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A Esposa, Sua Sentença de Morte

Capítulo 3 

Palavras: 883    |    Lançado em: 08/08/2025

, fazendo o mundo parecer cru e feio. A queimadura no meu braç

oi gentil. Ela estalou a líng

a. "Sua esposa deve estar

menti, as palavras com gosto

co. Ela não acreditou em mim, mas er

as vozes vinham do corredor. Eleonora e Henrique. Devem t

dizia Eleonora, seu tom uma mistura de ex

choramingou. "Dá um

nca me chamou de nada além de Júlio.

tolo. Um completo e absoluto tolo. Eu havia construído minha vida sobre a fundação da gratidão de uma

verdade fria e dura. Eu não era do mund

tos à enfermeira, paguei em dinheiro e fugi da clí

stava me esperando, de braços cruz

esteve?",

e, levantando meu

ão de segundo, eu vi algo - um lampejo de culpa

eu disse, a amargura afiada na minha voz.

ique é sensível! Ele não é como você. Ele é importante para mim, e é imp

ompreensivo enquanto ela dormia com outro homem. Para colocar as necessida

mas me recusei a c

ia dado tudo, e finalmente a estava vendo. Fria. Calculista. Egoísta

não tinha certeza se havia dito em

ê disse?", ela per

ad

cansaço performático. "Olha, me desculpe. Vamos para

praia em Angra dos Reis, o

tei na areia, um livro no colo que não conseguia ler. Eu não sabia nadar, um fato que Eleonor

perfeito. Dourado

-la, me deixando sozinho com ele. Henrique saiu da água,

mbou, sentando-se na areia ao meu lado.

era surpreendentemente forte. Ele me arrastou par

ibilou no meu o

ndou minha ca

s ardiam. Eu me debati descontroladamente, mas sua mão era como um to

r, ele me puxou para cima. Eu to

do. "Viu? Não

o pânico, a escuridão. Ele estava bri

acha que ela se importa se você vive ou morre?", ele sussurrou, sua voz cheia de v

teimosa, se recusou a acreditar nele.

se minha mente. Ele sorriu, um sorriso verdade

acima da água agitada, enquanto espe

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A Esposa, Sua Sentença de Morte
A Esposa, Sua Sentença de Morte
“Hoje era meu quinto aniversário de casamento. Foi também o dia em que um médico me disse que eu tinha, no máximo, três meses de vida. Meu único rim restante estava falhando, uma complicação da cirurgia onde doei meu outro rim para minha esposa, a Senadora Eleonora Vasconcelos. Então eu a vi, saindo do Congresso Nacional, e não estava sozinha. Estava com Henrique Castilho, seu namorado da faculdade, e ele a beijou, um beijo longo e profundo, bem ali, na escadaria. Mais tarde, Henrique me encontrou, oferecendo vinte e cinco milhões de reais para que eu desaparecesse. Ele me olhou com desprezo, como se eu fosse algo que ele tivesse raspado da sola do sapato. Lembrei de ter ouvido Eleonora dizer a Henrique: "Não é amor. É... gratidão. Uma responsabilidade." Meu amor era uma mercadoria, meu sacrifício uma transação. Uma dor aguda atravessou minha lateral. Meu celular vibrou. Uma mensagem de Henrique: uma foto dele e de Eleonora na minha cama, com a legenda: *Ela é minha agora. E sempre foi.* Eu era Júlio Barros, um garoto de orfanato, que a amou por dez anos, desde que salvei sua vida com meu rim. Pensei que a gratidão dela havia se transformado em amor. Eu fui um tolo. Meu telefone tocou. Era Eleonora, sua voz falsa, prometendo uma surpresa. Então ouvi a voz de Henrique e o som de um beijo. A linha ficou muda. Qualquer última e estúpida centelha de esperança que eu tinha morreu com aquilo.”
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