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Coração Partido, Alma Endurecida

Capítulo 2 

Palavras: 886    |    Lançado em: 09/07/2025

u rosto sempre coberto, meus olhos sempre alertas. A dor da perda da minha família era uma ferida a

oficial era que minha família era uma quadrilha perigosa, e a operação policial tinha sido um ato de heroísmo. Mateus foi promovido, exatamente como el

eiro que conhecia as histórias antigas, me encontr

e sua pequena casa. "Eu sabia que você estava viva. O que el

uviu em silêncio, seu rosto se tor

É o Olho de Anhangá. Um objeto de poder, sagrado. Ele protege a tribo a que pertence.

rou, seus dedos tocando uma pequena marca averme

prender. Uma espécie de feitiço. Para te causar dor, para te controlar, mesmo de longe. É por isso qu

ele me marcou, me acorrentou com uma magia sombria que eu não entend

u um amuleto

, mas vai enfraquecê-lo. V

ra, ele me entregou

eixou para trás na pressa. Acho qu

abri. Era um porta-retratos de prata, caro, algo que nunca teríamos em c

possessiva e íntima. Ela usava um biquíni caro, e ele a olhava com uma adoração que me revirou

foto era a prova. O relacionamento deles não era novo. Ele estava com ela o tempo todo, me usando, rindo de mim p

acreditando em seu sacrifício. Agora, a imagem dele com Camila naquele iate se sobrepunha a todas as minhas memórias. Ele não estava tr

inha, que dizia odiar a arrogância dos ricos, tinha se tornado exat

uma peça do quebra-cabeça, mai

m meus próprios olhos. Fui até o bairro nobre onde Camila morava. Fiqu

uma favela. Camila o seguiu, e eles se beijaram. Um beijo longo e apaixonado, bem ali, na frente de todos. A

ndida. Seu sorriso desapareceu. Ele sentiu alguma coisa? A marca no meu puls

e nunca, o coração batendo na garganta, a dor no pulso se espalhando pelo meu braço

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Coração Partido, Alma Endurecida
Coração Partido, Alma Endurecida
“Na nossa comunidade, o cheiro de feijão na panela e as risadas eram a trilha sonora da paz que eu, Júlia, tanto amava, sonhando com um futuro ao lado de Mateus, o policial que prometeu nos tirar dali. Mas o barulho das sirenes e helicópteros rasgou a calma, antes que a porta fosse arrombada por policiais mascarados que invadiram nossa casa, empurrando a todos. Minha mãe gritou, meu pai foi atingido e caiu sangrando, enquanto eles reviravam tudo, gritando por algo que não tínhamos e me atirando contra a parede até a escuridão me engolir. Acordei sozinha no silêncio mortal da casa destruída, minha família tinha sumido, e eu fui arrastada para fora, acusada de roubo e associação com o crime, com um artefato indígena que nunca tinha visto como "prova". Mateus surgiu, com o rosto de preocupação, me abraçou e disse que cuidaria de mim, me deu dinheiro para fugir e prometeu limpar meu nome, e eu acreditei, me escondi nas sombras da cidade. Semanas depois, liguei para um número de emergência que ele havia dado, e para meu horror, era ele, com uma voz relaxada, conversando com outra mulher, Camila, a irmã do chefe de polícia. Ela perguntou: "E o artefato?" e ele respondeu, com uma adoração que nunca me deu: "Eu te disse que conseguiria para você. Qualquer coisa que você quiser." O choque da traição me tirou o ar, percebi que toda a minha vida fora destruída, que minha família havia morrido, para que ele subisse na vida e agradasse uma mulher rica. A promessa de "Juju e Tetéu para sempre" me queimava agora, cada lembrança virou veneno, e a dor era um buraco negro, mas dele nasceu uma chama fria e dura. Júlia, a sonhadora, morreu naquele beco, e a mulher que sobrou, endurecida e furiosa, prometeu fazê-los pagar por tudo o que tiraram dela, porque a vingança não era mais um desejo, era uma promessa.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10