Deixando Cinzas, Encontrando Seu Céu
“Eu dei um dos meus rins para o meu marido, Caio, para salvar a vida dele. Em troca, ele se casou comigo. Eu era uma garota de um orfanato; ele, um magnata de São Paulo. Eu tolamente acreditei que sua gratidão um dia se transformaria em amor. Então, seu primeiro amor, Krystal, voltou. Quando ela foi diagnosticada com uma doença sanguínea rara, Caio me arrastou para o hospital e exigiu que eu doasse minha medula óssea para ela. Meus médicos o avisaram que, com minha saúde em frangalhos, outra grande cirurgia seria uma sentença de morte. Ele me chamou de egoísta e me forçou a ir para a mesa de operação. Enquanto as portas se fechavam, eu vi Krystal, que deveria estar morrendo, sentar-se em sua cama. Um sorriso perverso e triunfante se espalhou por seu rosto. Através do vidro, ela articulou as palavras. "Eu não tenho nenhuma doença no sangue, sua imbecil." Uma enfermeira cravou uma agulha grossa na minha coluna. Eles estavam drenando minha vida para satisfazer uma mentirosa, tudo sob as ordens do meu marido. Eu morri naquela mesa, meu último pensamento sendo uma prece para que eu nunca mais o visse. Mas quando abri os olhos, não estava no céu. Estava em uma clínica particular, e meu amigo de infância há muito perdido, Elias, estava de pé ao meu lado. Ele me olhou, seus olhos queimando com um fogo protetor. "Eu forjei sua morte, Eva", ele disse, sua voz fria de raiva. "Agora, vamos fazê-los pagar."”