“Eu era a noiva de Bruno Barreto, o herdeiro frio de um império de tecnologia. Nosso noivado era uma fusão de dinastias, uma mentira perfeita estampada nas capas das revistas. Mas, por trás das portas fechadas, nossa vida era uma guerra bizarra, travada com dinheiro e humilhação pública. A guerra se tornou brutal quando sua amante, Kaila, invadiu nossa casa com seus amigos e me espancou, pisando na minha mão até quebrá-la. Eu prestei queixa, mas quando Bruno chegou à delegacia, ele olhou para o meu rosto machucado e passou por mim para consolar uma Kaila que soluçava. "Não faça um escândalo, Clara", disse ele, a voz carregada de irritação. Ele os liberou sem pensar duas vezes. A traição final veio quando Kaila me empurrou para dentro de um lago. Eu não sei nadar. Bruno mergulhou, passou direto por mim para salvá-la e virou as costas enquanto eu afundava, me deixando para morrer. Um estranho me tirou da água. Naquele momento, eu finalmente entendi. Não era que ele fosse incapaz de amar; ele era apenas incapaz de me amar. Por quem ele amava, ele destruiria qualquer um. Por quem ele não amava, ele a deixaria para morrer. As últimas brasas do meu amor tolo viraram cinzas. Deitada na cama do hospital, peguei meu celular e liguei para o único homem que já me mostrou bondade. "Jairo", eu disse, minha voz firme. "Estou pronta para queimar tudo."”