icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Sufocada Pelo Amor Materno

Capítulo 3 

Palavras: 1118    |    Lançado em: 09/07/2025

te. Dividíamos o mesmo dormitório, o mesmo horário de aulas, o mesmo círculo de conhecidos. Helena lig

e teve de mim se transformou em uma espécie de direito adqu

semestre, ela se aproximou da minha cama com uma expressão que e

de um favor", ela d

caderno, sem levantar os olh

te... é muito difícil. Eu

Eu posso te aju

tava pensando... você é tão boa nisso. Você

l. Eu a encarei, incrédula. Não se tratava mais de compar

rei, chocada. "Clara, isso po

"Somos idênticas! É o plano perfeito. Pensa bem, se eu reprovar, a mamãe vai ficar furios

para a minha mãe. Tinha se tornado a arma de Clara. Ela aprendeu a usar a obsessão da nossa mã

u fui forçada a proteger a vida inteira, estava me chanta

inuou, vendo minha hesitação. "Pe

da um inferno, me culpando por não "apoiar" minha irmã. Se eu aceitasse, estaria me

ão me esmagando. O medo da fúria de Helena era maior do que o medo de se

as de Clara, prendi meu cabelo do jeito que ela prendia.

r designado para Clara. Ninguém notou. Respondi a prova inteira em menos de uma hor

ara me esperando do lado

la pergunt

. Entreguei a ela a caneta que

rando completamente meu to

uma das notas mais altas da turma. Eu, em minha própria prova, delib

, Helena ligo

rio! Isso é justiça!", ela disse, sua voz cheia de satisfação. "Para comemorar, dep

logiando uma mentira, celebrando a minha anul

rimindo por anos transbordou. Não era mais uma ansied

alguém visse. Q

o banheiro. Peguei a pequena lâmina do meu apo

o por mangas compridas. Com a mão tremendo, eu fiz um corte. Não era fundo

ranho para a dor mental. Era r

onia. Não era uma tentativa de morrer, era uma tentativa desesperada

angas curtas durante o jantar. Eu posicionei meu braço na mesa de forma qu

a testa, e depois desviar o olhar, co

o", ela disse, friament

aquelas marcas significavam. Minha dor, mais uma vez, era u

i, a voz falhando.

eu, cortando um pedaço de seu bife. "Clara parece ótima. T

fez rir. Aprender a ser resiliente c

. Meu grito de ajuda foi

o severo que a enfermaria da universidade teve que chamar uma ambulância

de personalidade borderline, com episódios depressi

nte familiar de invalidação crônica. Sua necessidade de agradar e se a

i. Minha doença não era uma fraqueza minha. Era uma ferida. Uma feri

Reclame seu bônus no App

Abrir
Sufocada Pelo Amor Materno
Sufocada Pelo Amor Materno
“A cerimônia de formatura do ensino médio deveria ser um momento de celebração, mas para mim, Sofia, era o último prego no caixão da minha individualidade. Enquanto meu nome era chamado para receber o prêmio de melhor aluna de design, senti o familiar aperto no estômago, o olhar frio da minha mãe, Helena, e o nervosismo da minha irmã gêmea, Clara, ao meu lado. "Parabéns, Sofia. Um talento excepcional," disse o diretor, me entregando o troféu, mas o aceno quase imperceptível da minha mãe para Clara já me sentenciava: não brilhe demais. Minha vida inteira foi uma performance forçada de mediocridade, tudo em nome da "justiça" da minha mãe, uma estilista renomada, obcecada pela igualdade absoluta entre suas filhas. Lembro-me de quando tínhamos dez anos e ganhei um concurso de desenho; Helena não hesitou em jogar meu troféu no fogo da lareira, dizendo que "isso não é justo com a sua irmã." Naquela noite, meu talento não era um dom, era um crime, e a partir daquele dia, comecei a me sabotar, a errar deliberadamente, a me anular para manter a "harmonia" familiar. A ansiedade se instalou em mim como uma sombra, e meu pai, Ricardo, me levou a um psicólogo às escondidas, cujo diagnóstico de transtorno de ansiedade e depressão foi ignorado pela minha mãe como "drama de adolescente." Para Helena, minha doença mental era mais uma prova da minha "injustiça", um desequilíbrio em sua equação perfeita, e fui punida por ser competente, por ser eu. O troféu da formatura pesava como uma sentença, confirmando que a questão das faculdades seria o novo campo de batalha. Minha mãe sugeriu que eu cedesse minha vaga na melhor universidade de moda e entregasse meus melhores desenhos para Clara, que mal tinha notas para uma faculdade comunitária. "Não," eu disse, a faísca de rebelião acendendo-se, "É o meu trabalho. É o meu futuro. Não é justo que eu tenha que sacrificar tudo por ela." A fúria gelada de Helena explodiu, culminando com ela me arrastando para uma estrada deserta no meio da noite e me abandonando. "Volte para casa a pé. Pense sobre o que é realmente 'injusto'," ela sibilou enquanto me puxava do carro e fugia. Eu caminhei por horas, imunda, exausta, quebrada, e ao chegar em casa, Helena apenas perguntou: "Aprendeu sua lição?" Silenciosamente, assenti, e no dia seguinte, entreguei meus melhores trabalhos para Clara, aceitando que meu futuro não me pertencia, resignada. A vida na faculdade tornou-se uma extensão do inferno, dividindo o mesmo dormitório, as mesmas aulas, e as ligações noturnas de Helena garantiam que a "justiça" fosse servida. Clara, agora, exigia minha dependência, transformando-a em direito adquirido, e pediu que eu fraudasse uma prova para ela. "Você está louca? Clara, isso pode nos expulsar da faculdade!" Mas ela chantageou, usando a obsessão da minha mãe: "Se eu reprovar, a mamãe vai ficar furiosa. Vai sobrar pra você de qualquer jeito." Sem dormir, me senti encurralada: a sobrevivência falou mais alto que a integridade, e eu fiz a prova, sentindo cada palavra escrita como algo sujo. Quando Helena, exultante, celebrou nossas notas quase idênticas, elogiando aquela mentira e me enviando dinheiro, senti o ponto de ruptura. Naquela noite, enquanto Clara dormia, fiz pequenos cortes em meu antebraço, desesperada para que minha dor invisível se tornasse inegável, para que Helena me visse. Mas ela apenas ordenou: "Sofia, cubra esse braço. É falta de apetite", ignorando completamente o que aquelas marcas significavam. "Mãe... eu não estou bem." "Clara parece ótima. Talvez você devesse aprender com ela a ser mais resiliente." Meu grito de ajuda foi recebido com indiferença, e pouco depois, um colapso na faculdade me levou ao diagnóstico de transtorno de personalidade borderline. O psiquiatra me revelou: "Sua necessidade de agradar e se anular para manter uma 'paz' artificial está literalmente te adoecendo." Ali, sob as luzes fluorescentes do consultório, percebi: minha doença não era fraqueza, era uma ferida infligida dia após dia, ano após ano, pela "justiça" da minha mãe. No exame final do curso avançado de Design de Moda, obtive a nota máxima, enquanto Clara foi reprovada, e Helena me encarou sem rodeios. "Como você deixou isso acontecer? Você vai ceder o seu lugar para a Clara." Minha voz embargou ao gritar: "NÃO! Você não entende? Eu estou doente! É por sua causa! Você me destruiu!" Em sua fúria, Helena derramou café quente em minha mão, a dor da queimadura misturada com o choque de sua violência implacável. Clara, em vez de me defender, olhou para minha mão e, com um sorriso presunçoso, disse: "Viu o que você fez? Você sempre deixa a mamãe nervosa." Naquele instante, a última gota de esperança ou amor filial se evaporou. Levantei-me, saí do café e, ignorando dezenas de chamadas de Helena, liguei para meu pai: "Pai... você pode vir me buscar?" Vaguei pela cidade, a dor da queimadura um farol na névoa, até chegar a uma ponte alta, onde a escuridão do rio era sedutora. Uma colega, Beatriz, notou minha dor: "Você não tem que pular dessa ponte, Sofia. Você só tem que atravessá-la. Ir para o outro lado e não olhar para trás." Seu conselho, vindo de alguém que entendia minha dor, foi uma âncora, me lembrando do ciclo de abuso que Helena impunha. "Sofia, sua irmã está preocupada. Volte para o dormitório agora. Precisamos resolver isso," recebi uma mensagem da minha mãe, que eu sabia ser uma manipulação. Bloqueei o número dela, e no ônibus, enquanto me afastava, enviei uma última mensagem: "Não me procure mais." Meu pai me abraçou: "Apenas seja feliz, filha. É tudo o que eu sempre quis." Eu era livre.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10