“Eu desabei de exaustão depois de dedicar dez anos da minha vida à minha namorada e CEO, Isabela. Abri mão da minha música, dos meus sonhos, de tudo, para construir o império dela. No hospital, o médico me deu a notícia. Tumor maligno. Eu precisava de uma cirurgia de emergência para salvar minha vida. Isabela nunca me visitou. Nenhuma vez. Mais tarde, descobri que ela estava ao telefone com outro homem, dizendo docemente que sentia falta dele enquanto eu estava deitado em uma cama de hospital. Duas semanas depois de arrancarem o câncer de mim, no aniversário dela, fui para casa e preparei sua refeição favorita. Era para ser nossa última ceia, um adeus final. Ela chegou tarde da noite, bêbada, carregada nas costas daquele mesmo homem. Eles usavam camisetas pretas combinando. A dele dizia: "Estou com ela". A dela: "Estou com ele". Ela me viu e congelou. O riso morreu em sua garganta. Desesperada, ela desceu das costas dele, o rosto uma máscara de pânico e culpa. Mas eu não senti nada. Nem raiva, nem ciúme. A parte de mim que podia sentir dor por ela havia sido arrancada na mesa de operação, junto com o tumor. Eu a encarei nos olhos. "Acabou." Então, saí da cobertura que um dia chamamos de lar, deixando-a sozinha no monumento ao nosso relacionamento fracassado. Desta vez, eu não voltaria.”