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A Escolha de Ana Beatriz

Capítulo 3 

Palavras: 1083    |    Lançado em: 09/07/2025

o em seu apartamento, cuidando de suas feridas físicas e, mais impor

artas de amor que es

onalizadas, uma para cada dia do ano, criad

um alfaiate renomado, que ela comprou para ele

tal dele, compradas em momentos de desespero, na e

te, de uma sensação de joelhos doloridos. Isabela contou que ela havia subido os 9.999 degraus

xo preto junto com o resto. Um suspiro de alívio escapou de seus lábios. El

seu coração

estavam fixos nela e na pilha de "lixo" a seus pés. Sua voz saiu

ocê jogou

ieza glacial, sem desviar o olha

sível. Mas viu os punhos de Pedro se cerrarem com força ao lado do corpo, as ve

. "Ontem eu fui impulsivo. Me desculpe. Hoje, no leilão, você pod

em silêncio até a porta, passando por ele como se ele f

no banco do passageiro. A mulher sorriu para

, A

elha, surpresa com a própria c

ele levava Clara a qualquer lugar, Ana Beatriz fazia um escândalo, chorava, implorava, até finalmente aceitar com re

Clara na frente de Ana Beatriz. Ele arrumava uma mecha de cabelo dela, perguntava baixinho se ela estava se sentindo bem, s

o olhar perdido na paisagem que passava pela janela. Na sétima vez que ele a espiou e encontrou a mesma máscara de indife

orando completamente Ana Beatriz, segurou a mão de Clara e

O amigo olhou para Ana Beatriz, que estava parada a alguns metros de distância, com um olhar de pena. Ele balançou a cabeça e murmurou par

m a se espalhar com

iro da família Silva. Ele a trouxe para um evento importan

ela calma da Srta. Ana. Por dentro, ela d

orrendo, coberta de vergonha. Mas agora, ela não se lembrava de Pedro e não sentia amor po

ila, no centro das atenções. Ana Beatriz encontrou um ass

Pedro comprou todas as j

colar de diamante de dez quilat

, sem hesitar. O martelo batia.

afiras é linda! Ficaria p

e levantava a placa

cada... O que você acha para a nossa fil

Outra placa levan

ntação e humilhação pública. O último item foi vendido. O lei

uma fortuna e comprou todos os itens do leilão! Uma salv

multidão. Ele viu Ana Beatriz na última fila, sozinha, e percebeu que ela era a verdadeira noiva. Ele gaguejou

o nariz, seus olhos transbor

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A Escolha de Ana Beatriz
A Escolha de Ana Beatriz
“Para provar a si mesma que não era fraca e dependente, Ana Beatriz dedicou a vida à confeitaria. Seu bistrô estava prestes a inaugurar, um sonho que parecia impossível. Naquela noite, fui buscar meu noivo, Pedro, em um bar. Escondida na penumbra, ouvi uma conversa que congelou meu sangue. "Pedro, você vai mesmo se casar com a Ana Beatriz? Sério?", perguntou o amigo. A resposta dele foi um balde de água fria: "Minha ex, Clara, precisa de um chef para o reality dela. Casar com Ana é a desculpa perfeita para acalmar as coisas". Ele gargalhou, chamando-me de "idiota ingênua" e "submissa". As palavras me atingiram como um soco. Saí cambaleando, a dor tão intensa que mal conseguia respirar. Dirigi desorientada, as lágrimas embaçando minha visão. Não vi o sinal vermelho. O som de uma buzina alta foi a última coisa que ouvi antes da escuridão. Acordei no hospital, sem me lembrar de Pedro, um branco completo. Meus pais arranjaram um casamento em Minas Gerais, com um bom rapaz. Eu precisava cortar todos os laços com o passado. Decidi partir em sete dias. Enquanto arrumava minhas malas, Isabela, minha melhor amiga, entrou chocada. "Ana, você vai mesmo embora? E o Pedro?", ela perguntou. "Eu não tenho nenhuma lembrança desse Pedro", respondi. "O que eu teria que deixar? Eu o amava muito?". Isabela me entregou um diário, dizendo: "Você o amava perdidamente! Os cinco anos em que você correu atrás dele como uma cachorrinha estão aqui!". Naquelas páginas, 999 declarações de amor e a dor de cada rejeição, com o nome "Clara" ecoando. Naquele mesmo instante, Pedro apareceu na porta, seus olhos cheios de desprezo. "Amnésia e casamento arranjado? Que truque novo de sedução é esse, Ana Beatriz? Não perguntei a você, Isabela!". Ele me agarrou, dizendo: "A Clara está grávida e com o humor instável. Você vai servir de escudo no leilão de joias". Grávida! Escudo! Minha raiva explodiu: "Canalha! Eu não vou!". Ele me arrastou. Clara, com uma barriga falsa, surgiu, sorrindo vitoriosa. Pedro me empurrou para se apressar em direção a Clara. Caí, batendo as costas em uma quina. Isabela gritou: "Pedro! A Ana Beatriz é a sua noiva! Como você pode tratar ela assim por causa de uma amante?!". Ele se virou, me chutou no peito e me deu um tapa na cara. "Você é uma criatura cruel e venenosa, Ana Beatriz! Se você ousar instigar a Isabela, levarei uma bofetada atrás da outra até aprender a lição!". Ele saiu com Clara nos braços, sem olhar para trás. Dois dias depois, acordei no hospital, em choque. Isabela, chorando, me disse: "Você abortou, Ana. O feto não era estável. A queda e o chute agravaram tudo". Pedro entrou, pálido, e gritou: "Por que você fez isso de novo? Por que você matou o filho da Clara?". "É falso! Ela não está grávida!", eu gritei. Ele me jogou no chão do quarto de Clara, que choramingava sobre a "perda" de uma filha. "Irreconciliável! Se você ainda quer ser minha esposa, Ana Beatriz, vá ao cemitério da família Silva e se ajoelhe por um dia inteiro para expiar seus pecados." "Tudo bem. Eu vou", disse, com a voz firme. Este era o meu último adeus a ele. Quando Pedro chegou em casa, não havia mais nada. Tudo sumiu. "Ana Beatriz?!", ele gritou, mas o silêncio ecoou. Liguei para Isabela, que revelou a verdade: "Você não disse que ia romper o noivado com ela? Ela já foi embora... para o casamento arranjado dela em Minas Gerais. Ah, e esqueci de te dizer uma coisinha. Antes de você forçar a Ana a se ajoelhar para aquela vadia, a Ana tinha acabado de perder o filho de vocês." Pedro cambaleou, o telefone caindo de suas mãos. Ele percebeu o buraco que ela havia deixado em sua vida. A realidade o atingiu: ele a amava. Ele vasculhou a cidade, implorando, mas ninguém o ajudou. Naquela manhã, em Nova York, Lucas me chamaria de "irmã". Mal sabia de quem ele me salvaria. Não sabia eu que o homem que apareceu para me exigir respostas era o mesmo que me daria a liberdade.”
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