobrevivente e o Jogo Fatal
A Sobrevivente e o Jogo Fatal
“A música alta da festa abafava o zumbido nos meus ouvidos, mas ele persistia, uma lembrança constante do acidente. Todos na festa da empresa se viraram quando entrei, o choque evidente em seus rostos; Joana, a sócia dada como morta, estava de pé, num vestido vermelho. Eles não sabiam que eu já tinha "morrido" antes, num acidente de carro "infeliz", orquestrado pelos meus queridos sócios, Pedro e Lucas. Meu olhar varreu a multidão, ignorando os sussurros, até encontrar Pedro. Seu copo de uísque se estilhaçou no chão de mármore. "Joana?", sua voz um sussurro rouco, ele parecia incrédulo. O cheiro de álcool e perfume caro dele me embrulhou o estômago. "Você estava no incêndio. O prédio desabou." "Eu sou uma mulher de muitos talentos", respondi com frieza, "inclusive o de sobreviver." Os murmúrios ao nosso redor aumentaram: "É ela mesma?", "O corpo estava irreconhecível...", "Eles herdaram a parte dela, não foi?". Pedro tentou me tocar, mas eu recuei: "Não me toque". "O que está acontecendo, Joana? Onde você esteve? Por que voltou assim?" Eu dei um sorriso sem calor. "Eu vim corrigir alguns erros. E, a propósito, não é mais Joana. É Senhora Albuquerque." A confusão no rosto dele aprofundou-se. "Estou falando do meu marido", anunciei, alto o suficiente para todos ouvirem. "Eu me casei." Pedro balançou a cabeça, um riso amargo escapando. "Você não pode ter se casado. Você... você pertence a nós." Sua raiva explodiu, e ele socou um painel de vidro, quebrando-o. "Chega de joguinhos, Joana!" Lucas emergiu da multidão, calmo e arrepiante. "Ela não é a Joana", disse Lucas, sua voz carregada de certeza. "Ela finalmente voltou para nós. Nossa paixão de infância." Ele se virou para multidão atônita. "Esta mulher não é esposa de ninguém. Ela é uma farsa. E ela veio para casa." Pedro e Lucas, dois predadores me encurralaram. "Você não vai a lugar nenhum", disse Pedro, ameaçador. "Você vai ficar conosco", completou Lucas, com um sorriso gelado. "Para sempre." Naquela noite, eu "morreria" pela terceira vez, não de fogo ou aço, mas de uma verdade mais cruel: para eles, eu nunca fui Joana. Eu era apenas um corpo para preencher o vazio de um amor doentio por um fantasma. Mas agora, eu não era mais uma ovelha. Eu era a loba, e eles, minhas presas. E eu não morreria mais por eles.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 15