“No dia do meu aniversário, minha mãe me disse que era hora de escolher um noivo entre os solteiros mais cobiçados de São Paulo. Ela insistiu que eu escolhesse Alexandre Monteiro, o homem que amei com uma paixão cega na minha vida anterior. Mas eu me lembrava de como aquela história de amor terminou. Na véspera do nosso casamento, Alexandre forjou a própria morte em um acidente de jatinho particular. Passei anos como sua noiva em luto, apenas para encontrá-lo vivo e bem em uma praia, rindo com a estudante bolsista que eu mesma havia patrocinado. Eles até tinham um filho. Quando o confrontei, nossos amigos - os homens que fingiram me consolar - me seguraram. Eles ajudaram Alexandre a me jogar no oceano e assistiram do píer enquanto eu me afogava. Enquanto a água se fechava sobre a minha cabeça, apenas uma pessoa demonstrou alguma emoção real. Meu rival de infância, Dário Castilho, gritava meu nome enquanto o seguravam, seu rosto contorcido em agonia. Ele foi o único que chorou no meu funeral. Ao abrir os olhos novamente, eu estava de volta à nossa cobertura, apenas uma semana antes da grande decisão. Desta vez, quando minha mãe me pediu para escolher Alexandre, eu lhe dei um nome diferente. Eu escolhi o homem que chorou por mim. Eu escolhi Dário Castilho.”