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Amores Perdidos: O Mar Chora

Capítulo 9 

Palavras: 825    |    Lançado em: 08/07/2025

tava pela costa. A jornada de volta foi diferente. Eu não me escondi. Caminhei a passos firmes, o Anzol de Prata seg

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Amores Perdidos: O Mar Chora
Amores Perdidos: O Mar Chora
“O cheiro de maresia e a promessa de um futuro, era tudo que meu filho João e eu conhecíamos. Até que, num piscar de olhos, vi seu corpo tombar no cais, a vida escorrendo para a madeira. Os homens de Ricardo Mendes, o magnata que sufocava nossa vila, o mataram por ver o que não devia. Num último suspiro, João me pediu para "não me preocupar" com ele. Tentou, ainda ferido, realizar meu sonho de um "barco maior". Lutei, implorei por ajuda, mas a polícia me tratou como criminoso, meu barco foi apreendido, e até meu cunhado sugeriu que eu aceitasse o "dinheiro de compensação" do assassino de meu filho. Eles me roubaram tudo: meu filho, meu sustento, minha fé na justiça, até a honra de João, quando Ricardo jogou seu celular no mar, alegando que ele era um "idiota envolvido com drogas". Mas a dor me deu um novo propósito, uma frieza que nem a morte de um filho conseguiu apagar. Lembrei-me então da lenda do Anzol de Prata, um poder antigo concedido a poucos. E naquele dia, Pedro o pescador humilde, sumiu. Deu lugar ao Pedro que faria Ricardo Mendes e seus capangas aprenderem que o mar, ele sim, cobraria a dívida de sangue.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10